As portas, poesia de Marialzira Perestrello

14 11 2016

 

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFachada e muro, 1970

José Paulo Moreira da Fonseca (Brasil, 1922- 2004)

óleo sobre placa, 55 x 47 cm

 

 

As portas
(A José Paulo Moreira da Fonseca)

 

As sombras que fazes

nas portas que pintas,

a tábuas azuis

o verdes gradis,

aquele amarelo

— é tudo verdade? —

Será que existem?

 

Quem faz tuas portas,

um sonho esconde.

Que tens atrás delas?

 

Ali estão vivos fantasmas reais?

 

Teresópolis, dezembro 1962

 

 

Em: Mãos Dadas, Marialzira Perestrello, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1989, p. 41

 

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