Nossas cidades — Recife

23 02 2015

 

 

Joel oliveira - quadro retratando entardecer na Rua da Aurora em Recife, 70x130cmEntardecer na rua Aurora, Recife

Joel Oliveira (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela,  70 x 130 cm





Um mundo esquecido, resenha de Reze pelas mulheres roubadas

23 02 2015

 

Lazar, Ghelman (1887-1976) LecturaGhelman Lazăr born 1887 in Galați, Romania died February 2, 1976Leitura, s.d.

Ghelman Lazar (Romênia, 1887-1976)

óleo sobre tela

 

 

Você percebeu que as palavras do dia não são as mesmas palavras da noite?” (209) pergunta uma personagem do romance de Jennifer Clement, Reze pelas mulheres roubadas. A autora certamente tem o dom da boa escolha de palavras, quer de dia ou de noite. Sua prosa é poética e consegue manter um tom onírico na narrativa.Toda a força deste livro está na narrativa: tom e ritmo são perfeitos. E mesmo que não haja uma trama segue-se a leitura até o fim, embalada pelas belas figuras de linguagem e pelos pensamentos criativos de seus personagens, que pertencem à uma realidade quase paralela. “A noite pertence aos traficantes, ao exército, à polícia do mesmo modo que pertence aos escorpiões…”(62).

Sou conhecida por abandonar leituras que não me agradam, quero, portanto, enfatizar a voz narrativa de Jennifer Clement. No entanto este livro não chega a ser um romance. É um relato poético, ficcional, uma descrição, um testemunho do que acontece com as pequenas cidades mexicanas, quando os homens emigram e as mulheres ficam à mercê dos cartéis de drogas. Reze pelas mulheres roubadas não traz em si os típicos componentes de um romance, com uma linha condutora, com trama e soluções de conflitos. Ele relata a vida de um grupo de está em conflito com a sociedade como um todo, pessoas cuja realidade parece a de um bote largado ao mar, sem rumo e sem capitão, que acaba soçobrando qualquer esperança de um porto seguro.

 

Reze-Pelas-Mulheres-Roubadas-Jennifer-Clement-Livro-Capa

 

Este é um testemunho poético de uma realidade horrível e sem nome. Abandono seria um nome melhor para a cidade de Guerrero, onde Ladydi, sua mãe e suas amigas vivem. Jennifer Clement é a jornalista poética que através dessa obra relata a vida das mulheres sobreviventes dos abusos dos cartéis de drogas. Ela escolhe retratar esse mundo, como em um sonho o que faz com que possa ser mais bem degustado pelo leitor. Mas não oferece soluções nem no mundo real, nem para seus personagens fictícios. Todos simplesmente se acomodam às situações bárbaras que lhes são apresentadas na vida.

A distância entre esse mundo e o resto do país é muito grande. Os personagens só se descobrem, só se veem patéticos, sem esperança, quando um novo professor chega à escola. Professores mudam a cada ano, já que ninguém quer ficar em um lugar tão distante quanto Guerrero. Eles vêm para completar sua obrigação de serviço social. Mas é quando o Prof. José Rosa chega à cidade, repleto do conhecimento e das maneiras citadinas, que os alunos conseguem perceber quem eles são: “Quando olhamos para ele, olhamos para nós. Cada imperfeição, nossa pele, cicatrizes, coisas que nunca nem tínhamos notado, nós vimos nele” (57). No entanto nada é feito a partir desse conhecimento.

 

184170_clement_jenniferJennifer Clement

 

Só a televisão com seus programas da National Geographic, com seus documentários, traz a civilização a esse cantinho perdido do mundo. “Minha mãe assistia à televisão porque era a única forma de sair da nossa montanha” (97). E talvez seja por isso que ao final, emigrar, correr o risco da emigração ilegal, para os Estados Unidos seja de fato o único sonho que lhes resta, já que ninguém se preocupa com os habitantes em lugares remotos do México.





Domingo, um passeio no campo!

22 02 2015

 

Djanira,Paisagem tropical OST,50 x 60 Rio 1971Paisagem tropical, 1971

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1915-1979)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm





O mundo animal de Carl Reichert

22 02 2015

 

 

 

Carl-Reichert-The-painter-disputeDisputa entre pintores,1903

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira, 24 x 30 cm

 

 

Carl_Reichert_DinnerpartyHora do jantar,1918

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira, 28 x 34 cm

 

 

Carl_Reichert_Auf_dem_Weg_zum_MarktA caminho do mercado,1918

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira, 17 x 24 cm

 

 

Carl_Reichert_Der_Liebling_der_Familie_1915O xodó da família,1915

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira, 27 x 21 cm

 

 

Carl-Reichert-XX-Cats-in-the-Boudoir-XX-Private-collectionGatinhos no boudoir, até 1918

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira, 24 x 18 cm

 

 

Carl_Reichert_MäuseCamundongos, s.d.

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

aquarela, guache e carvão sobre o papel, 22 x 20 cm

 

 

Z 017Dois mal comportados, s.d.

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre tela, 60 x 40 cm

 

 

Carl_Reichert_With_heaty_good_wishesCom os melhores votos, s.d.

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira, 31 x 23 cm

 

7b5a072eGata com filhotes, s.d.

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira

 

 

100394584_Carl_Reichert__18361918_2O aquário, s.d.

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira

 

 

Carl_Reichert_Jagdbeute_1912Caça à raposa, 1912

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

aquarela sobre papel, 15 x 21 cm

 

 

carl-reichertGatos com cacatua, 1898

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira, 47 x 30 cm

 

 

H0027-L18947365Depois da caça, s.d.

Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)

óleo sobre madeira, 44 x 55 cm





Flores para um sábado perfeito!

21 02 2015

 

A. FONZARI. Vaso com flores - o.s.t. - 37 x 46 cm - assinado no cie.Vaso com flores, s/d

Adolfo Fonzari (Itália/Brasil, 1880-1959)

óleo sobre tela, 37 x 43 cm





As flores do jambeiro vão caindo, poesia de Augusto Frederico Schmidt

21 02 2015

 

Olímpia Couto,Composição c árvore vestse,1989, 90 x 70cmComposição com árvore, 1989

Olímpia Couto (Brasil, contemporânea)

vinil sobre tela colado em eucatex, 90 x 70 cm

www.olimpiacouto.com.br

 

 

As flores do jambeiro vão caindo

 

 

Augusto Frederico Schmidt

 

As flores do jambeiro vão caindo.

E aos poucos reina em sangue a madrugada.

Deste alto, o olhar domina ao longe

O mar tranquilo e azul.

E no mar, um veleiro vai fugindo

E o vento o afasta para longe,

para o reino que não sei.

 

Foge o veleiro e foge o tempo,

Para onde vão?

Não sei.

Vejo apenas as sombras

E as estrelas,

E mesmo a magra lua

Se esconderam;

E que no mar,

As asas claras de um veleiro

Fogem para um reino que não sei.

 

Em: Eu te direi as grandes palavras – seleção poética, Augusto Frederico Schmidt, Rio de Janeiro, José Aguilar:1975, p. 134





Imagem de leitura — Sebastiano Conca

20 02 2015

 

Sebastiano Conca (Gaeta 1680 - Naples 1764) ,The Holy Family with the InfantSagrada Família com S. João Batista

Sebastiano Conca (Nápoles,1680-1764)

óleo sobre tela, 75 x 62 cm

www.sphinxfineart.com








Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 2.733 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: