Imagem de leitura — Manfred Neumann

28 02 2018

 

 

Manfred Neumann (alemanha, 1938)leitora, 1968, ost, 80 x 60.www.manfred-neumann-malerei.deLeitora, 1968

Manfred Neumann (Alemanha, 1938)

óleo sobre tela, 80 x 60 cm

www.manfred-neumann-malerei.de





Os livros mais lidos do mundo!

28 02 2018

 

 

HAROLD HARVEY (BRITISH, 1874-1941) Portrait of Stella Mary Burdett, ost, 51 x 40 cmRetrato de Stella Mary Burdett

Harold Harvey (GB, 1874 – 1941)

óleo sobre tela, 51 x 40 cm

 

 

É muito interessante perguntar ao Google quais são os 10 livros mais lidos no mundo.  Dependendo da língua que usamos para fazer a pergunta as respostas diferem um pouco.  Mas, é claro, há alguns pontos em comum.  O mais claro é a leitura da Bíblia, que aparece quase sempre em primeiro lugar.  (Estou falando aqui do mundo ocidental)

 

Em inglês

 

nº – 10 — O diário de Anne Frank, Anne Frank

nº – 9 — Pense e enriqueça, Napoleon Hill

nº – 8 — E o vento levou, Margaret Mitchel

nº – 7 — Saga do Crepúsculo, Stephenie Meyer

nº – 6 — O código Da Vinci, Dan Brown

nº – 5 — O alquimista, Paulo Coelho

nº – 4 — Senhor dos anéis, Tolkien

nº – 3 —  Harry Potter,  J. K. Rowling

nº – 2 — Citações do Chairman Mao, Mao Tse-Tung

nº – 1 — Bíblia

 

Em espanhol

 

nº – 10 — As mil e uma noites

nº – 9 — A metamorfose, Franz Kafka

nº – 8 — Senhor dos anéis, Tolkien

nº – 7 — O código Da Vinci, Dan Brown

nº – 6 — O alquimista, Paulo Coelho

nº – 5 — O diário de Anne Frank, Anne Frank

nº – 4 — O pequeno príncipe, Saint-Exupéry

nº – 3 —  Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Marquez

nº – 2 — Don Quixote de la Mancha, Cervantes

nº – 1 — Bíblia

 

Em francês

 

nº – 10 — Alice nos país das maravilhas, C. S. Lewis

nº – 9 — O Sonho da Câmara Vermelha, Cao Xueqin

nº – 8 — O pequeno príncipe, Saint-Exupéry

nº – 7 —  O Senhor dos anéis, Tolkien

nº – 6 — Um conto de duas cidades, Charles Dickens

nº – 5 —  Harry Potter,  J. K. Rowling

nº – 4 — Don Quixote de la Mancha, Cervantes

nº – 3 — Citações do Chairman Mao, Mao Tse-Tung

nº – 2 — O Corão

nº – 1 — Bíblia

 

Em italiano

 

nº – 10 — O senhor dos anéis,  Tolkien

nº – 9 — O pequeno príncipe, Saint-Exupéry

nº – 8 — Cinquenta tons de cinza, E. L. James

nº – 7 —  O Sonho da Câmara Vermelha, Cao Xueqin

nº – 6 — Harry Potter e a pedra filosofal, J. K. Rowling

nº – 5 —  O caso dos dez negrinhos, Agatha Christie

nº – 4 — Hobbit, Tolkien

nº – 3 — O jovem Holden [Semeador de centeio], J. D. Salinger

nº – 2 — O alquimista, Paulo Coelho

nº – 1 — O código Da Vinci, Dan Brown

 

Na Alemanha

nº – 10 — O senhor dos anéis, Tolkien

nº – 9 — Escotismo para rapazes, Baden Powell

nº – 8 — Um conto de duas cidades, Charles Dickens

nº – 7 — Trechos selecionados, Mao Tse-tung

nº – 6 — Xinhua Zidian, dicionário do mandarim, Wei Jiangong

nº – 5 — Frases de Mao Tse-Tung, Mao Tse Tung

nº – 4 — Manifesto do partido comunista

nº – 3 — O Corão

nº – 2 — Citações do Chairman Mao, Mao Tse-Tung

nº – 1 — Bíblia

 

No Brasil

Não há uma listagem confiável.  Aqui a listagem é só de vendas. Cada livraria conta suas vendas.  Não há interlocução com bibliotecas para levar em conta livros emprestados, como acontece nos países de língua inglesa, francesa e alemã.  Talvez porque haja poucas bibliotecas.  Uma pena.  A lista que encontrei chega a dar dor… mas vejamos estes são os livros mais vendidos desde 2010.  Também não sei o quanto é válida.  Os editores não colaboram.  Estamos cheios de associações de editores, de intelectuais, etc, mas poucos abrem o jogo.  Temos uma tradição muito negativa de não divulgar dados.  Conhecimento é poder.  E quanto menor a área de poder, parece que mais arraigadas as pessoas ficam ao pouco que sabem. A conclusão é que religião vende.

