Bombaim moderna, por Thrity Umrigar

10 06 2020

 

 

Robin FreedenfeldRetrato de Merry

Robin Freedenfeld (EUA, contemporânea)

óleo sobre tela, 66 x 81 cm

 

 

“Antigamente, as mulheres pelo menos eram poupadas das cotoveladas e dos empurrões que aconteciam sempre que um ônibus aparecia no ponto como se fosse uma fera mitológica. Mas, na Bombaim de hoje, é cada um por si, e os delicados, os fracos, os mais novos e os mais velhos, entram nos ônibus superlotados por sua própria conta e risco. Bhima se sentiu como se mal conhecesse a cidade agora — algo de confuso, perverso e cruel se desencadeou dentro dela. Via os sinais dessa nova perversidade em todo lugar. As crianças das favelas amarravam bombinhas nos rabos dos vira-latas e depois riam e batiam palmas ao ver o pobre animal correndo em círculos , enlouquecido de medo. Universitários ricos ficavam loucos de raiva se um pivete de rua de cinco anos sujasse a janela de seus BMWs e de seus Hondas faiscantes.  Todos os dias, Serabai lia o jornal e lhe contava a última desgraça — um representante de um sindicato morto a pauladas por ter ousado exortar os operários da fábrica a organizar um movimento reivindicando um aumento de duas rúpias; o filho de um político absolvido depois de atropelar três crianças faveladas a caminho de uma festa; um casal de idosos parses assassinado na cama por uma empregada que trabalhou para eles durante quarenta anos; jovens nacionalistas hindus escrevendo com seu próprio sangue notas de congratulações para celebrar o teste bem-sucedido de uma nova arma nuclear. A cidade parecia ter enlouquecido de ganância e fome, de poder e impotência, de riqueza e pobreza.

Bhima podia sentir a maldade correndo como lodo em suas veias enquanto esperava o ônibus. Quando a fera vermelha aparecia em meio a uma nuvem de fumaça, sentia seu coração disparar enquanto observava os outros passageiros, na tentativa de avaliar quem parecia mais fraco e vulnerável, e que, portanto, podia ser empurrado a cotoveladas para fora do seu caminho. Assim que o ônibus parava, a fila se desintegrava e se transformava numa multidão amorfa. Outras pessoas chegavam correndo de todas as direções, tentando entrar no ônibus, antes mesmo de ele parar. Uma vez, um idoso com um pé no degrau e o outro ainda na calçada foi arrastado durante meio quarteirão até que os gritos de outros passageiros fizeram com que o motorista parasse. Bhima notou que as pernas do homem estavam tremendo tanto que seria impossível para ele embarcar. O motorista o olhou com impaciência, do alto do seu poleiro imperial.

— Vai entrar ou não vai? — perguntou, mas o pobre homem ficou parado ali, ofegante.

O motorista estalou a língua e tocou o sinal novamente.  O ônibus partiu, deixando o passageiro no meio da rua, despejado como um pacote sem destinatário.”

 

Em: A distância entre nós, Thrity Umrigar, tradução de Paulo Andrade Lemos, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 2006, pp 97-99.

 





Natureza maravilhosa: Jandaia amarela

14 01 2018

 

 

jandaia amarelaJandaia amarela

 

A jandaia-amarela (Aratinga solstitialis) é  uma ave natural do Brasil, encontrada na Amazônia.  Também é conhecida por outros nomes, dependendo da região onde habita: jandaia-sol, cacaué, nandaia, nhandaia, queci-queci e quijuba.  Pertence à família dos psitacídeos que possui três raças distintas, encontradas na Amazônia e em várias regiões do Brasil. Fazem ninhos em geral no final do verão em buracos de árvores ou palmeiras, mas podem ser encontradas em áreas urbanas ocasionalmente morando em postes.  Gostam de comer coquinhos de diversas palmeiras, brotos, flores, folhas tenras e frutas. Tem o bico adaptado para partir e triturar sementes duras. Em geral crescem até os  31 centímetros de comprimento. Têm o bico negro e plumagem laranja, amarela e verde.

São comumente confundidas com periquitos.  Mas a jandaia-amarela tem a plumagem das asas mais verde quando jovem, com tons amarelos e de um alaranjado intenso.  Mas é uma ave da mesma família dos papagaios: psitacídeos.  Também da mesma família são as araras e maitacas.

 

Ave Jandaia amarela - OpenBrasil.orgJandaia amarela




Natureza maravilhosa: Irapuru

1 10 2017

 

 

blog-animal-chic-411.pngFoto: Marcelo Camacho

 

Com o nome científico Pipridae filicauda, o Irapuru leva muitos outros apelidos, entre eles Rabo de arame, Tangará, Dançador-de- cauda-fina, e outros. está entre os pássaros brasileiros de cores mais fortes, três: preto (asas e cauda), amarelo (papo) e vermelho(cabeça). E só os machos são coloridos. As fêmeas coitadinhas, tem uma cor única, verde-oliva, e com isso conseguem se disfarçar na folhagem muito mais do que seus parceiros. São naturais da Amazônia, portanto, encontrados nas florestas do Brasil, (Amazônia Ocidental, nos rios Negro e Purus), Peru, Equador, Colômbia e Venezuela.  São pequeninos, atingindo no máximo 10,5 cm no corpo sem contar as penas que fazem o rabo.

 





Filhotes fofos: mão pelada

23 08 2015

 

 

mao pelada





Filhotes fofos: lobo-guará

16 08 2015

 

lobo_guará_e_filhote

Filhote de lobo-guará brinca com sua mamãe.





Natureza maravilhosa: mariposa imperador

12 07 2015

 

Thysania_agrippina_0001b_L.DMariposa Imperador (Thysania agrippina), natural do Brasil. Foto: Wikipedia.

 

 

Essa é a maior mariposa do mundo! Tem 30 centímetros de uma extremidade da asa à outra.  Suas asas  são cinzentas, quase-brancas, manchadas de marrom.  São debruadas de linhas escuras que ressaltam a sinuosidade do intrincado desenho de suas asas. Essas apresentam desenhos geométricos, em preto, cinza e marrom.  Seu nome científico é Thysania agrippina,  mas nós a conhecemos como mariposa-imperador. É o maior lepidóptero noturno do mundo. Em outras palavras, a maior mariposa do planeta.

A família dos lepidópteros é a mesma a que pertencem as borboletas. A diferença básica é que estas são insetos diurnos, enquanto as mariposas são noturnas ou crepusculares.

 

Fonte: Wikipedia





Natureza maravilhosa! Saíra sete cores

31 05 2015

 

Tangara_seledon_Itamambuca_Eco_ResortSaíra-sete-cores, Saíra-das-sete-cores ou Tangará seledon. Foto: Wikipedia

 

A Saíra-das-sete-cores é uma ave natural do Brasil, pequenina, de no máximo uns 13 cm.  Come frutas: da palmeira, goiaba, mamão, ameixa e caju; também gosta de bagas de bromélias. Aprecia além disso uma variedade de insetos. Encontrada na Mata Atlântica e nas florestas baixas com menos de 900 m de altitude.  É comum no Sudeste brasileiro.  Sua área de habitat: Bahia, Minas Gerais todo o Sudeste até o Rio Grande do Sul. Pode ser encontrada também Sudeste do Paraguai e no Nordeste da Argentina.








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