Dona Margarida, poesia de Paulo Setúbal

30 06 2016

 

 

Humberto da costa (1948) Mulher na Sacada, o.s.t. - 27 x 22. Ass. dat 84Mulher na sacada, 1984

Humberto da Costa (Brasil, 1948)

óleo sobre tela, 27 x 22 cm

 

 

Dona Margarida

 

Paulo Setúbal

 

 

Conheço apenas Dona Margarida

Por tê-la visto, acaso, num salão.

Seu negro olhar, cheio de fogo e vida,

Deixava em cada peito uma ferida,

Em cada peito abria uma paixão.

 

E eu, como os outros, vendo-a tão querida,

Tão moça, tão formosa, tão feliz,

Trouxe comigo, na alma dolorida,

A funda mágoa, Dona Margarida,

De não ter dito o que dizer lhe quis.

 

Em: Alma cabocla, poesias de Paulo Setúbal, Paulo Setúbal, São Paulo, Ed. Carlos Pereira:s/d, 5ª edição [ Primeira edição foi em 1920] p. 109-110.

 

Salvar








%d blogueiros gostam disto: