Tempestade, poesia infantil de Henriqueta Lisboa

5 10 2015

 

 

chuva a dois, freddie langelerIlustração Freddie Langeler.

 

 

Tempestade

 

Henriqueta Lisboa

 

— Menino, vem para dentro,

olha a chuva lá na serra,

olha como vem o vento!

 

— Ah, como a chuva é bonita

e como o vento é valente!

 

— Não sejas doido, menino,

esse vento te carrega,

essa chuva te derrete!

 

— Eu não sou feito de açúcar

para derreter na chuva.

Eu tenho força nas pernas

para lutar contra o vento!

 

E enquanto o vento soprava

e enquanto a chuva caía,

que nem um pinto molhado,

teimoso como ele só:

 

— Gosto de chuva com vento,

gosto de vento com chuva!

 

 

Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1967, Coleção Henriqueta, p. 170.


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One response

24 11 2016
Jandiara

O certo é a menina que chama ele?

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