Rio de Janeiro, um parque à beira-mar

3 07 2020

 

 

FERNANDO CORREA E CASTRO (1933). Campo de Santana em Dia de Sol, ao Fundo Torre do Corpo de Bombeiros, óleo stela, 40 x 50.Campo de Santana em dia de sol, ao fundo torre do Corpo de Bombeiros

Fernando Corrêa e Castro (Brasil, 1933)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm

 





Em casa: Joseph Rodefer de Camp

2 07 2020

 

 

a8334571356f9c4e6390f61a4ed85391A veneziana, 1921

Joseph Rodefer de Camp (EUA, 1858-1923)

óleo sobre tela





Poeta no museu: Hélio Pellegrino

2 07 2020

 

 

Minke_Wagenaar_-_Vincent_van_Gogh_1888_The_yellow_house_('The_street')_-_detailA casa amarela, 1888

Vincent Van Gogh (Holanda, 1853 – 1890)

óleo sobre tela

Museu de Van Gogh, Amsterdã

 

 

Van Gogh em Amsterdã

 

Hélio Pellegrino

 

Por debaixo de tudo:

diques, dunas, frontões;

 

Por debaixo de tudo:

nobres pedras, canais

onde remam cisnes;

 

Por debaixo do mundo

lavra um incêndio.

 

Amsterdã, 1º/1/1981

 

Em: Minérios Domados, Hélio Pellegrino, Rio de Janeiro, Rocco:1993, p.39





Imagem de leitura — John Callcott Horsley

2 07 2020

 

 

John Callcott Horsley (British 1817-1903), At The Window, the Terrier Anxious to Join the Hunt in the Distance, nd, ostÀ janela, terrier ansioso para ir à caçada na distância, 1877

John Callcott Horsley (GB, 1817-1903)

óleo sobre tela, 61 x 53 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

1 07 2020

 

 

GUTTMAN BICHO, GALDINO (1888-1955). Tacho, Espigas de Milho e Cocos sobre a Mesa, óleo smadeira, 38 X 50. Assinado no c.i.e e datado (1944) no versoTacho, Espigas de Milho e Cocos sobre a Mesa, 1944

Galdino Guttman Bicho (Brasil, 1888-1955)

óleo sobre madeira, 38 X 50 cm





Nossas cidades: Curitiba

30 06 2020

 

 

Guido Viaro – Água Verde, Curitiba, 1947Água Verde, Curitiba, 1947

Guido Viaro (Itália-Brasil, 1897 – 1971)

óleo sobre tela





A chave do relógio, poesia de Joaquim José Teixeira

29 06 2020

 

 

DeScott_Evans_Grandfathers_ClockO relógio de pêndulo, 1881

De Scott Evans  (EUA, 1847–1898)

óleo sobre tela, 116 x 73 cm

Coleção Particular

 

A chave do relógio

Joaquim José Teixeira

 

Fábula

 

A um relógio dava corda

Chavinha de áureo metal,

E mui vaidosa do impulso

Parar não quis afinal.

 

Forçou, pois, e desta força

Dentro a mola arrebentou,

E do tempo o mecanismo

Sem movimento ficou.

 

Resolvam, mandem governos

Nas raias do seu poder,

Vejam bem nesta chavinha

Que não basta o só querer.

 

Em: Poetas cariocas em 400 anos, ed. Frederico Trotta, Rio de Jnaeiro, Editora Vecchi: 1965, p. 143

 

Joaquim José Teixeira nasceu no Rio de Janeiro em 27 de agosto de 1811 e faleceu também no Rio de Janeiro em 1º de janeiro de 1885. Foi advogado, poeta, romancista, dramaturgo,teatrólogo, tradutor, conferencista, oficial da Ordem da Rosa, sócio-fundador do Instituto dos Advogados Brasileiros e sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Colaborou em vários jornais e revistas. Traduziu Goethe, Molière, Fontaine entre outros.

