Resenha: “Amor e memória” de Ayelet Waldman

14 01 2016

 

 

Conny-Architektur-Landschaft-Winter-Gegenwartskunst--Gegenwartskunst-Salzburg no inverno, 2009

Conny Lehmann (Alemanha, 1967)

aquarela sobre papel, 45 x 61 cm

 

Comprei esse livro porque achei a descrição da trama imperdível. Além disso, minha curiosidade havia sido instigada porque soube que a autora Ayelet Waldman participou da FLIP em 2015.  O eixo principal dessa história é o retorno ao seu próprio dono de um medalhão com o desenho de um pavão que havia sido roubado durante a Segunda Guerra Mundial. Este medalhão fazia parte de um grupo de objetos, que haviam sido confiscados pelos nazistas, das família judias.

Achei interessante a história que trazia um novo elemento para a ficção literária sobre a Segunda Guerra.  A guerra em si chegava ao fim em 1945 quando sabemos do trem repleto de tesouros  confiscados na Hungria.  Um dos soldados americanos  responsável pelo trem é o foco da narrativa na primeira parte do livro. Por uma série de peripécias, Jack, acaba sendo o guardião do medalhão. E, à beira da morte, pede à sua neta que descubra os verdadeiros donos da joia.

 

 

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A segunda parte se dedica à procura da pessoa ou de seus descendentes proprietários do medalhão: a melhor parte do livro.  E na terceira e última parte, vemos a história dos proprietários da peça.  Com essa estrutura o livro funciona como três contos diferentes, com leves ligações entre eles. São épocas, personagens e mistérios diferentes.  A terceira parte me pareceu entediante.  A razão é simples: no afã de ser precisa sobre a psicanálise,  Ayelet Waldman dedica muito texto ao processo de análise da neurastenia, em 1913.

 

 

ayelet aldemanAyelet Waldman

 

Aliás, já no início da trama, quando a ação ainda se passa em Salzburg, na Áustria, há diálogos cuja intenção é divulgar para o público em geral, os costumes e festividades judaicos. Isso contribuiu para diálogos forçados e aquém da realidade informal dos soldados americanos.  Há outras formas de se passar informações culturais ou de época que causam menor intervenção no texto.

Ao que eu saiba, este é o único livro da autora traduzido no Brasil. Difícil justificar então seu convite para participar da FLIP.  Não deve ter sido por esta obra.


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2 responses

17 01 2016
michelinewalker

Me gusta mucho.

20 01 2016
peregrinacultural

Gracias!

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