Imagem de leitura — Lucien Levy-Dhurmer

29 08 2016

 

 

Lucien Levy-Dhurmer (1865-1953) The reading (La lecture)A leitura

Lucien Levy-Dhurmer (França, 1865-1953)

pastel sobre papel, 45 x 58 cm

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Nossas cidades: Diamantina

29 08 2016

 

 

INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999) - Igrejas de Diamantina - MG, o.s.t. - 46 x 61 cm. Assinado e datado 86 frente e verso e localizado no verso.Igrejas de Diamantina, 1986

Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)

óleo sobre tela, 46 x 61 cm





Da minha mesa de trabalho

29 08 2016

 

 

DSC01323Minha mesa de trabalho, semana 28.08.2016 — margaridas singelas.

 

 

O ponto alto do meu fim de semana foi um casamento. Um casamento diferente. O casal em questão já estava casado no civil há 21 anos.  Na época a situação financeira não permitia nada além do cartório. Mas ficou a vontade da cerimônia religiosa.  Apesar do convívio diário por décadas, os noivos estavam emotivos.  Era uma reafirmação de seus votos, dessa vez perante uma autoridade maior.  A filhota de 18 anos entrou com um dos tios, irmão da noiva: padrinhos. Sua irmã, onze anos mais nova, cobriu a passadeira até o altar com pétalas de rosas vermelhas e brancas.  Duas princesas orgulhosas por seus papeis na vida familiar. A cerimônia transcorreu como qualquer outro casamento, mas o aplauso da plateia de parentes, amigos e vizinhos foi emocional após os votos de fidelidade enunciados e jocosa quando o padre permitiu o beijo nupcial. O clima na igreja,no entanto, foi diferente daquele a que estamos acostumados nos casamentos jovens, de primeira viagem. Não havia aquela tensão dos familiares de um lado ou de outro que se desconhecem. Não havia a esperança de que os noivos pudessem levar o comprometimento por alguns anos.  Como numa cerimônia de bodas de prata todos ali já se conheciam, já tinham se tornado família e amigos do casal, já formavam a unidade familiar que inclui os dois lados, todos se conheciam e conseguiam brincar uns com os outros. O que diferenciou este casamento de outros foi a realização de um sonho de muitos anos, adiado, postergado, frustrado, malogrado pelo sobreviver, pelo trabalho, pelas doenças dos pais, escola para os filhos, pelo bem-estar do núcleo familiar. Por isso o júbilo, a alegria ebuliente, que contagiou a todos.   A festa foi modesta pelos padrões de hoje, mas a alegria e o bom convívio foram genuínos. Estão de parabéns os noivos e suas duas filhas.

Voltei para casa feliz e só na manhã seguinte, refleti  sobre minha reação ao evento.  Por que achei a realização de um sonho acalentado através das intempéries naturais da sobrevivência tão emocionante?  Inusitado mesmo. Por que me emocionei com a realização de um sonho tão pessoal de outra pessoa? Por que achei os votos trocados neste altar mais sérios do que os de outros casamentos que testemunhei?  Havia ali verdadeiro comprometimento e honestidade. Pensei na grandiosidade dos casamentos de hoje, verdadeiros eventos de multidões de convidados, bufês e música até a manhã seguinte. Haveria com isso uma banalização do compromisso que perde a berlinda no meio de tantas distrações?  Ou talvez seja porque acho cada vez mais difícil encontrar aqueles que genuinamente se dedicam aos compromissos que têm com os outros e consigo mesmos. Será?

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