Meu dia de estrela!

23 07 2016

 

 

autografo 4Ilustração ©Maurício de Sousa.

 

 

Meu dia de estrela!

Hoje, estive no programa SÁBADO SHOW da Rádio Bandeirantes no RJ. Fui falar sobre o PAPA LIVROS e o AO PÉ DA LETRA, dois grupos de leitura, com 22 pessoas cada, que oriento. E deu para falar também do meu próximo projeto que é EU TAMBÉM LEIO, um grupo de leitura para adolescentes que gostam de ler. Explicar que a leitura é uma forma ecumênica de aprendizado é importante. Foi uma oportunidade única. Agradeço aos que puderam proporcionar esse momento.

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Trova da flor e do meu amor

19 07 2016

 

 

flor. lokiuuhIlustração Baskerville, capa da revista Theatre, agosto de 1923.

 

 

Longe de ti, meu amor,

morro de tédio e de mágoa,

bem como morre uma flor

posta num vaso sem água.

 

 

(Antônio Sales)





Domingo, poesia de Maria Thereza de Andrade Cunha

17 07 2016

 

Dia chuvoso, Cover illustration of the Sunday Magazine of the Minneapolis Journal (February 28, 1915)Dia de chuva, Capa da Revista de Domingo do Minneapolis Journal, 1915.

 

 

Domingo

 

Maria Thereza de Andrade Cunha

 

 

Domingo tristonho, de chuva, de vento.

Domingo de tédio, domingo nevoento.

Não vens. Todo o dia te espero, cansada;

Casais amorosos lá vão, na calçada,

E eu fico sozinha. Não vens.

Abandono…

Domingo de tédio, de bruma, de sono.

As mãos muito frias, a fronte pendida,

— Domingo sem cores… Domingo sem vida… —

Vidraça gelada que aos poucos se embaça:

Meu rosto apoiado de encontro à vidraça,

E a rua tão longa, tão triste, tão fria…

— Domingo chuvoso, de lenta agonia…

 

 

Em:  É primavera… escuta., Maria Thereza de Andrade Cunha, Rio de Janeiro, 1949, p.106.

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Cadê? poesia de Wilson W. Rodrigues

13 07 2016

 

 

cadê o pessoalZé Carioca procura por seus amigos, ilustração de Walt Disney.

 

 

Cadê?

 

Wilson W. Rodrigues

 

 

Cadê o pé de cantiga

que quando criança cantei?

Nem minha gente se lembra

e nem na saudade achei.

 

Que sabe o verso perdido?

Por que ninguém o guardou?

Onde leva a nossa vida

que o verso bom não levou?

 

Quem me recorda sua rima?

Quem minha lembrança traz,

para cantar a cantiga

de que não me lembro mais?

 

Nem me responde a alegria

Nem a tristeza responde.

Cadê o pé de cantiga

onde vou encontrá-lo? Onde?

 

 

Em: Bahia Flor: poemas, Rio de Janeiro, Editora Publicitan: 1949.p. 19.

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De leitura e raça, texto de José Eduardo Agualusa

4 07 2016

 

 

Henry Lee Battle (American) Girl reading, 2002Menina lendo, 2002

Henry Lee Battle (EUA, contemporâneo)

www.henryleebattle.com

 

 

“Esta deveria ser a questão central: por que não há mais negros nas plateias? A verdade é que continua a existir uma linha de cor separando aqueles que no Brasil têm acesso ao livro e a vasta maioria da população. Para formar escritores é preciso primeiro formar grandes leitores. Se queremos formar bons escritores negros teremos primeiro de formar muitos milhões de leitores negros.”

 

Em: “O arraial da branca atitude”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 04/07/2016, 2º caderno, página 2.

 

O arraial da branca atitude.

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Dona Margarida, poesia de Paulo Setúbal

30 06 2016

 

 

Humberto da costa (1948) Mulher na Sacada, o.s.t. - 27 x 22. Ass. dat 84Mulher na sacada, 1984

Humberto da Costa (Brasil, 1948)

óleo sobre tela, 27 x 22 cm

 

 

Dona Margarida

 

Paulo Setúbal

 

 

Conheço apenas Dona Margarida

Por tê-la visto, acaso, num salão.

Seu negro olhar, cheio de fogo e vida,

Deixava em cada peito uma ferida,

Em cada peito abria uma paixão.

 

E eu, como os outros, vendo-a tão querida,

Tão moça, tão formosa, tão feliz,

Trouxe comigo, na alma dolorida,

A funda mágoa, Dona Margarida,

De não ter dito o que dizer lhe quis.

 

Em: Alma cabocla, poesias de Paulo Setúbal, Paulo Setúbal, São Paulo, Ed. Carlos Pereira:s/d, 5ª edição [ Primeira edição foi em 1920] p. 109-110.

 

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Trova das nuvens

28 06 2016

 

nuvens, elizabeth shippen-greenIlustração Elizabeth Shippen-Green.

 

 

Lá no céu, nuvens brejeiras

fofocando no horizonte,

lembram moças palradeiras,

lavando roupa na fonte!

 

 

(Zeni de Barros Lana)

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