Lista encontrada no Brasil.

 

nº – 10 — Kairós, Padre Marcelo

nº – 9 — Philia, Padre Marcelo

nº – 8 — O pequeno príncipe, Saint-Exupéry

nº – 7 — Jardim secreto, Johanna Basford

nº – 6 — Ansiedade, Augusto Cury 

nº – 5 — Cinquenta tons de cinza, E. L. James

nº – 4 — Ágape, Padre Marcelo

nº – 3 — A culpa é das estrelas, John Green

nº – 2 — Nada a perder 2, Edir Macedo

nº – 1 — Nada a perder 3, Edir Macedo





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

28 02 2018

 

 

J. U. CAMPOS. Natureza morta - o.s.e. - 69 x 78 cm - assinado e datado 1956 no cid.Natureza morta, 1956

J. U. Campos (Jurandir Ubirajara] (Brasil, 1903 – 1972)

óleo sobre eucatex, 69 x 78 cm





Palavras para lembrar — Christophe André

26 02 2018

 

 

715 Gabriel Picart (Espanha, 1962) ostMoça lendo

Gabriel Picart (Espanha, 1962)

óleo sobre tela

 

 

 

“Muitos estudos mostram que a leitura de obras de ficção aumenta a capacidade de empatia e de compreensão dos outros, comparada à leitura de não-ficção ou à ausência da leitura.”

 

 

Christophe André

 





Domingo, um passeio no campo!

25 02 2018

 

 

 

Mauro ferreira (1958) Paisagem com igreja em MG,2000, osm 45x70
Paisagem com igreja em Minas Gerais, 2000

Mauro Ferreira (Brasil, 1958)

óleo sobre madeira, 45 x 70 cm





Flores para um sábado perfeito!

24 02 2018

 

Hanna Henriette Brandt (Alemanha-Brasil, 1923).ost, 25 x 34 cmVaso com flores

Hanna Henriette Brandt (Alemanha/Brasil, 1923)

óleo sobre tela, 25 x 34 cm

 

 





Rio de Janeiro, de norte a sul!

23 02 2018

 

 

FRANCISCO COCULILO - Vista noturna da Baía de Guanabara, O.S.T,Rio, 34x48 cm.Vista noturna da baía de Guanabara

Francisco Coculilo (Brasil, 1893-1945)

óleo sobre tela, 34 x 48 cm





Eu, pintor: David Bailly

22 02 2018

 

 

 

BAILLY, David, Self-Portrait with Vanitas Symbols, 1651,Oil on wood, 65 x 97,5 cm,Stedelijk Museum De Lakenhal, LeidenAutorretrato com símbolos de vanitas, 1651

David Bailly (Holanda, 1584 — 1657)

óleo sobre madeira, 65 x 97 cm

Stedelijk Museum De Lakenhal, Leiden





Resenha: “Amantes modernos” de Emma Straub

21 02 2018

 

 

Ike Tennessee Parker (Alemanha-EUA, 1906-2000) ost, 92 x 67 cmSem título

(Variação da obra, “Gótico Americano” (1930) de Grant Wood (EUA, 1891-1942)

(Alemanha/EUA, 1906-2000)

óleo sobre tela,  92 x 67 cm

 

 

Amantes modernos — Não se seduza pelo título, se há amor, está morno.  Certamente não há paixão. E há quase nada de moderno.  A trama é dedicada à crise de meia idade de três amigos: Elizabeth, Andrew e Zoe.  Na juventude, haviam sido quase bem sucedidos no grupo de rock, Kitty’s Mustache, cuja cantora principal, Lydia, mais tarde alcançou algum sucesso cantando solo, mas morreu jovem, de overdose.  Passada a juventude, cada qual toma seu caminho longe da música, mas eles se mantêm em contato, morando próximos uns dos outros.  Andrew e Elizabeth se casam e tem um filho Harry; Zoe casa com Jane, juntas abrem o restaurante Hyacinth, e têm uma filha, Ruby.  Andrew não precisa trabalhar, vem de família rica. Elizabeth, não querendo ser dependente, descobre sua verdadeira vocação e  abraça com ardor a corretagem de imóveis. Por isso somos frequentemente lembrados das vantagens do Brooklyn.  Emma Straub com a profissão de Elizabeth tem a  liberdade de descrever, idealizar e colocar no mapa não só o Brooklyn pós gentrificação, como dar a nova-iorquinos o tentador quebra-cabeças de localizar nas ruas descritas em Ditmas Park, o comércio e os pontos de interesse do local citados no livro; preocupações relevantes unicamente para os leitores familiarizados com a vida do burgo adjacente à Manhattan.

