Imagem de leitura — Edmund Tarbell

8 05 2015

 

Boston schoolMenina lendo, 1909

Edmund Tarbell (EUA, 1862-1938)

óleo sobre tela, 81 x 72 cm

Museu de Belas Artes, Boston





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

8 05 2015

 

 

TELLES, Sérgio,Rua do Catete,óleo s tela, ass. inf. dir.(década de 1990)73 x 116 cmRua do Catete, década 1990

Sérgio Telles (Brasil, 1936)

óleo sobre tela, 73 x 116 cm





Joan Miró, anotações de Murilo Mendes

8 05 2015

harlequins-carnivalO Carnaval do Arlequim, 1925

Joan Miró (Espanha, 1893-1983)

óleo sobre tela, 66 x 90 cm

Albright-Knox Art Gallery, Buffalo

 

 

Joan Miró

 

 

♦ Miró declara que não pode separar a poesia da pintura. Rompe a linha convencional do discurso realista, criando a sigla, o número plástico, a alusão.

 

♦ Exorciza o lado mecânico do nosso tempo. Organizando a infância futura, consegue, em todos os casos, conciliar sonho e disciplina racional.

 

♦ Sacrifica a quantidade da informação à qualidade lírica, a espessura à sutileza.

 

♦ Nem surrealista, nem abstrato ortodoxo, escapa às etiquetas.

 

♦ Sabe que o mundo através de seus sistemas gastos impede por exemplo o pássaro de telegrafar à pedra; impede as estrelas de jogarem aos dados; a formiga de pedir a palavra; um cachorro de puxar aquela moça por um cordel.

 

♦ Encontrei Miró em Paris, Barcelona, Palma de Maiorca, Roma. Vi-o, artesão refinado, atento à transposição da forma, ao limite do objeto. Traduz a cenografia do mar, decifra o enigma da bola, do peixe, do triângulo. Põe o cosmo no bolso. Calígrafo, criador de signos, invencível inventor.

 

♦ Miró extrai o maravilhoso da coisa imediata, visível; transforma em realidade a faixa onírica.

1973

 

 

Em: Transístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980,pp. 224-25.








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