Natureza Maravilhosa — abelha operária

9 10 2013

pollenAbelha operária trabalhando. Foto: Hussy.

Abelha-operária ou obreira’,  responsável pela produção do mel e da cera, pela construção dos favos.  Coleta e transporta néctar, pólen e água.  Fornece a alimentação da rainha e das larvas e trabalha na defesa da colmeia.  Seus tarsos são modificados para acomodar o pólen coletado nas flores e transportado até as colmeias. Também são conhecidas pelos nomes de abelha-campeadora, abelha-neutra, abelha-operária e mula. Informação da Wikipedia.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

9 10 2013

Antonio Henrique Amaral, Composição com frutas, 1980, ost, 76x76Composição com frutas, 1980

Antônio Henrique Amaral (Brasil, 1935)

óleo sobre tela, 76 x 76 cm





Subúrbio, poema de Martins D’Alvarez

9 10 2013

Paisagem de subúrbio, 1930

Emiliano Di Cavalcanti  (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela

Subúrbio

Martins D’Alvarez

Subúrbio…

Fim da cidade!…

Em frente fica a Estação,

ostentando na fachada

a tabuleta pintada

com nome e quilometragem

do rincão.

Por trás da estação,

há casas

e mato

e casas

e mato…

Ruas tortas, mutiladas…

Praças que se arrependeram…

Lá no alto, a capela branca…

E mato, cercas, buracos,

alguns becos sem destino;

boteco da Dona Guida…

Tudo cheio de menino.

De vez em quando,

bufando,

passa o trem pela estação.

Esse trem para o subúrbio

representa o coração,

a vida, no movimento

dos que vêm

e dos que vão.

Mas, o subúrbio é cardíaco,

o trem só anda atrasado,

daí o pobre coitado

sofrer da circulação.

De madrugada e de noite

é que o subúrbio desperta,

o casario se alegra,

não se vê rua deserta,

chove gente em toda parte,

ruge-ruge…

Vaivém.

E há quem acorde bem cedo

pra na birosca do Alfredo

castigar um mata-bicho

antes de tomar o trem.

Durante o dia,

marasmo,

pasmaceira,

fuxicada,

da turma desocupada

que não se foi pro batente.

Mexericos de comadres

que exibem secretamente

as nódoas da roupa-suja

guardadas por muita gente.

Só nos domingos de folga,

o subúrbio pega fogo…

Há de tudo para todos:

missa pra quem é de missa,

jogo pra quem é de jogo…

Há batida com feijoada,

dança, namoro, pelada,

briga, tragédia, conflito

que leva gente ao distrito

e, às vezes, não leva nada.

Subúrbio, fim de caminho…

Começo de outra jornada!

Em: Poesia do cotidiano, Martins D’Alvarez, Rio de Janeiro, Edições Clã: 1977.








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