Canção da breve serenidade, poesia de Augusto Frederico Schmidt

18 04 2019

 

 

 

Lluís_Borrassà_-_Young_Man_Leaning_out_of_the_Window_-_Google_Art_ProjectJovem se debruçando na janela, 1400 – 1415

Lluís Borrassà (1360 – 1425)

têmpera sobre madeira, 38 x 24 cm

Museu Nacional d’Art de Catalunha, Barcelona

 

 

Canção da breve serenidade

 

Augusto Frederico Schmidt

 

 

Ouço a chuva cair. Olho as ruas molhadas.

Penso nas violetas e nos jardins em flor.

Desce ao meu coração uma paz sem memória.

Desce ao meu coração uma doçura imensa…

 

Lembro o amor a dormir tranquilo e sossegado

A rua esquiva e sem pregões, a rua pobre,

A rua humilde e a casa pequenina, em que se abriga

Lembro a infância que foi e outras manhãs já longe.

 

Sinto a vida como a chuva descendo

Sobre os quietos beirais, sobre as ruas, descendo

Sinto que o tempo é bom porque não para nunca

 

Um ritmo de abrigo envolve as coisas, tudo,

Vontade de dormir o grande sono calmo

Ouvindo a chuva triste e mansa a descer sobre mim.

 

 

Em: Letras e Artes, 23 de novembro de 1952, [Suplemento de A manhã], ano 7. nº 271





Cuidado, quebra: Vaso Vidro Soprado Século XXI

18 04 2019

 

 

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Vaso Flor selvagem

Vidreiro Tom Michael (EUA, contemporâneo)

Vidro, forma livre, semi-transparente

Altura: 18 cm Diâmetro: 16 cm

www.tommichael.com

 

Vidro soprado, feito à mão e decorado com vidro saturado com prata.  Assinado e numerado. Vaso 5677.

 








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