Ler mais? Como? Quando?

24 04 2017

 

mary-jane-ansell-untitledDivisor de águas

Mary Jane Ansell (GB, 1972)

óleo

 

 

Muito se fala em ler mais para envelhecer melhor, manter o cérebro vivo.  Mas muitos parecem não encontrar meios de ler mais, de achar um momento para leitura.  Aqui ficam algumas ideias para consideração.

1 – Leia o que dá prazer.

2 – Deite-se 15 minutos mais cedo e leia um livro na cama.

3 – Tenha sempre o livro que está lendo com você.  Tempo de espera passa mais rápido com um livro na mão. Isso inclui: espera no médico, no dentista, no banco, nos Correios.

4 – Use “post it” notes para marcar passagens que parecem interessantes.

5 – Entre para um grupo de leitores na internet  como SKOOB ou GOODREADS.  Você vai  saber de outros livros que devem ser de interesse.

6 – Marque um objetivo de leitura.  Por exemplo: Um  livro por mês, ou um livro a cada seis semanas.  Isso já é mais do que a maioria das pessoas no Brasil.

7 – Faça uma lista dos livros lidos, dos objetivos alcançados.  Quando terminar, pense por uns cinco minutos nas razões de você ter ou não gostado do que leu. Dê uma nota ao que você leu.

8 – Tenha acesso a mais de um livro ao mesmo tempo: às vezes o seu momento emocional não é o melhor para certo tipo de livro. Se você tiver acesso a mais livros não perderá tempo para achar outra leitura, mais agradável naquele momento.

9 – Foque na leitura.  Não se deixe distrair pelo que ainda falta fazer, por exemplo.  Esse é o seu tempo.

10- Não há lei que obrigue você a ler um livro até o final, se não está gostando.  Seja prático. Passe para outro.  Há mais livros a serem lidos do que anos de vida à sua frente, mesmo que você só lesse na vida e não fizesse mais nada.

11 – Mantenha um caderninho com idéias sobre o que você está lendo, com nomes de autores e títulos que você acha que gostaria de ler.

Salvar

Salvar





23 de abril: São Jorge

23 04 2017

 

 

Augusto Herkenhoff, São Jorge, ost. 80 x 60 cmSão Jorge, 2009

Augusto Herkenhoff (Brasil, 1965)

óleo sobre tela, 80 x 60 cm

 

 

 

Salvar





Domingo um passeio no campo!

23 04 2017

 

 

FERRIGNO, Antônio (1863 - 1940) Quintal, ost,- 27 x 44 cmQuintal

Antônio Ferrigno (Itália, 1863-1940)

óleo sobre tela,  27 x 44 cm





Imagem de leitura — Harold C. Harvey

22 04 2017

 

 

HAROLD C. HARVEY (GN, 1874-1941)-, a hora do lazer, retrato de Gertrudes lendo, a esposa do artista, 1917, ost, 41x36cmHora do lazer, retrato de Gertrudes lendo [esposa do artista], 1917

Harold C. Harvey (GB, 1874-1941)

óleo sobre tela, 41 x 36cm

Salvar





Flores para um sábado perfeito!

22 04 2017

 

 

ARMANDO VIANNA (1897-1992). Vaso com Palmas e Copos de leite, óleo s cartão, 65 X 85. Assinado e datado (1959)Vaso com palmas e copos de leite, 1959

Armando Vianna (Brasil, 1897 – 1992)

óleo sobre cartão, 65 x 85 cm





Resenha: “Meus dias de escritor”, de Tobias Wolff

21 04 2017

 

 

Marlene Dumas (Africa do Sul, 1953)Os alunos, 1987,ost, 160 x 200 cmOs alunos, 1987

Marlene Dumas (África do Sul, 1953)

óleo sobre tela, 160 x 200 cm

 

 

