Gemas da arquitetura carioca: Palácio do Itamaraty

16 01 2020

 

 

11-4Espelho d’água do Palácio do Itamaraty, Rio de Janeiro

 

Construído entre 1851 e 1855 para residência de Francisco José da Rocha Leão, Conde de Itamaraty foi obra, no estilo ne0-clássico, do brasileiro José Maria Jacinto Rebelo, discípulo de Grandjean de Montigny e um dos principais arquitetos deste período.

Sua famosa imagem com um espelho d’água rodeado de palmeiras reais, abrigo de conhecido par de cisnes, é na verdade os fundos da construção oitocentista.

 

Palácio-do-Itamaraty-Rio-de-Janeiro-por-FulviubsasEntrada principal do Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro.

 

A fachada principal do prédio, localizado no centro da cidade, está na Avenida Marechal Floriano 196, na época chamada rua Larga de São Joaquim. O palacete abrigou originalmente a família do abastado comerciante de café e de pedras preciosas, Francisco José da Rocha (1806-1883), agraciado com título de Conde, filho do barão de Itamaraty. A construção, que é conhecida pela cor rosa clara com detalhes em branco, foi vendida ao governo republicano, tornando-se sede da Presidência da República 1889 a 1898.  Antes da virada do século passou a ser sede do Ministério das Relações Exteriores. Por sete décadas a diplomacia brasileira e o Palácio do Itamaraty foram associados em uma única imagem, por isso o termo Itamaraty s tornou-se  cognome oficial desse ministério.

 

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Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional [IPHAN] em 1938 o palácio, hoje, é sede de representação do Ministério das Relações Exteriores no Rio de Janeiro.  Também abriga  grandes acervos do Museu Histórico e Diplomático, do Arquivo Histórico e da Mapoteca.

 

 





Gemas da Arquitetura Carioca: Casa da Fazenda do Engenho D’Água

11 01 2020

 

 

 

Fotografada em 25 de setembro de 2014 por Eddie CordFotografada em 25 de setembro de 2014 por Eddie Cord

 

Exemplar representativo dos engenhos de açúcar do século XVIII, pertenceu  a um grande proprietário de terras da região, o Visconde de Asseca, Martim Correa de Sá, ( O rei do açúcar da velha baixada de Jacarepaguá). É uma construção localizada no bairro de Gardênia Azul, em Jacarepaguá, RJ, RJ.  Apesar de tombada pelo Patrimônio Histórico (IPHAN) em 1938, ainda é propriedade particular.

Trata-se de um casarão branco de dois andares de portas e janelas azuis. Bom exemplo de construção colonial rural. Note-se o alpendre colunado.  Era, provavelmente, uma construção simétrica, que perdeu os traços originais, como vemos hoje, com a adição de uma capela para a família à esquerda da fachada original.  Note também escada que se abre em forma de curva e azulejos que decoram o espelho da escada de acesso.

Só os jardins podem ser acessados pelo público, já que a propriedade é particular.

 

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Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

31 07 2015

 

FERNANDO CORRÊA E CASTRO (1933). Jardim do Palácio do Catete - Rio, óleo stela, 27 X 35.Jardim do Palácio do Catete

Fernando Corrêa e Castro (Brasil, 1933)

óleo sobre tela, 27 x 35 cm





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

3 07 2015

 

 

RANZINI, FelisbertoPaisagem iconografica - aquarela - med. 49 x 32 cmIgreja de Nossa Senhora do Brasil, Urca, década de 1940

Felizberto Ranzini (Itália/Brasil, 1881 – 1976)

aquarela sobre papel, 49 x 32 cm





Rio de Janeiro comemorando 450 anos!

