A mochila, poesia de Reynaldo Valinho Alvarez

30 06 2014

 

 

elizabeth beckerIlustração de Elizabeth Becker.

 

 

A mochila

Reynaldo Valinho Alvarez

 

Carrego na mochila, entre outros trastes,

três ou quatro verdades importantes.

O resto é de mentiras. São contrastes

que entrego às outras partes contrastantes.

A lira não me vale. São desastres

o que encontro nos outros caminhantes.

Na terra devastada, erguem-se as hastes

das lanças e dos canos fumegantes.

A mochila me pesa. As três verdades

ou quatro, já não sei, não pesam tanto,

mude-se o tempo e mudem-se as vontades.

O que me dói ou pesa, ou o que é um espanto

é que um modesto grama de inverdades

valha um tonel de torpe desengano.

 

 

Em: Galope do tempo, Reynaldo Valinho Alvarez, Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro: 1997, p. 55





Copa 2014, no coração de todos

30 06 2014

 

 

 

erico santos, verdeamarelaazulebranca70x100ost2009d_GRVerde, amarela,  azul e branca, 2009

Érico Santos (Brasil, 1952)

óleo sobre tela, 70 x 100 cm

www.ericosantos.com





Nossas cidades — Laranjeiras, SE

30 06 2014

Manlio Moreto, Laranjeiras, Sergipe, 1972, aquarela, 14x19Laranjeiras, Sergipe, 1972

Manlio Moretto (Brasil, 1917-2013)

aquarela sobre papel, 14 x 19 cm








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