Fábula, Cleómenes Campos

31 08 2021
Autoria desta ilustração, desconhecida.

 

 

Fábula

 

Cleómenes Campos

 

 

No começo do mundo,

quando tudo falava, um Monte, certo dia,

interrogou a um Vale, a quem mal conhecia:

— “Quem é mais alto de nós dois?”

 

O Vale respondeu-lhe. admirado, depois:

“Eu só te sei dizer que é o mais profundo…”

 

 

Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1967, Coleção Henriqueta, p. 113.

 





Imagem de leitura — Giola Gandini

31 08 2021

Senhora lendo, 1938

Giola Gandini (Itália, 1906 – 1941)

óleo sobre tela





Curiosidade literária

30 08 2021

O romance Bambi, a história de uma vida na floresta, do autor austríaco Félix Salten (1869-1945), lançado em 1923, foi banido em 1936, na Alemanha, pelo regime nazista que o considerava uma alegoria de como as populações judias haviam sido tratadas na Europa.  Por causa disso, esses livros foram queimados, e hoje  é muito difícil encontrar alguma primeira edição dessa obra.





Sublinhando…

29 08 2021

Menina que lê, 1971

Cesare Peruzzi (Itália, 1894- 1995

óleo sobre tela

“Às vezes eu ficava com a impressão de que por conta das minhas leituras frequentes eu me chocava menos facilmente do que as pessoas ao meu redor, que eu sabia mais informações factuais — sobre sexo sim, mas também sobre furacões, danças folclóricas e Zoroastrismo. …”

Em: A esposa americana, Curtis Sittenfeld, tradução de Natalie Gerhardt, Rio de Janeiro, Editora Record: 2010, p. 341





Em casa: Belinda del Pesco

29 08 2021

Chamada para a poltrona de leitura

Belinda del Pesco (EUA, contemporânea)

Aquarela e grafite sobre papel, 24 x 31 cm

www.belindadelpesco.com





Flores para um sábado perfeito!

28 08 2021

Vaso de Flor, 1940

Roberto Burle Marx (Brasil, 1909 – 1994)

óleo sobre tela, 44 x 34 cm





Rio de Janeiro, uma joia tropical

27 08 2021

No Tempo dos Vice-Reis, 1977

[Da série Aquarela do Brasil]

Glauco Rodrigues (Brasil, 1929 – 2004)

Óleo sobre madeira, 46 x 55 cm





Imagem de leitura — Albert Marquet

26 08 2021

Mme Marquet lendo na varanda, 1924

Albert Marquet (França, 1875 – 1947)

óleo sobre tela





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

25 08 2021

Legumes e jarra sobre a mesa

Geraldo de Castro (Brasil, 1914-1992)

óleo sobre tela, 50 x 65 cm





Minha avó, de Curtis Sittenfeld

25 08 2021

Lendo no ateliê do artista

Barry Thomas (EUA, 1961)

óleo sobre tela, 76 x 101 cm

 

 

“Vovó nunca passava o aspirador ou varria e apenas em raras ocasiões — se meus pais não estivessem em casa ou se mamãe estivesse doente — ela cozinhava, preparando pratos notáveis pela total ausência de alimentos nutritivos. Um jantar poderia consistir de queijo frito e panquecas mal cozidas. O que vovó realmente fazia era ler; era desse modo que passava o tempo. Não raro, ela terminava um livro em um dia — preferia os romances, principalmente os dos mestres russos, mas também lia histórias, biografias e suspenses sangrentos. Passava horas e horas, durante toda a manhã e a tarde, sentada na sala de estar ou na cama (que estaria arrumada, e ela vestida), virando as páginas e fumando cigarros Pall Mall.  Desde cedo, compreendi que, do ponto de vista doméstico, que é o mesmo que dizer na opinião dos meus pais, vovó não era simplesmente inteligente e fútil; sua inteligência e futilidade estavam entrelaçadas.  Ela podia lhe contar tudo sobre a maldição do diamante Hope ou sobre o canibalismo praticado pelo grupo de emigrantes conhecido como Donner Party — não que ela devesse ter vergonha de saber sobre tudo isso, mas também não havia razão para ficar orgulhosa. As curiosidades e histórias que ela contava eram interessantes, mas nada tinham a ver com a vida real: pagar a hipoteca, lavar uma panela, manter a casa aquecida nos invernos rigorosos de Wisconsin.”

 

Em: A esposa americana, Curtis Sittenfeld , tradução de Natalie Gerhardt, Rio de Janeiro, Editora Record: 2010, pp. 20-21.








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