Café, poesia de Ribeiro Couto

15 10 2016

 

cafe-uma-xicara-dePato Donald pede um café © Walt Disney
Café

Ribeiro Couto

Sabor de antigamente, sabor de família

Café que foi torrado em casa,

Que foi feito no fogão de casa com lenha do mato de casa.

Café para as visitas de cerimônia,

Café para as visitas de intimidade,

Café para os desconhecidos, para os que pedem pousada, para toda gente.

Café para de manhã, para de tardinha, para de noite,

Café para todas as horas do riso ou da pena,

Café para as mãos leais e os corações abertos,

Café da franqueza inefável,

Riqueza de todos os lares pobres,

Na luz hospitaleira do Brasil.

Em: Poemas para a Infância: antologia escolar, editado por Henriqueta Lisboa, s/d, São Paulo: Edições de Ouro, p. 50

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3 responses

15 10 2016
anisioluiz2008

Republicou isso em O LADO ESCURO DA LUA.

21 10 2016
João Batista Jardim

Poesia muito bonita e que mostra a presença do café nos lares mais humil-
des do Brasil. É pura realidade.

21 10 2016
peregrinacultural

Sim. É verdadeira.

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