O ponto de conflito ostensivo da trama é gerado por uma produtora que procura permissão de Elizabeth e Andrew para usar a música de maior sucesso de Lydia, em um filme sobre a cantora. A música é de autoria de Elizabeth, que está pronta para permitir seu uso no filme, mas Andrew não acha uma boa ideia. Na mesma rua, mais adiante, onde moram Jane e  Zoe, tudo parece indicar que está na hora de um divórcio, porque o relacionamento entre as duas está morrendo.  Não há mais eletricidade entre elas. Zoe procura por uma nova moradia e incumbe Elizabeth de achá-la.  Neste meio tempo os filhos de ambos os casais começam um caso de amor e sexo. Ruby mais experiente do que Harry apresenta-o às delícias do sexo.  Mas o ponto de conflito emocional vem de outras fontes: uma delas é perceber que já não se é tão jovem, quando os filhos aparecem, como se fosse do nada, prontos para vida adulta. Crises de meia-idade se estabelecem. O mais radicalmente afetado é  Andrew que procura consolo no centro de ioga recém estabelecido em Ditmas Park, que entre meditação e ioga, oferece rituais, massagens e sucos revigorantes de origem duvidosa.  Mas Andrew permanece fiel a Elizabeth, apesar de rodeado pela tentação de jovens de corpos nus à sua volta e do desejo de se sentir jovem.

 

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São muitos os problemas da trama. O ritmo é lento, muito lento. E a escrita é rasa. Problemas triviais que não merecem uma segunda análise abundam. Há detalhes realçando  situações comezinhas, muitas dúvidas e resoluções corriqueiras que não merecem atenção.  Há uma dezena de pormenores descartáveis, entre eles, o gato chamado Iggy Pop (mesmo nome de um cantor de rock) que aparece com o objetivo de colocar este livro dentro da cena nova-iorquina em voga, de 2016, ano de publicação do livro e também do lançamento do álbum Post Pop Depression do roqueiro.  É uma obra cheia de referências locais, do cenário glamoroso de Manhattan e adjacências.

Não é porque os personagens levam uma vida inexpressiva, não é porque o romance entre Ruby e Harry segue os parâmetros normais do final da adolescência que este livro é maçante.  Há, na verdade, uma tradição enorme, na língua inglesa, na Inglaterra, de livros em que muito pouco acontece a pessoas bastante comuns com problemas delineados como corriqueiros.  Amantes modernos, no entanto, dedica-se à repetição desses momentos, em infinitas variedades,  retrata a incapacidade de personagens resolver ou aceitar seus problemas, sem oferecer maior clareza à condição humana como fazem os escritores ingleses dedicados ao gênero como Barbara Pym, Penelope Fitzgerald, Penelope Lively, Anita Brookner entre outros.

 

emma straubEmma Straub

 

Com a leitura de Amantes modernos, tradução de Angela Pessôa, volto a questionar se editores brasileiros leem o que publicam. Este é um livro medíocre, com personagens inexpressivos e trama ordinária. Dedicado a seduzir nova-iorquinos no verão.  Já recebeu aplausos variados nas publicações locais e em algumas nacionais.  A autora é filha do conhecido escritor de livros de horror Peter Straub. Fato que deve ter contribuído para seu sucesso. Não gostei.  E nem deveria ter feito uma resenha.  No entanto, este foi o livro escolhido para leitura em fevereiro por um dos meus grupos de leitura. A maioria não gostou.  Mas, devo ressaltar que as psicólogas presentes na discussão gostaram bastante da obra e duas outras leitoras se juntaram a elas defendendo o texto como extremamente realista.

Dou duas estrelas no máximo, de cinco possíveis.  Elas deram entre três e quatro.

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

21 02 2018

 

 

 

arranjo oriental 50x70cmDouglas Okada 'Arranjo Oriental- Premio aquisitivo Câmara dos VereadoresArranjo Oriental, 2014

Douglas Okada (Brasil, 1984)

óleo sobre tela, 50x70cm

Câmara dos Vereadores de Piracicaba

Douglas Okada








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