Não sei bem o que esperava desse livro considerado uma homenagem à literatura.  Não foi o livro inesquecível que poderia ter sido, mas uma leve, doce e um tanto superficial história sobre paixão e desejo.  Como a paixão pode cegar e levar a atos fora da norma.  Há valores que não nos importamos em comprometer para dar vazão a um desejo? Mais do que um livro sobre os escritores Ernest Hemingway, Robert Frost ou Ayn Rand, todos personagens nestas páginas, este é um livro sobre a  paixão se sobrepondo à ética.  A história se passa na década de 1960, num colégio interno onde a literatura é levada a sério e como consequência, três vezes por ano, escritores conhecidos visitam a escola por um dia, quando um aluno escolhido dentre todos, através de um concurso entre eles, é convidado a visitar por uma hora, face a face a celebridade literária na escola. É nesse contexto que Hemingway, Frost e Rand participam da trama.

A vida escolar é detalhada como memória langorosa e sutil, absolutamente deliciosa. Narrado na primeira pessoa, — curiosamente nunca sabemos a identidade do narrador– o tom é íntimo e leva o leitor a imaginar tratar-se de uma autobiografia, ainda que talvez esse fato não seja verdadeiro. Esse tipo de colégio interno, diferentemente do Brasil, ainda existe.  São escolas preparatórias muito desejadas pelas famílias que pensam em encaminhar seus filhos desde cedo para uma carreira de sucesso. Apesar de estarem associadas a famílias ricas, essas escolas têm extensos programas de bolsas de estudos que incluem alunos vindos de outras camadas econômicas, desde que passem os exames de entrada. Bolsistas desfrutam da mesma educação recebida pelos outros, como é o caso do narrador, bolsista e consciente de sua herança meio judia, que nos anos 60, seria rara dentro do ambiente homogêneo da aristocracia do leste americano. Este é o tipo de escola, encontrada nos EUA tem raízes na Inglaterra, e, na sua forma inglesa, foi o modelo para J. K. Rowling quando criou Hogwarts School of Witchcraft and Wizardry, onde Harry Potter aprende suas lições.

 

MEUS_DIAS_DE_ESCRITOR_1316817986B

 

Em Meus dias de escritor quando a escola faz o concurso para escolher o aluno que terá uma entrevista particular com visitante, todos aqueles que imaginam o futuro como escritor se posicionam para escrever os melhores textos.  Nosso narrador não é exceção.  E é justamente a visita de Ernest Hemingway que provoca o ponto mais alto dessa competição estudantil.  O senso de humor é prevalente no livro e encontra destaque quando meninos falam em sentenças completas como se repetissem frases dos livros do autor. Divertido.  Outras anedotas ou piadas internas da literatura circulando em torno dos três escritores que visitam a escola nesse ano são igualmente engraçadas ainda que requeiram maior conhecimento de facetas desses visitantes, como acontece com o poeta Robert Frost que é retratado como um pseudo intelectual.

 

tobias-wolff-2Tobias Wolff

 

A crítica deu muita ênfase a assuntos que achei abordados superficialmente: diferença de classe social, religião e aceitação social de membros.  Outros pontos revistos de maneira leve mas também apontados por leitores tais como orgulho, vergonha e ego, a mim, pareceram retratados de maneira tão  banal que tampouco imagino a necessidade de mencioná-los. No entanto essa é uma leitura prazerosa.  Leve. Bom retrato da época, que nos lembra dos grandes heróis literários do período. Bom passatempo.

Salvar

Salvar

Salvar





Rio de Janeiro, minha cidade natal!

21 04 2017

 

 

 

 

VIRGÍLIO DIAS - Bar Amarelinho - Óleo sobre tela - 70 x 100VIRGÍLIO DIAS - Bar Amarelinho - Óleo sobre tela - 70 x 100Bar Amarelinho

Virgílio Dias (Brasil, 1956)

óleo sobre tela, 70 x 100 cm

 








%d blogueiros gostam disto: