Imagem de leitura — Jean-Baptiste Greuze

30 09 2015

 

 

greuze-bourgevin-nante, J.-Baptiste Greuze  Portrait de J.-Baptiste de Bourgevin de Vialart, comte de St Morys, enfant.Retrato de Charles-Etienne de Bourgevin de Vialart, Conde de Saint Morys, criança

Jean-Baptiste Greuze (França, 1725-1805)

óleo sobre madeira, 65 x 54 cm

Museu de Belas Artes de Nantes, França





Trova da mentira e do sonho

30 09 2015

 

 

sonho 3Cascão sonha com porquinhos, ilustração de Maurício de Sousa.

 

 

A mentira é sonho lindo

neste meu mundo encantado.

Sonhando, minto dormindo,

mentindo, sonho acordado.

 

(Sinval Emílio da Cruz)





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

30 09 2015

 

 

BURLE MARX, Roberto Burle Marx, Natureza Morta. Técnica mista sobre cartão, 17 X 17 cm. datado 1973. Assinado no canto inferior direitoPeras, 1973

Roberto Burle Marx (Brasil, 1909-1964)

técnica mista sobre cartão, 17 x 17 cm





Comentários na rede, observação de José Eduardo Agualusa

30 09 2015

 

 

Cabinet_of_Curiosities_1690s_Domenico_RempsArmário de curiosidades, c. 1690

Domenico Remps (Itália, 1620-1699)

óleo sobre tela

Museo dell’Opificio delle Pietre Dure, Florença

 

 

“…Os comentários nas redes sociais, ou nos jornais on-line, são uma versão moderna dos antigos gabinetes de curiosidades, ou quartos de maravilhas, salas onde, nos séculos XVI e XVII, os fidalgos endinheirados acumulavam coleções de bizarrias, sortilégios e impossibilidades, como sereias empalhadas, cornos de unicórnios ou lágrimas de crocodilo. Nas caixas de comentários dos jornais, os prodígios, deformidades e monstruosidades não são físicos, mas ideológicos e morais. As pessoas exibem ali, com um estranho orgulho, as suas piores deformidades morais, a estreiteza aflitiva dos espíritos, as ideias mais monstruosas…”

 

Em: “Raças impuras”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 28/09/2015, 2º caderno, página 2.





Sublinhando…

29 09 2015

 

 

(c) Walker Art Gallery; Supplied by The Public Catalogue FoundationMarquesa de Kildare, c. 1765

Allan Ramsay (GB, 1713-1784)

óleo sobre tela, 125 x 102 cm

Walker Art Gallery, Liverpool

 

 

“Que importa a mim que a luz do sol se ria,
Se é tão profunda esta tristeza minha
Que eu já nem sei se fui alegre um dia!”

 

 

Emílio Kemp (Brasil, 1874- 1955) em Melancolia.





Eu, pintor: Jacques-Louis David

29 09 2015

 

 

David_Self_PortraitAuto-retrato, 1794

Jacques-Louis David (França, 1748-1825)

óleo sobre tela, 80 x 64 cm

Museu do Louvre, Paris





O cavalo sertanejo, texto de Gustavo Barroso

29 09 2015

 

 

ANTONIO PARREIRAS - (1860 - 1937) - Cavalo - osm - 50 x 70 - cidCavalo

Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1937)

óleo sobre madeira, 50 x 60 cm

 

 

O cavalo sertanejo

 

Gustavo Barroso

 

O cavalo sertanejo é esguio, sóbrio, pequeno, rabo compridíssimo, crinas grandes, capaz de resistir a todas as privações, a todos os serviços e a todos os esforços. É o melhor auxiliar do vaqueiro e ele o estima e trata com o maior carinho. O cavalo do sertão é feioso como um corcel quirguiz. Lá uma vez aparece um exemplar bonito, esbelto, alto. Não tem saracoteios, nem saltos, nem corcovos, salvo quando espantadiço. O olhar só brilha quando se apresenta ocasião de correr; depois as pálpebras murcham numa sonolência lassa. É ativo e parece ronceiro; forte e parece fraco; ágil e parece pesado. É pasmosa a sua agilidade. Nos imprevistos das furibundas carreiras pelos matos em fora, salta galhos baixos, mergulha sob os altos, alonga-se, encurta-se, pula de lado, faz prodígios.  É necessariamente baixo para essas ligeirezas; a aridez do clima não produz outro. É raridade um animal de sete palmos do casco à cernelha. O meio torna-o sóbrio e magro. Passa dias sem comer, quase sem beber. Num dia faz quinze léguas, puxando um pouco; dez faz normalmente. É manso; quando o cavaleiro cai, para ao lado.

 

[Exemplo de descrição de animal]

 

Em: Flor do Lácio, [antologia]  Cleófano Lopes de Oliveira, São Paulo, Saraiva: 1964; 7ª edição. (Explicação de textos e Guia de Composição Literária para uso dos cursos normais e secundário) p. 85.








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