Resenha: “Vasto mundo” de Maria Valéria Rezende

17 02 2020

 

 

Carlos Prado (1908 - 1992),Paisagem com Igreja,Óleo sobre madeira,48 x 69 cmPaisagem com Igreja

Carlos Prado (Brasil, 1908 – 1992),

Óleo sobre madeira, 48 x 69 cm

 

 

Vasto mundo foi uma agradável surpresa. Um livro de contos entremeados, passados em Farinhada, vilarejo ficcional da Paraíba, que ao final fecha as história como num romance.  Com a mão leve e a habilidade de contar o essencial, de maneira bucólica quase poética, Maria Valéria Rezende presenteia os leitores com o mundo fantástico das pequenas comunidades brasileiras esquecidas nos confins interioranos do país.

Quem está familiarizado e aprecia a literatura brasileira de meados do século XX, com a ficção de Mário Palmério, José Condé, José Lins do Rego, Geraldo França de Lima, entre os que retrataram a vida das pequenas comunidades do interior brasileiro, certamente acolherá bem,  a escritora e freira Maria Valéria Rezende.   Porque ela trabalha dentro dos parâmetros desta tradição brasileira, em que a vidinha das cidades interioranas é caracterizada com leveza e carinho, demonstra a inocência ou ingenuidade do caipira, o ardil de que usa para sobreviver, a aceitação do sobrenatural e a certeza do destino, de que pouco mudará em sua vida do nascimento à morte.

 

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Maria Valéria Rezende adiciona à narrativa descrição clara, por palavras ou ações, do ser humano com falhas e qualidades.  E do específico, as histórias se tornam universais.  Apesar da linguagem leve, de se ater ao essencial, a autora consegue trazer à tona um travo causado pelos pequenos desapontamentos, esperanças modificadas pelo acaso, que cinzelam o comportamento dos personagens.  Cada sonho, ilusão, anseio encontra eco no leitor que se frustra e simultaneamente se encanta com a solução achada pela simplória maneira de ser.

 

mariavaleria2Maria Valéria Rezende

 

Profundamente humana a narrativa de Maria Valeria Rezende proporciona grande prazer até quando sofremos junto aos personagens que retrata.  Recomendo sem restrições a leitura deste livro.





Poesia: uma da melhores formas de terapia

17 02 2020

 

 

 

Jeannette PERREAULT (Canadá, 1958)- Première tempête, rue Mont-Royal, osplaca,30 x 23 cmPrimeira tempestade, rua Mont-Royal

Jeannette Perreault (Canadá, 1958)

óleo sobre placa, 30 x 23 cm

 

Um interessante artigo em Medium, por Bijal A Shah, mostra como tanto escrever poesia, como ler poesia é uma ótima forma de terapia. Ler poesia, se você se identifica com os sentimentos expressados nos versos, pode atingir mais profundamente o leitor do que textos literários.  Poesias tendem a ser sucintas e carregadas de emoção. Ler poesia para desestressar tem sido muito eficiente para seus pacientes.

Tanto a escrita quanto a leitura de poesias têm grande efeito terapêutico.

O uso da poesia em terapia continua a crescer.  Mais e mais psicólogos na Grã-Bretanha e  Europa usam terapia poética como parte de sua prática.





Imagem de leitura — Gildásio Jardim Barbosa

17 02 2020

 

 

 

Gildásio Jardim Barbosa- do vale do Jequitinhonha - MG. Trabalho de pintura sobre tecidos estampados em tela. Que faz fusão dos personagens com as estampasMoça lendo, 2014

Gildásio Jardim Barbosa (Brasil, contemporâneo)

pintura em tecido estampado








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