26 06 2015

 

 

gerson_coutinho.Santuário da Penha óleo sobre eucatex datado 1937 18x25cm.Santuário da Penha, 1937

Gérson [de Azeredo] Coutinho (Brasil, 1900-1967)

óleo sobre eucatex, 18 x 25 cm





A missa da Capela Imperial, texto de Paulo Setúbal

4 06 2015

 

 

BRENNO TREIDLER - Rua Primeiro de Março, RJ, 1895 - aquarela - 23,3 x 35Rua Primeiro de Março, RJ, 1895

[Capela Imperial, antiga Sé, à direita]

Benno Treidler (Alemanha/Brasil, 1857-1931)

Aquarela sobre papel, 23 x 35 cm

PESP [Pinacoteca do Estado de São Paulo]

 

 

“A Capela Imperial… Ah! a mais bela coisa do Rio de Janeiro, nos começos do século passado, foram, sem dúvida alguma, as solenidades da famosa Capela. D. João VI, curiosa mistura de Rei e de frade, mandou decorá-la suntuosamente. Vieram trabalhar nela os nomes mais brilhantes da época. José de Oliveira pintou as paredes. Manuel da Cunha, o teto. Raimundo da Costa e Silva, a “Ceia”. E José Leandro, o célebre José Leandro, figura culminante do tempo, a grande tela do Altar-Mor. D. João VI, como todos os Braganças, adorava as pompas religiosas. Com generosidade de nababo, gastando às mãos cheias, el-Rei mandava buscar na Europa artistas reputadíssimos, compositores e músicos, castrati de larga fama, a fim de abrilhantar com eles as festas de sua Capela. Naquele recinto, com efeito, nos dias de gala, fremiu muita vez o gênio do padre José Maurício. Flamejou o talento magnífico de Neukomm. Ecoou a larga inspiração de Marcos Portugal. Ali, nas grandes cerimônias da religião, retumbou muita vez a voz de Mazziotti e de Tanners, os dois famosos contraltos italianos. Ali foram admirados e louvados, com grande entusiasmo para o bairrismo dos brasileiros, o tenor Cândido Inácio, que era a mais doce e a mais sonora garganta de Minas, assim como o baixo João dos Reis, cuja voz poderosa, da mais larga ressonância, fazia tremer nos caixilhos as vidraças da Capela.

Havia, portanto, razões de monta, e de sobejo, para que D. Domitila de Castro ansiasse por assistir à missa de domingo. O que mais a seduzia, porém não era, seguramente, o ir ver, entre os entalhes dourados da Capela, os painéis de José Leandro; nem escutar a música do padre mulato que enchia a Corte com a fama de seu gênio; nem tampouco ouvir a flamância de Mont’Alverne,o apregoado orador franciscano, cuja glória, que subira tão alto, começava então a crescer. O que a seduzia, o que a espicaçava mais agudamente, tornando-a tão alvoroçada por assistir àquela missa era poder — enfim um dia! — contempla a Corte bem de perto, misturar-se com orgulho às Damas do Paço, roçar por entre aquelas fidalgas emproadas, e mostrar, do alto de uma tribuna, acintosamente, as graças e os feitiços de sua mocidade e do seu fascínio.

Ah! Os requintes que pôs a perturbante senhora em se alindar para tão suspirado triunfo! As águas de cheiro! Os pós de França! As luvas de doze botões! O leque de marfim e ouro! Madame de Saissait, a modista francesa da rua do Ouvidor, preparou-lhe um vestido ousadamente bizarro, à Zamperini, moderníssimo, cor de cenoura, de corpete muito teso, com imensa e donairosa sobre-saia, caindo em ondas largas, bordado a fio de prata. E que apuro de detalhes… Desde o penteado alto, com o trepa-moleque de safiras, até o escarpim pequenino, de fivela dourada, tudo nela era encantador. E quando, diante do toucador, depois de empoada e perfumada, a cintilar de joias, D. Domitila se remirou no seu espelho de Veneza, correu-lhe a epiderme um arrepio voluptuoso, seus lábios sorriram o sorriso da vaidade. Estava magnífica! Olhos úmidos e negros, boca sangrenta, talhe ondeante, todo pluma, aqueles vinte e quatro anos, quentes, sazonados, irradiavam frescura e trescalavam juventude. “

 

Em: A Marquesa de Santos, romance histórico, Paulo Setúbal, Rio de Janeiro, Cia Editora Nacional: 1984, 12ª edição, pp, 76,77. Originalmente publicado em 1925.





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

29 05 2015

 

Grover Chapman, OSE, Arcos da Lapa 25 x 20 cm , ass. no CID , datado de 1982Arcos da Lapa, 1982

Grover Chapman (EUA/Brasil, 1924-2000)

óleo sobre eucatex,  25 x 20 cm








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