Palavras para lembrar — Günter Grass

14 04 2015

 

 

Hornemann, Friedrich Adolf 1813 Hannover - 1890 Düsseldorf Im Scriptorium. Signiert. Öl-Lwd., 46 x 60 cmNo monastério em Düsseldorf

Friedrich Adolf Hornemann (Alemanha, 1813-1890)

óleo sobre tela, 46 x 60 cm

 

 

“Mesmo os maus livros são livros, e por isso são sagrados”.

 

Günter Grass





Imagem de leitura — Camille Pissarro

14 04 2015

Camille_Pissarro,_Jeanne_Pissarro,_Called_Cocotte,_Reading,_1899._Oil_on_canvasJeanne [Cocotte] Pissarro lendo, 1899

Camille Pissarro (França, 1830-1903)

óleo sobre tela

Coleção Ann e Gordon Getty





Karin Altenberg e a paisagem em seus romances

14 04 2015

 

 

Cecilia Rosslee (AfricadoSul) eminutosdepaz,ost,ColPartUns minutos de paz

Cecília Rosslee (África do Sul, contemporânea)

óleo sobre tela

www.ceciliarosslee.com

 

 

Achei interessante a descrição do valor da paisagem para Karilan Altenberg, escritora britânica, nascida na Suécia, que explicou no  artigo, Karin Altenberg: ‘landscape in my novels is not just backdrop – it is both stage and actor’ no jornal The Irish Times, a importância da localização em suas histórias. Para ela, a paisagem é muito mais que o simples ambiente em que a trama se desenvolve, ela é parte intrínseca da história.

“A localização do romance para mim é tão importante quanto a trama.  O lugar é um conceito existencial, intimamente ligado ao nosso estar no mundo.  Experimentamos nossa identidade, de maneira significativa, através do lugar e da comunidade a qual sentimos que pertencemos: uma espécie de lar arquétipo do qual  podemos sempre escapar e para o qual podemos regressar. E todos nós somos, até certo ponto, socializados através de paisagens, nomeando os lugares que nos são conhecidos familiares – é assim que existimos, através de uma cartografia da linguagem e de lugar. E isto é, em grande parte,  o que a arte tenta fazer: a classificação e o mapeamento de um lugar de existência.”

Para ela é necessário se infiltrar no ambiente em que sabe que colocará sua história, e só depois de ter assimilado e armazenado as informações do local, ela consegue ver seus personagens interagindo e tomando vida nas histórias que cria.

“Acho que o local que um escritor escolhe para sua narrativa está relacionado à sua sensibilidade. Sou sintonizada – e já observava de perto – o espaço ao ar livre, desde que era criança. Outros escritores podem ser mais conscientes da arquitetura, de interiores ou de paisagens urbanas. Também gosto de olhar para trás e sentir que a paisagem do passado é ao mesmo tempo terrivelmente real e totalmente de outro mundo – uma ficção maravilhosa.”

 

(tradução minha)





Ciranda de mariposas, poesia de Henriqueta Lisboa

14 04 2015

 

 

insetos se reunem, Hazel Frazee, Child Life 1927-03Insetos se reúnem, ilustração de Hazel Frazee, para a capa da Revista Child’s Life, março de 1927.

 

 

 

Ciranda de Mariposas

 

Henriqueta Lisboa

 

Vamos todos cirandar
ciranda de mariposas.
Mariposas na vidraça
são jóias, são brincos de ouro.

Ai! poeira de ouro translúcida
bailando em torno da lâmpada.
Ai! fulgurantes espelhos
refletindo asas que dançam.

Estrelas são mariposas
(faz tanto frio na rua!)
batem asas de esperança
contra as vidraças da lua.








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