Sublinhando…

31 07 2021
Autoria desconhecida.

“Dava para perceber que Marco era um misógino porque, apesar de todas as modelos e vedetes de televisão presentes na sala, ele só prestava atenção em mim.  Não por bondade ou curiosidade, mas porque calhou de eu ter sido oferecida a ele como uma carta de um baralho em que todas as cartas são idênticas.”

Em: A redoma de vidro, Sylvia Plath, tradução de Chico Mattoso, Rio de Janeiro, Biblioteca Azul: 2019, p. 120





Flores para um sábado perfeito!

31 07 2021

Flores

Adriana Banfi Passarelli (Itália/Brasil, 1947)

aquarela sobre papel, 17 x 24 cm

 





Rio de Janeiro, um joia tropical

30 07 2021

Jardim Botânico, 1979

Alberto Pinedo (Brasil, 1919)

óleo sobre eucatex, 55x 37 cm





Cinelândia, texto de Rubem Braga

29 07 2021

Bar Amarelinho na Cinelândia

Virgílio Dias (Brasil, 1956)

óleo sobre tela

 

 

“… Mais tarde, já na Faculdade, e morando no Catete, me lembro que sábado, de tarde, as vezes a gente metia uma roupa branca bem limpa, bem passada (depois de vários telefonemas à tinturaria) e vínhamos, dois ou três amigos, lavados, barbeados, penteados, assim pelas cinco da tarde, fazer o footing na Cinelândia.  E estavam ali moças de Copacabana e do Méier, com seus vestidos de seda estampados, a boca muito pintada, burburinhando entre as confeitarias e os cinemas. Não nos davam lá muita atenção, essas moças: seus pequenos corações fremiam perante os cadetes e os guardas-marinhas, mais guapos e belos em seus uniformes resplendentes com seus espadins brilhantes.

Tudo isso passou: o sábado inglês, as dificuldades do trânsito e o próprio tempo agiram, e nesta bela tarde de sábado em que me extravio pelo Centro, há apenas alguns palermas como eu zanzando pela Cinelândia. Só agora reparo nisso, e então me sinto um velho senhor saudosista; não há mais sábado na Cinelândia, creio que não há mais cadetes nem guardas-marinhas, todos são tenente-coronéis, capitães-de-corveta e de fragata, perdidos em Agulhas Negras, quartéis, cruzadores recondicionados nesses mares do mundo. …”

 

Em: A borboleta amarela (crônicas), Rubem Braga, 6ª edição, Rio de Janeiro, Record: 1982, p. 117





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

28 07 2021

Figos, 1989

Madiano Tomei (Itália-Brasil, 1936-2002)

óleo sobre tela colada em placa, 30 x 40 cm





Imposto sobre a barba, na Rússia de Pedro, o Grande

27 07 2021

Como todo rei [neste caso um czar] absolutista, Pedro I da Rússia (1672 – 1725), mais conhecido como Pedro, o Grande, tinha poder sobre quase todas as coisas em seu território,, entre elas, o de cobrar impostos sobre a barba de seus súditos. Não era só uma questão de arrecadar impostos.  Neste caso da barba, alguns copeques para o trabalhador do campo a algumas centenas de rublos para a nobreza e militares.  Tendo pago seus impostos, os homens barbados precisavam carregar consigo uma ficha, que recebia na hora do pagamento, como esta abaixo, para mostrar aos agentes da manutenção das leis de vestimentas que sua dívida com o estado estava satisfeita. Esta regra era apenas uma de muitas na tentativa de “europeanizar” a Rússia de seu tempo.

Fonte: Peter the Great’s Beard Tax, por Amélia Soth, JSTOR, Weekly Newsletter, 22/07/2021





Plaza Mayor, poesia de Reynaldo Valinho Alvarez

26 07 2021

O casamento, [A boda], 1792

Francisco de Goya (Espanha, 1746 -1828)

óleo sobre tela, 269 x 396 cm

Museu do Prado

 
 
Plaza maior

 

Reynaldo Valinho Alvarez

 

 
O mundo, em guerra, não permite abraços.
Mas, nos rostos da rua, há os mesmos traços.

 

 

Diante de Goya, no Museu do Prado,

vejo sombras que as sombras circundantes

parecem reencarnar. Voltando à rua,

vou para o centro velho. Nestes rostos

que me fitam ou não, há retrarados

do mesmo Goya. Sombras tão goyescas

quanto as sombras que vi entre outras sombras.

Assombra-me o prodígio ao sol ardente

de uma Espanha estival. Que liame estreita

os vínculos dos tempos num só tempo?

Que força une as cadeias com que Cronos

ligou as mãos de tantos entre os séculos?

Agora encaro a praça e vou contando,

como os níqueis do bolso,  tantos Goyas.

 

 

Em: A faca pelo fio: poemas reunidos, Reynaldo Valinho Alvarez, Rio de Janeiro, Imago: 1999, p.59

NOTA: esta postagem é uma homenagem a Reynaldo Valinho Alvarez que faleceu esta semana, aos noventa anos. Um dos poetas contemporâneos de que mais gosto, com provam as diversas poesias de alguns de seus livros que possuo.





Taquigrafia?… texto de Sylvia Plath

25 07 2021

Black-eyed Susans

[Margaridas amarelas do campo]

David Hettinger (EUA, 1946)

óleo sobre tela

 

 

“…Minha mãe vivia dizendo que ninguém se interessaria por uma pessoa formada em inglês. Mas uma pessoa formada em inglês que soubesse taquigrafia era diferente. Todo mundo iria atrás. Ela seria disputada por todos os jovens promissores e faria transcrições de centenas de cartas arrebatadoras.

O problema é que eu odiava a ideia de ter que trabalhar para homens. Eu queria ditar minhas próprias cartas arrebatadoras…”

 

Em: A redoma de vidro, Sylvia Plath, tradução de Chico Mattoso, Rio de Janeiro, Biblioteca Azul: 2019, p. 87





Em casa: John Hubbard Rich

25 07 2021

Bule amarelo, 1929

[ou Sonhando acordada]

John Hubbard Rich (EUA, 1876 – 1954)

óleo sobre tela

Laguna Art Museum, CA





Flores para um sábado perfeito!

24 07 2021

Vaso de flores

Yvonne Visconti Cavalleiro (Brasil, 1901-1965)

aquarela sobre papel, 38 x 26 cm








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