Obras:

Elogio dramático, 1840

Fábulas, 1865

Versos, 1865

Pensamentos, (versos) 1878





Em casa: Victor Gabriel Gilbert

29 06 2020

 

 

Victor Gabriel Gilbert, ‘Anticipation’Antecipação

Victor Gabriel Gilbert (França, 1847 – 1933)

óleo sobre tela, 54 x 45 cm





Famosa e invisível: Mrs. Grundy

28 06 2020

 

 

5c8dfa62a28072ff19e9316cc791fae7No teatro, 1928

Prudence Heward (Canadá, 1896 – 1947)

óleo sobre tela, 101 x 101 cm

 

Uma curiosidade literária: famosa personagem teatral que nunca foi vista no palco, torna-se tão popular que passa para a história da língua inglesa, como personagem que lembra decência, propriedade, disciplina, mais tarde considerada como autoridade de censura e tirania social.

Mrs. Grundy foi apresentada ao público inglês pela primeira vez por Thomas Morton, (1764-1838) famoso dramaturgo britânico, na peça Speed-the-plough, (1798) cuja melhor tradução para o título seria Seguindo em frente.  Procurei por uma tradução desta comédia em 5 atos no Brasil, não encontrei de pronto. Para essa postagem não valeria a pena procurar muito além da internet.  Nesta comédia, Mrs. Grundy é um personagem a quem outros personagens se referem, mas que nunca aparece, desde a primeira cena, quando Dame Ashfield, coberta de inveja, chega em casa e comenta com o marido que, a vizinha, Mrs. Grundy conseguiu melhor preço do que eles na manteiga e no trigo. Daí por diante,  passa a ter uma obsessão com a vizinha achando que até o sol sempre parece brilhar mais na terra alheia do que na dela.

Why don’t thee letten Mrs. Grundy alone? I do verily think when thee goest to t’other world, the vurst question thee’ll ax ‘ill be, if Mrs. Grundy’s there?” [Por que não deixas Mrs. Grundy de lado? Na verdade, acho que quando chegares no outro mundo, a primeira pergunta que farás, se Mrs. Grundy está lá?]

 

800px-Sadlers_Wells_Theatre_editedUma performance em Sadler’s Wells, c. 1808

 

Durante o século XIX Mrs. Grundy cresceu em sua importância, adquiriu algumas outras características de disciplina, defensora da moral aparecendo como autoridade dos costumes sociais e censura.  Quase quarenta e cinco anos depois de sua estreia na peça de Morton, Mrs. Grundy volta ao mundo das letras, no romance Phineas Quiddy (1842) de outro dramaturgo inglês, John Poole (1786–1872).  E em 1869, John Stuart Mill, filósofo inglês, publica o livro Sujeição das mulheres, em que defende igualdade para as mulheres, e menciona “quem tem mulher e filhas, tem reféns de Mrs. Grundy.  Daí por diante, ela é mencionada como árbitra dos costumes sociais em grande número de obras:

A feira das vaidades (1848), William Makepeace Thackeray

Tempos difíceis (1854), Charles Dickens

Mulherezinhas (1868), Louisa May Alcott

Erewhon (1871), Samuel Butler

A arte de ganhar dinheiro (1880), P.T. Barnun

Lobo do mar (1904), Jack London

Music at Night, (1931), Aldous Huxley

That Hideous Strength, (1945) C.S. Lewis

Entre muitos outros Aimée Crocker, Oscar Wilde,  William Gilbert,  G. K. Chesterton,  James Joyce, Robert A. Heinlein, Philip José Farmer, Mohandas Gandhi, Thomas Hard também se referem a Mrs Grundy.

Ficou famosa e nunca esteve no palco.  Famosa sem mostrar a cara.  Definitivamente outros tempos, sem redes sociais.

 

Citação do diálogo da peça,

Em: The Reader’s Handbook of Allusions, References, Plots and Stories, E. Cobham Brewer, London, s/d (possivelmente 1919)





Imagem de leitura — Géza Polgáry

28 06 2020

 

 

Geza Polgary (Hungria 1862-1919) Moça lendo em um barco, 1889, ostMoça lendo num barco, 1889

Géza Polgáry (Hungria, 1862 – 1919)

óleo sobre tela








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