Imagem de leitura — Terry Oakes Bourret

6 10 2016

 

 

terry-oakes-bourret-eua-2015red-hat-lady-2004-24x18-inSenhora do chapéu vermelho, 2004

Terry Oakes Bourret (EUA, 1944-2015)

óleo sobre tela, 60 x 45 cm

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Relógios astronômicos, um conhecimento da época medieval

6 10 2016

 

 

sapienceMiniatura do “Horologium Sapientiae” cerca 1450 de Henrich Seuse, Bibliothèque Royale Albert, Bruxelles MS. IV, f.  111

 

 

“De repente, próximo do final do século XIV, o relógio mecânico ocupou a imaginação de nossos ancestrais. Algo do orgulho cívico que havia anteriormente levado à construção de catedrais estava agora direcionado à construção de relógios astronômicos de surpreendente complexidade e elaboração. Nenhuma comunidade europeia se sentia capaz de levantar a cabeça com orgulho sem que em seu centro planetas girassem em ciclos e epiciclos, com anjos tocando trombetas, galos cantassem e apóstolos, reis e profetas em marcha e contramarcha aparecessem no marcar das horas.

Não era só pela diversidade, pela escala e grande difusão que essas máquinas eram diferentes das de outras eras. Embora muitos fossem parte de igrejas, eles careciam daquele engano piedoso encontrado nos templos gregos. Embora muitos fossem ornamentos nos prédios das prefeituras ou de palácios, sua intenção estava longe do uso político bizantino da máquina, como descrito no século X, por Liutprando de Cremona, para aumentar a veneração ao imperador. Esses novos relógios astronômicos eram apresentados claramente como maravilhas mecânicas e o público se deliciava com eles. Isso, por si só, indica uma mudança de valores na sociedade europeia.”

 

 

Em: Medieval Technology and Social Change, Lynn White Jr, Oxford, Oxford University Press: 1964, essa reimpressão de 1968,páginas 124-125. [tradução destes parágrafos, Ladyce West].

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“Na redação”, texto de Claudia Piñeiro

6 10 2016

 

 

journalist-commission-largeJornalista, 2008

Andrew Peutherer (Escócia, contemporâneo)

técnica mista sobre placa

www.underthekitchensink.com

 

 

“Guarda de vez os formulários na gaveta e fica olhando, por cima da divisória que separa sua mesa da seguinte, o garoto que colocaram para substituí-lo nas notícias que sempre foram suas: crimes e assaltos violentos. Bom garoto, embora muito novinho, pensa.  Muito suave.  Geração Google: sem rua, todo teclado e tela, todo internet. Nem caneta usa. O garoto se esforça, é preciso reconhecer isso, chega primeiro, vai embora por último …”

 

Em: Betibu, Claudia Piñeiro, Campinas, Verus: 2014, p. 28








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