Postou? Ficou para sempre… Preste atenção à sua imagem na internet

31 08 2013

Children_Day_vector_wallpaper_0168043bIlustração captada na internet sem autoria especificada.

Há pouco tempo criei um mal-estar na família, por sugerir a um jovem membro que considerasse, pensasse, e talvez limitasse a postagem de uma ou outra foto que haviam sido postadas na internet, no Facebook mais precisamentre. Os pais não entenderam a observação como crítica construtiva, levaram para o lado pessoal… Lembraram-me que eu não sabia como as coisas funcionavam no mundo moderno, e assim foi…  Abandonei a ideia de contribuir para a preservação do futuro da família, deixei de lado qualquer advertência.  As fotos, na verdade,  não tinham nada demais, mas eu sabia, por experiência de vida e de usuária da internet, há mais tempo do que a maioria das pessoas, que devemos ter muito cuidado, muito cuidado, com aquilo que postamos.  As pessoas mudam, os costumes mudam e nem sempre o que poderia ser interpretado num dado momento como engraçado, pode ser visto mais tarde como tal. Foi uma pena…

Hoje, no entanto, o primeiro parágrafo da coluna A nova era digital da Cora Ronai no jornal O Globo, recomendando a leitura de “A nova era digital: como será o futuro das pessoas, das nações e dos negócios”, de Eric Schmidt e Jared Cohen (Intrínseca, 320 páginas, tradução de Ana Beatriz Rodrigues e Rogerio Durst) serve justamente de advertência a pais e outros usuários.  Ela lembra que a internet não esquece.  E que tudo que lá se posta fica guardado para sempre, e que uma simples busca na web pode revelar muito do que se sabe a seu respeito, desde suas preferências até as loucuras da adolescência.  Dos palavrões às  declarações de amor… das fotos comportadas às que mostram um comportamento questionável. Postou?  Ficou para sempre.  Só postou fotos suas, tiradas com o celular?  Quem disse que não o considerarão narcisista, preocupada só consigo mesmo, com a sua aparência? De brincadeira tirou uma foto beirando o erótico?  Que pensarão seus futuros empregadores sobre você?  Estará tudo lá. Para sempre… ad eternum...    Então fiquem aqui com a advertência de quem é considerada EXPERT na internet, leiam o primeiro parágrafo da Cora Ronai e cliquem no link para ler o artigo inteiro.  Sinto-me justificada.

“Um dia — que já devia ter sido ontem — todos os pais e mães terão uma conversa muito séria com os filhos a respeito da vida online. Essa conversa é ainda mais importante do que aquela clássica conversa sobre sexo da qual todos querem fugir, e deve começar cada vez mais cedo: a internet não esquece nada, e pode ser que, lá na frente, o destino profissional de uma pessoa possa ser prejudicado por uma bobagem que ela postou na adolescência. Pela primeira vez desde que o mundo é mundo, a vida das pessoas começa a ser registrada antes mesmo que elas venham o mundo, com as ultrassonografias postadas por pais orgulhosos nas redes sociais; o registro continua, implacável, pelos anos escolares, pela universidade, pelo trabalho. Uma busca das mais simples pode revelar hábitos alimentares, culturais e de consumo, amores e ódios. Nos tempos pré-internet, os humanos gozavam o benefício do esquecimento. Fomos geneticamente programados para isso, numa prova de que a natureza é sábia até socialmente: uma pessoa de 30 anos guarda muito pouco de quem era aos 15. Basta ver os cortes de cabelo e as roupas que tínhamos coragem de usar…”


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4 responses

31 08 2013
Marilda Romani

A advertência é muito válida, Ladyce. Obrigada por compartilhar.

31 08 2013
peregrinacultural

Todos precisam estar alerta, não é mesmo? O pior é que não adianta apagar depois de postado. Mesmo assim, o rastro fica e se multiplica.,.. Bjnhs

2 09 2013
Maria Helena Oswaldo Cruz

Muito boa essa sua advertência. É a fase da vida em comunidade que existe hoje, de certa forma, válida. Se isso existisse em l939, certamente não teria havido Hitler e o holocausto, não é verdade? Hoje, 73 anos depois, a tecnologia mudou o mundo, mas devemos ter cuidado porque os donos do poder vão usar seus tentáculos para dominar a todos. Já sabemos disso desde “O admirável mundo novo” de Aldous Huxley.

2 09 2013
peregrinacultural

Pois não é? Boa lembrança da Cora Ronais. E não adianta, estamos vivendo sob o olhar dos poderosos… veja as manchetes de hoje, com a espionagem… Será que não fazemos espionagem dos EUA? Acho que é um jogo em que ambos os lados têm jogadas…

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