Nossas cidades — Alcântara, MA

19 06 2017

 

 

IVAN MARQUETTI (1941 - 2004). Paisagem de Alcântara-MA, óleo s tela, 80 x 130. Assinado e datado (1984) nPaisagem de Alcântara, MA, 1984

Ivan Marquetti (Brasil, 1944 — 2004)

óleo sobre tela, 80 x 130 cm

 

 





Palavras para lembrar — Jean-Baptiste Say

19 06 2017

 

 

Gerard_Terborch_-_A_Lady_Reading_a_LetterSenhora lendo carta, 1662

Gerard Terborch ou ter Borch (Holanda, 1617 – 1681)

óleo sobre tela, 45 x 33 cm

Wallace Collection, Londres

 

 

“Entre um pensador e um erudito existe a mesma diferença que entre um livro e seu sumário.”

 

 

Jean-Baptiste Say

 

 

 

 





Domingo, um passeio no campo!

18 06 2017

 

 

GENTIL GARCEZ - Paisagem com animal Óleo sobre Tela, Assinado canto inferior direito, Medindo 29,5 x 39,5 cm

Paisagem com animais

Gentil Garcez ( Brasil, 1903 – 1992)

Óleo sobre tela,  29 x 39 cm





Flores para um sábado perfeito!

17 06 2017

 

 

Bonadei, vaso com flores, 1970, ost,48 x 40 cmVaso com flores, 1970

Aldo Bonadei (Brasil, 1906-1974)

óleo sobre tela, 48 x 40 cm





Minutos de sabedoria — Norberto Morais

16 06 2017

 

 

Armand Rassenfosse (Bélgica, 1862-1934)Leitura, 1906, ospapelão35 x 26 cmLeitura, 1906

Armand Rassenfosse (Bélgica, 1862-1934)

óleo sobre papelão, 35 x 26 cm

 

 

“Não há linha capaz de remendar um sonho roto.”

 

 

 

 

915678Norberto Morais




Rio de Janeiro, minha cidade natal!

16 06 2017

 

 

ARMANDO LEITE (SÉC.XIX-XX). Canoa em Repouso na Lagoa de Marapendi - Barra da Tijuca, óleo s madeira, 27 X 40. Assinado no c.i.e. e no verso (1949)

Canoa em repouso na Lagoa de Marapendi, Barra da Tijuca, 1949

Armando Leite (Brasil, século XIX-XX)

óleo sobre madeira, 27 x 40 cm





Resenha: “O pecado de Porto Negro” de Norberto Morais

15 06 2017

 

 

Carlos Prado (1908 - 1992),Paisagem com Igreja,Óleo sobre madeira,48 x 69 cmPaisagem com igreja

Carlos Prado (Brasil, 1908-1992)

óleo sobre madeira, 48 x 69 cm

 

 

Uma grande e boa surpresa me esperava em maio deste ano: O pecado de Porto Negro do escritor português Norberto Morais.  Não me lembro de quem o recomendou.  Mas agradeço a sugestão.  Encontrei um livro de excelente qualidade literária, com enredo sedutor, personagens intrigantes e uma trajetória impensada. Tudo isso num mundo arquétipo do colonialismo lusitano que entendemos pela familiaridade cultural.  Sua localização tão real que fui procurar a ilha no Pacífico, chamada São Cristóvão. Onde poderia haver tal lugar? Fui aos mapas, mesmo sabendo que as conquistas portuguesas nunca chegaram a terras banhadas por este oceano.  Maravilhada até o fim fico surpresa que, finalista do prêmio Leya em 2013, este livro não tenha sido o premiado.

Além de Porto Negro ser uma cidade estabelecida e enraizada no imaginário luso-colonial, sua descrição parece tão familiar que entendemos as razões de seus personagens, por mais estranhas que possam ser, sem que questionemos da validade de suas posições. Além disso, há a fascinante questão da época.  Quando exatamente esta história se passa?  Acredito que tenha sido nas primeiras duas décadas do século XX. Mas o resultado, como em toda boa obra é irrelevante. A obra é atemporal.  Trata das histórias de seres humanos como todos nós com paixões e idiossincrasias. É universal.

 

 

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Norberto Morais conta a história de algumas paixões entre habitantes de uma ilha esquecida pela modernidade. Há o homem sedutor, a mocinha seduzida, o bordel, o pai, a mãe calada e morta; há o açougue, a rede, o calor, a hora da sesta.  O mal-de-amor. A praia.  O porto.  Outras paixões, a inveja, a Igreja, a intransigência, a vingança. E há sobretudo o Silêncio. Falar de silêncio numa obra com um vocabulário, um léxico formidável não é contradição, porque Norberto Morais domina desde o primeiro instante esta história com poucos personagens e uma trama bem tecida, fechada e densa, que surpreende a cada momento.

 

20150328052747_NORBERTO_MORAISNorberto Morais

 

Para muitos, sua prosa lembra a de Garcia Marquez pelo onírico ou a de Eça de Queiroz pela limpidez do texto. Encontrei ecos de Eça e de Jorge Amado, de Gabriela e Capitães de Areia.  Qualquer que seja a referência, fato é que Norberto Morais, que nasceu na Alemanha, mas é escritor português, se encontra bem enraizado na tradição literária da língua e da cultura portuguesas.  Não há como negar. Belíssimo livro.  Não é sua primeira obra, vou agora à cata de seu primeiro título.  Esse é um autor para não perder de vista.








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