Palavras para lembrar — Marcel Proust

26 07 2018

 

 

Heullant, Félix Armand 1834 Paris - 1905 Paris In Gedanken. Signiert. Öl-Lwd., 114 x 145 cmUma ideia

Félix Armand Heullant (França, 1834-1905)

óleo sobre tela,  114 x 146 cm

 

 

“Gostamos sempre de sair de nós mesmos, a viajar, quando lemos”.

 

[“On aime toujours un peu à sortir de soi, à voyager, quand on lit.”]

 

Marcel Proust





Eu, pintor: Paul Delvaux

26 07 2018

 

 

Delvaux narrator-1937O narrador, 1937

[Autorretrato]

Paul Delvaux (Bélgica, 1897-1994)

óleo sobre tela, 70 x 80 cm

Académie Royale des Beaux-Arts, Bruxelas





Sobre Magritte, Murilo Mendes

26 07 2018

 

 

Magritte, o sobretudo de Pascal, OST, MenilO sobretudo de Pascal,  1954

[Le manteau de Pascal]

René Magritte (Bélgica, 1898-1967]

óleo sobre tela, 59 x 49 cm

The Menil Collection, Texas

 

 

“Todavia certos pintores — como também certos escritores — apesar de praticarem o culto do sonho e do inconsciente, que muito antes de Freud os ligava aos românticos (especialmente a Novalis, Achim von Arnin, Hoffmann e Nerval), não eram de fato uns instintivos, mesmo porque percebiam nitidamente a polaridade entre forças cerebrais e forças ancestrais. Em breve fundou-se uma linha divisória da teoria e da prática. Pascal escrevera: “Nous sommes automate autant qu’esprit“. Os revisionistas poderiam alterar a fórmula e dizer “Nous sommes esprit autant qu’ automate“. Não foi por acaso que alguns adeptos da doutrina passaram sem choque para o marxismo, que comporta, além de seu aspecto destruidor e polêmico, toda uma construção. O surrealismo, teoricamente inimigo da cultura, tornou-se num segundo tempo um fato de cultura; e muitos surrealistas, superando a técnica do automatismo, dispuseram-se a trabalhar com um método planificador. Por isso mesmo, quando há uns vinte anos atrás Breton procedeu em Nova Iorque à revisão analítica do movimento, a contragosto incluía Magritte entre os pintores surrealistas, insinuando que o seu processo de compor não era automático, antes plenamente deliberado”.

 

Em: Transístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980,p.188-9.

 








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