Perdoa, poesia de Maria Pagano de Botana

28 01 2014

Bernard rolland-la-lectureA leitura

Bernard Rolland (França, contemporâneo)

acrílica sobre tela

Perdoa

Maria Pagano de Botana

Se o vento desfolhar do teu jardim as rosas

E as deixar pelo chão espalhadas à toa,

Cruza os braços, fitando as roseiras graciosas,

— E a maldade do vento, em silêncio, perdoa!

Se a poeira vier ferir teus olhos, na estrada,

Deixa que o teu olhar tranquilamente doa,

Eleva para o azul as pálpebras, mais nada…

— E a maldade do pó, com ternura, perdoa!

Se alguém encher de fel teu coração dorido,

Sem que do teu pesar um dia se condoa,

Não maldigas: esquece o insulto recebido,

E a maldade do mundo, em lágrimas, perdoa!

Em: 232 Poetas Paulistas:antologia,  ed. e col. Pedro de Alcântara Worms, São Paulo, Conquista: 1968, p. 342.

Maria Pagano de Botana  ( Pederneiras, SP, 1909)  [ Baronesa de Santa Inês] Poeta, cronista, professora, jornalista .  Pseudônimos:  Marlon, Maria do Rosário.

Obras:

Do sonho à realidade, crônicas, 1945

Canteiro humilde, pensamentos, 1948

Amor fonte de vida, poesia, 1950

Luzes e imagens, 1972, biografia romanceada


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