Azulejo, poesia de Wilson W. Rodrigues

13 11 2015

 

portugak-azulejos-igreja-do-bonfim-in-salvador-Fuga para o Egito, século XVIII

Azulejos portugueses

Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, Salvador

 

 

Azulejo

 

Wilson W. Rodrigues

 

 

Roubei azulejo antigo

de um convento na Bahia.

Tirei da vida de Cristo

a figura de Maria,

 

Para botar no oratório

de meu quarto de dormir,

e poder rezar feliz,

e sonhar sempre a sorrir…

 

Não passaram sete luas,

não passaram sete auroras,

o meu azulejo antigo,

devoção de minhas horas,

 

Do oratório foi roubado,

quem foi o ladrão não sei…

Fui rezar lá no convento

e meu azulejo achei…

 

Louvado seja o ladrão

Que fez Maria voltar

para junto de Jesus

no Calvário a caminhar…

 

Votei mais puro pra casa

rezei uma prece aos céus.

Nossa Senhora é mais bela

a chorar junto de Deus.

 

 

Em: Bahia Flor : poemas, Rio de Janeiro, Editora Publicitan:1949, pp: 107-108


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One response

15 11 2015
mariel

Roubo perdoado

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