Violeta, poesia de Casimiro de Abreu

26 04 2019

 

 

 

moça com arvore

 

 

 

Violeta

 

Casimiro de Abreu

 

 

Sempre teu lábio severo
Me chama de borboleta!
— Se eu deixo as rosas do prado
É só por ti-violeta!

Tu és formosa e modesta,
As outras são tão vaidosas!
Embora vivas na sombra
Amo-te mais do que às rosas.

A borboleta travessa
Vive de sol e de flores…
— Eu quero o sol de teus olhos,
O néctar do teus amores!

Cativo de teu perfume
Não mais serei borboleta;
— Deixa eu dormir no teu seio,
Dá-me o teu mel -violeta!

 


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