Da vida, texto de Muriel Barbery

8 11 2016

 

 

 

mulher-lendo-em-banco-de-parque-paul-melserMulher lendo em banco de parque

Paul Melser (Nova Zelândia, contemporâneo)

esmalte sobre tela,  61 x 75 cm

 

 

 

“Assim, como se passa a vida? Nós nos esforçamos bravamente, dia após dia, para assumir nosso papel nessa comédia fantasma. Como primatas que somos, o essencial de nossa atividade consiste em manter e entreter nosso território de tal modo que nos proteja e nos envaideça, em escalar, ou pelo menos em não descer a escada hierárquica da tribo, e em fornicar de todas as maneiras possíveis — ainda que como um fantasma — tanto para o prazer como para a descendência prometida. Assim, gastamos parte não desprezível de nossa energia a intimidar ou seduzir, já que essas duas estratégias garantem, sozinhas, a busca territorial hierárquica e sexual que anima nosso conato. Mas nada disso chega à nossa consciência. Falamos de amor, de bem e de mal, de filosofia e de civilização, e nos agarramos a esses ícones respeitáveis como o carrapato sedento ao seu cão bem quentinho.”

 

Em: A elegância do ouriço, Muriel Barbery, São Paulo, Cia das Letras:2008, página, 103. [tradução de Rosa Freire d’Aguiar].

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Eu, pintora: Daphne Charlton

8 11 2016

cdn-bhh-1992-46-jpgself-portrait-by-daphne-charltonAutorretrato

Daphne Charlton (Inglaterra, 1909-1991)

óleo sobre tela

Burgh House & Hampstead Museum

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Quadrinha da rua e dos carros

8 11 2016

 

atravessar a rua, arthur sarnoffIlustração Arthur Sarnoff.

 

 

Observe bem a rua,

Quando for atravessar,

Pois os freios do automóvel

Às vezes podem falhar.

 

 

Em: 1001 Quadrinhas Escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1965

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