Gemas da Arquitetura Carioca: Casa da Fazenda do Engenho D’Água

11 01 2020

 

 

 

Fotografada em 25 de setembro de 2014 por Eddie CordFotografada em 25 de setembro de 2014 por Eddie Cord

 

Exemplar representativo dos engenhos de açúcar do século XVIII, pertenceu  a um grande proprietário de terras da região, o Visconde de Asseca, Martim Correa de Sá, ( O rei do açúcar da velha baixada de Jacarepaguá). É uma construção localizada no bairro de Gardênia Azul, em Jacarepaguá, RJ, RJ.  Apesar de tombada pelo Patrimônio Histórico (IPHAN) em 1938, ainda é propriedade particular.

Trata-se de um casarão branco de dois andares de portas e janelas azuis. Bom exemplo de construção colonial rural. Note-se o alpendre colunado.  Era, provavelmente, uma construção simétrica, que perdeu os traços originais, como vemos hoje, com a adição de uma capela para a família à esquerda da fachada original.  Note também escada que se abre em forma de curva e azulejos que decoram o espelho da escada de acesso.

Só os jardins podem ser acessados pelo público, já que a propriedade é particular.

 

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Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

1 02 2017

 

 

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Natureza morta, 1990

Emílio Silvestre Wolff  (Brasil, 1902-1995)

óleo sobre tela, 65 x 48 cm

Coleção Particular





20 de janeiro, dia do padroeiro!

20 01 2017

 

 

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Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896 – 1962)

óleo sobre madeira,  19 x 24 cm





Sete de setembro, dia da Independência do Brasil!

7 09 2016

 

 

7-de-setembro-independencia-do-brasil©Maurício de Sousa




Trova do Descobrimento do Brasil

10 04 2016

 

 

elifas_andreato_-_brasilIlustração Elifas Andreato.

 

 

“Terra à vista!” – Um grito intenso

soou nos céus, como um cântico,

e o Brasil surgiu, imenso,

num parto às margens do Atlântico!

 

(José Ouverney)





Resenha: “Beije-me onde o sol não alcança”, de Mary del Priore

1 01 2016

 

 

VICENTE LEITE - Paisagem com Casario, O.S.M,Casa de Fazenda

Vicente Leite (Brasil, 1900-1941)

óleo sobre madeira

 

 

Tenho a impressão de que sempre lerei os livros de Mary del Priore com prazer. A história me fascina e meu conhecimento da história do Brasil tem se beneficiado muito com os livros da autora. Continuei sendo beneficiada pelo seu conhecimento na leitura de Beije-me onde o sol não alcança, o primeiro livro de ficção histórica de Mary del Priore. O volume de informações sobre o século XIX, tanto das fazendas cafeeiras do estado do Rio de Janeiro, como sobre a capital do império; o manancial de informações sobre costumes da época desde o aparecimento do espiritismo no interior ou de como um padre local resolveu essa questão; das roupas, da divisão dos escravos entre aqueles que trabalhavam dentro de casa, dos que trabalhavam no campo e dos que vendiam produtos para seus senhores, tudo isso foi fascinante.

Também de grande valia foi saber como os títulos nobiliárquicos eram adquiridos, por quem; que havia homens negros barões; saber dos paralelos entre a escravidão no Brasil e aquela na Rússia; saber como as fazendas cafeeiras de meados do século XIX no Rio de Janeiro eram organizadas, tudo isso foi de uma riqueza tão grande que no momento reconheço que não posso medi-la porque sei que são informações a que poderei recorrer quando e se necessário no futuro.

 

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Mas como obra de ficção esse livro deixa a desejar. Talvez por querer iluminar o leitor com seu conhecimento Mary del Priore perca a oportunidade de fazer uma história mais lesta, mais dinâmica. Muito do que ela passa talvez fosse melhor administrado através de ações, de diálogo. Tenho a impressão de que deu-se uma batalha entre a autora historiadora e a ficcionista. A historiadora venceu. Não perdemos com isso, como leitores, porque a informação continua lá. O que perdemos foi a sensação de que esses personagens (que foram reais) existiram de fato, em carne e osso. Que a vida, dinâmica, feliz e cruel era vivida. Mesmo assim essa é uma leitura é pra lá de interessante.

 

Mary Del PrioreMary del Priore

Não sei se por marketing, por tentar encontrar uma maneira de popularizar essa vinheta da vida brasileira, acho que a descrição da capa “O triângulo amoroso de um conde russo, uma baronesa do café e uma ex-escrava no século XIX”, um exagero. É claro, tudo isso está no texto, mas a importância desse triângulo amoroso não é tão relevante quanto a capa dá a entender. Foi marketing e desnecessário porque a história é ótima, mesmo antes da amante ex-escrava entrar em cena e mais da metade do livro se passa sem que ela entre na história.

De qualquer modo, uma boa leitura e muito enriquecedora.

 

NOTA: Excelentes notas e bibliografia no final da obra.





A Primeira Cruz, texto de Ofélia e Narbal Fontes

13 08 2015

 

volpi+mogi+1932+1933Mogi das Cruzes, 1932

Alfredo Volpi (Itália/Brasil, 1896-1988)

óleo sobre tela

Museu de Arte Moderna

 

 

“Só depois de quatro dias de caminhada, a bandeira saiu da mata e marchou por uma campina até as barrancas do rio Mogi. E como já fosse tarde, armou acampamento ali mesmo. Já ao clarear do outro dia, atravessava o rio a vau com água pelo peito. Os tropeiros tiveram de repartir a carga das mulas e fazer o transporte em duas ou mais viagens. Os negros erguiam os fardos de provisões acima da cabeça e transpunham o rio penosamente… Enquanto isso, Nuno Ramires andava numa extraordinária atividade, confabulando, aliciando a chusma de aventureiros, preparando enfim, com antecedência que lhe parecia necessária, a grande traição…

Assim prosseguiu a bandeira, conseguindo percorrer cerca de cem léguas em trinta dias, por uma trilha conhecida pelos mineiros de Sabará, até que atingiu as barrancas do rio Grande. Aí fez alto. E dentro e pouco havia uma atividade febril no acampamento: o Anhaguera dirigia, pessoalmente, a fabricação de canoas para a travessia do rio.”

 

Em: Gigante de Botas (novela histórica), Ofélia e Narbal Fontes, São Paulo, Saraiva; 1963, p. 49

 

Anhaguera: Bartolomeu Bueno da Silva foi um bandeirante do Brasil colonial e colonizador do Brasil central (Goiás).








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