Domingo, um passeio no campo!

5 01 2014

ABELARDO ZALUAR - (1924 - 1987)Paisagem - óleo sobre madeira - 12 x 16 cm - 1951Paisagem, 1951

Abelardo Zaluar (Brasil, 1924-1987)

óleo sobre madeira, 12 x 16 cm





Listas, metas e o Ano Novo

5 01 2014

Carrie Graber, Cool Chardonnay on a Sunny Patio by Carrie GraberChardonay refrescado no pátio ensolarado II

Carrie Graber (EUA, contemporânea)

óleo sobre tela, 35 x 45cm

www.paragonfineart.com


Sou dada a metas.  Elas delineiam a minha vida, mas não sou escrava delas.  Elas simplesmente me ajudam a fazer muitas coisas diferentes, ao mesmo tempo.  Devo a elas a organização à minha volta. É natural, portanto, que a cada ano eu anote detalhes necessários para que algumas metas sejam alcançadas nos 12 meses seguintes. Faço uma lista longa e variada- a deste ano conta com 83 itens — com muitas coisas fáceis de serem cumpridas para me dar incentivo ao longo do ano, quando risco os itens já preenchidos ou descartados. Um exemplo: trocar a lata de lixo.  Quero uma menor.  A que tenho está em perfeitas condições, mas não preciso de tanto espaço…  Há meses que penso em fazer isso, mas como não é essencial, acaba sendo uma compra postergada. Minha lista inclui desde conserto da porta do armário que está emperrando, até objetivos mais abstratos, como averiguar as melhores datas para uma futura (daqui a mais de um ano) aventura de subir as montanhas Atlas no Marrocos no dorso de um burrico.  Aos poucos, no curso do ano, vou me sentindo bem, porque objetivos que pareciam grandes ou numerosos, subdivididos em pequenas frações encontraram uma solução e tocam a vida para frente.  Sou como uma formiga: todo dia uma pequena decisão é tomada e ao final de certo tempo… Bem, ao final de certo tempo tenho uma montanha de resultados. Alguns positivos, outros nem tanto.  Sou o oposto de meu marido, que prefere atacar muitas coisas de uma só vez, e assim se preocupa menos ao longo do ano, naquele ramerrão enfadonho.  Ele juntaria alguns problemas na cozinha e um dia sairia para resolvê-los todos,de uma vez, quando também compraria a nova lata de lixo. Eu ficaria desnorteada com essa atitude. A ansiedade seria minha companheira noturna e me acordaria às 3 da manhã de qualquer noite, preocupada com os 7 a 15 itens necessários na cozinha e como dar conta deles.  Cada qual com sua maneira.  Talvez aí resida o equilíbrio do casamento, o que me afeta não chega a fazer cosquinhas no meu cara metade…

Lilla Cabot Perry , No estúdio,(EUA, 1848-1933), ost, 65 x 81cmNo estúdio, s/d

Lilla Cabot Perry (EUA, 1848-1933)

óleo sobre tela, 65 x 81cm

Tenho duas agendas. Uma de papel — que é a minha vida. Não posso perdê-la.  Ali marco TUDO. E tenho a agenda eletrônica para uso imediato. Datas que não podem ser esquecidas, por exemplo pagamento de condomínio. Quero todos os apitos a que tenho direito nesses quesitos de lembranças das obrigações… Porque não quero perder massa cinza com essas tarefas repetitivas. É na agenda de papel que a lista, às vezes muito maior em comprimento do que a própria agenda é colada, a essa tripa de papel, dobrada e redobrada junto à capa. Assim não a esqueço e vez por outra sou obrigada a ler o que escrevi próximo à virada do ano. É como me lembro dos meus objetivos gerais.

Minhas listas precisam ser mais detalhadas do que: ler mais; ver meus amigos com mais frequência, fazer exercício… Para mim, fazer uma lista assim é o mesmo que não fazer.  Digamos que eu queira ver meus amigos com mais frequência.  Esse é um tema muito geral, para ser colocado no papel.  Começo pensando nos amigos que gostaria de ver.  Mentalmente abro espaço no meu ano para eles.  Lembro que a Mariazinha dá aulas à noite e só pode se encontrar comigo aos sábados de manhã; que não vejo a Chiquinha faz tempos. E assim por diante. Seleciono algumas. Na lista geral um item será: telefonar para Chiquinha, Mariazinha, Joaninha, Juninha, Norminha e Belita. Eventualmente, acabo telefonando para cada uma e marcando um encontro. Mas não faço isso tudo junto.  Cada vez que leio a minha lista de objetivos sou lembrada das amigas, eventualmente será o momento propício para um telefonema. E, como mágica, no fim do ano, em geral terei feito contato com todas as pessoas da lista.

Quando recentemente falei disso para uma amiga, ela achou estranho, que eu estava “agendando contatos que deveriam ser  mais naturais”. Mas isso não tira a naturalidade do meu relacionamento com os meus amigos.  Tenho um amigo com quem me encontro todas as quintas-feiras. O fato de marcarmos o encontro e já anteciparmos o próximo não retira o prazer de estarmos juntos. Não é nem uma questão de todos sermos atarefados. Assim como meu marido tem outras prioridades, também os meus amigos as têm e é natural que os eventos diários nos levem a “esquecer” de telefonar, de marcar uma data para ver fulano. Não ter sido espontâneo não quer dizer que não vale, que é de uma “frieza de emoções incompatíveis com uma amizade”, como ouvi dessa amiga. São maneiras diferentes de encarar as suas necessidades. Delineando-as, com maior precisão encontro um jeito de honrá-las.  Mas cada qual tem sua maneira de levar a sério suas emoções.

E você?  Você faz listas de Ano Novo?





Imagem de leitura — Peder Jacob Marius Knudsen

5 01 2014

Peder Jacob Marius KnudsenJovem lendo na biblioteca, 1873

Peder Jacob Marius Knudsen (Dinamarca, 1868-1944)

óleo sobre tela, 44 x 38cm








%d blogueiros gostam disto: