Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

3 08 2016

 

 

Estevão Silva.Romãs Natureza Morta, ost,Romãs

Estevão Silva (Brasil, 1845-1891)

óleo sobre tela





Resenha: “As mulheres do meu pai” de José Eduardo Agualusa

1 08 2016

 

 

Tamara_Natalie_Madden's,_The Black Queen (2010) by Tamara Natalie Madden.A rainha negra, 2010

Tamara Natalie Madden (Jamaica, contemporânea)

técnica mista

 

 

Este é a quinta obra de José Eduardo Agualusa que leio. O vendedor de passados, Teoria geral do esquecimento, Manual prático da levitação e Um estranho em Goa foram livros deliciosos que misturavam um tanto de fantasia com realidade, num estilo típico do autor.  As mulheres do meu pai toma um caminho um pouco diferente: a obra inteira é escrita na linha fronteiriça entre o sonho e a realidade.  Agualusa trabalha como psicopompo guiando o leitor entre o mundo interior e o exterior.

O meio é uma viagem.  Laurentina, uma diretora de cinema, decide fazer um documentário sobre a vida do falecido pai, famoso músico angolano, que ao morrer deixou sete viúvas e dezoito filhos.  Sai com sua equipe à procura das viúvase dos passos e eventos marcantes na vida de Faustino Manso. Para tanto precisa viajar de Angola a Moçambique passando por todo o sul do continente africano. O próprio título já se mostra um tanto fantástico instalando a incredulidade linear e aristotélica no leitor ocidental.  “Como mulheres de meu pai? Como sete viúvas?

 

 

AS_MULHERES_DO_MEU_PAI_1349724856B

 

A proposta é genial e permite que Agualusa mostre a variedade cultural ao sul do continente que sofre da visão ocidental de considerá-lo um todo, único, sólido e imutável, quer as pessoas retratadas estejam no norte, no centro ou no sul. E ainda faz mais, Agualusa mostra o contraste entre duas ex-colônias portuguesas em lados opostos do continente.

No entanto, o que mais impressiona o leitor é a destreza com que somos levados do onírico ao tangível com facilidade e garbo.  Vinhetas de viagem são uma das maneiras de narrar; outras são as histórias contadas oralmente aos viajantes; outra ainda é a maneira particular de julgamento entre o importante e o trivial dos personagens encontrados ao longo dessa excursão. Ao fim viajamos todos, dentro e fora de nós mesmos, marchando de maneira inclemente na fronteira entre a divagação e a realidade.

 

josé-eduardo-agualusa-696x466José Eduardo Agualusa

 

 

Enquanto reconstruimos os passos de Faustino Manso somos expostos ao lirismo do autor, à poesia africana.  As mulheres de meu pai é, como o próprio nome indica, plural. A narrativa se vale de diversas formas da escrita de poemas a cartas, histórias contadas à reflexão do viajante e consegue ao final, com cada retalho a que somos apresentados, formar uma grande colcha de retalhos abraçando a multiplicidade do continente e fazendo com ela uma única obra, espiritual e confortadora.

Belíssimo trabalho.

 

PS: Esta resenha foi re-editada no dia 7/8/2016.

 

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar





Nossas cidades: Búzios

1 08 2016

 

 

 

Antônio Orleans e Bragança,Enseada de Ferradura - Búzios – RJ,46 x 61 cm – Aquarela,Ass. CID e Dat. 2009Enseada de Ferradura, Búzios, 2009

Antônio de Orléans e Bragança (Brasil, 1950)

aquarela sobre papel, 46 x 61 cm





Trova para Monteiro Lobato

1 08 2016

 

 

DSC00984Retrato de Monteiro Lobato © Maurício de Sousa.

 

 

Tudo sinto na alma, o enlevo

das histórias infantis.

— Lobato, quanto te devo

da minha infância feliz!

 

 

(Magdalena Léa)





Palavras para lembrar — Lawrence Durrell

27 07 2016

 

 

scott harding (EUA, 1965), vintage, ost, 50 x 40 cmVintage

Scott Harding (EUA, 1965)

óleo sobre tela, 50 x 40 cm

 

 

“Um bom escritor não precisa de biografias. Toda a sua história está em suas obras.”

 

 

Lawrence Durrell (1912-1990)





Trova do adeus

26 07 2016

 

adeus, cruise

 

 

Meu lenço, na despedida,

Tu não viste em movimento:

Lenço molhado, querida,

não pode agitar-se ao vento

 

 

(Carlos Guimarães)

Salvar





Meu dia de estrela!

23 07 2016

 

 

autografo 4Ilustração ©Maurício de Sousa.

 

 

Meu dia de estrela!

Hoje, estive no programa SÁBADO SHOW da Rádio Bandeirantes no RJ. Fui falar sobre o PAPA LIVROS e o AO PÉ DA LETRA, dois grupos de leitura, com 22 pessoas cada, que oriento. E deu para falar também do meu próximo projeto que é EU TAMBÉM LEIO, um grupo de leitura para adolescentes que gostam de ler. Explicar que a leitura é uma forma ecumênica de aprendizado é importante. Foi uma oportunidade única. Agradeço aos que puderam proporcionar esse momento.

Contato através da página da PEREGRINA CULTURAL no Facebook ou através daqui mesmo, no blog.








Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 3.438 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: