Sete de setembro, dia da Independência do Brasil!

7 09 2016

 

 

7-de-setembro-independencia-do-brasil©Maurício de Sousa




7 de setembro, Dia da Independência!

7 09 2014

 

 

Aldemir Martins,Independência (óleo sobre tela, 122x103 cm)Independência, s.d.

Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)

óleo sobre tela, 122 x 103cm

 

7 de setembro, Independência do Brasil!





7 de setembro — Dia da Independência do Brasil!!

7 09 2013

Djanira, Independência,Independência, 1968

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914 – 1979)

óleo sobre tela

Orgulho de ser brasileira!

 





Mapas do Brasil do século XVI para a Semana da Pátria

31 08 2013

Brazil-16-mapMapa do Brasil, século XVI.

a14fig08mapasMapa de Pero Fernandes, 1545.

Brazil_16thc_mapMapa do Brasil, século XVI.

a14mapsAtlas de Sebastião Lopes, 1565.

mapa do brasil,giacomoMapa de Giàcomo Gastaldi, 1550.

SouthAmerMap1585AMapa parcial do Brasil e vizinhos, 1585.

CapitaniasMapa de Luís Teixeira, 1574.

Add 5415A f.23v-24 Atlas by Diego Homem of South America, showing Indians in their settlements, Spanish Expeditionary Force Camp and Men in Armour, c.1558Mapa Diego Homem, 1558.

piri-reisMapa Piri Reis, 1513.

_1573_TeixeiraMapa, 1573.




Que é o Brasil? texto de Viriato Corrêa, do livro infantil Cazuza (1938)

7 09 2011

Que é o Brasil?

Viriato Corrêa

“De pé, junto à mesa, olhos fixos no Floriano, o professor João Câncio prosseguiu:

— Pergunta você que é o Brasil?  É tudo que temos feito em prol do progresso, da moral, da cultura, da liberdade e da fraternidade.  O Brasil não é o solo, o mar, o céu que tanto cantamos.  É a história, de que não fazemos caso nenhum.

O Brasil é obra de seus construtores, ou melhor, daqueles que o tiraram do nada selvagem e o fizeram terra civilizada.

E o trabalho dos jesuítas, de Nóbrega e de Anchieta, em plena floresta, transformando antropófagos em seres humanos.

O Brasil é a coragem dos defensores de seu solo.  É Estácio de Sá, é Mem de Sá, é Araribóia, repelindo os franceses do Rio de Janeiro, é Jerônimo de Albuquerque expelindo os franceses do Maranhão.  São os patriotas de Pernambuco, arrasando o domínio holandês do Norte.  São os cariocas lutando com Duclerc e Duguay-Trouin.

O Brasil é a obra dos bandeirantes:  Antônio Raposo, Fernão Dias Pais, Borba Gato, Bartolomeu Bueno, desbravando sertões à procura de ouro e de pedras preciosas.

O Brasil é o esforço da sua gente para tirar da terra os bens que a terra dá a quem trabalha.  É a cana-de-açúcar que, já no século do descobrimento, era uma das maiores riquezas do país.  É o esplendor das minas de ouro do século XVIII, que deixaram o mundo embasbacado.

É o café que engrandeceu São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Espírito Santo e que atualmente é a nossa maior riqueza.  É o algodão, a riqueza do Nordeste; o cacau, a riqueza da Bahia, e a borracha, a riqueza da Amazônia.

O Brasil é a sua indústria pastoril.  É a atividade dos paulistas  e dos baianos, espalhando boiadas pelo território nacional desde os primeiros dias da nossa história.

O Brasil é o trabalho obscuro dos negros nos campos de criação e lavoura, nas minas, nos trapiches e nas fábricas.

Pátria brasileira, meu meninos, continuou ardentemente, é tudo que se fez para que tivéssemos liberdade.  É a Inconfidência Mineira, com Tiradentes morrendo na forca.  É o martírio de Domingos José Martins e do Padre Roma, na revolução de 1817.  É o trabalho de José Bonifácio e de Joaquim Ledo, na Independência.  É o sacrifício de Frei Caneca e do padre Mororó, na Confederação do Equador.  É o verbo de Patrocínio e Nabuco, na Abolição.  É Silva Jardim, Benjamim Constant e Deodoro, realizando a República.

Pátria brasileira é a obra dos patriotas da Regência.  É a energia do padre Feijó, sufocando a desordem; é a espada de Caxias, impedindo que o país se desunisse.

O Brasil é a glória de seus grandes filhos.  É o gênio de Bartolomeu de Gusmão produzindo a Passarola. 

Em vez de exaltarmos os céus azuis, as montanhas verdes, os rios imensos, exaltemos os homens que realizaram as obras em favor da nossa indústria e do nosso comércio.  Exaltemos Mauá e Mariano Procópio, que construíram as nossas primeiras estradas de ferro; Barbacena, que fez navegar, nos nossos rios, o primeiro barco a vapor.

O Brasil são os seus grandes vultos nas ciências, nas letras e nas artes.  É Teixeira de Freitas.  É Rui Barbosa.  É Varnhagem.  É a veia poética de Gonçalves Dias e de Castro Alves.  O pincel de Pedro Américo e de Vítor Meireles.  A inspiração musical de Carlos Gomes.

Num país, a beleza da paisagem, o fulgor do céu, a extensão dos rios, as próprias minas de ouro, são quase nada ao lado da inteligência, da energia, do trabalho, das virtudes morais de seus filhos.

E, com a voz inflamada pelo entusiasmo, concluiu.

— É essa energia, esse trabalho, essa inteligência, essas virtudes morais, que a nossa bandeira representa“.

Em: Cazuza, de Viriato Corrêa, São Paulo, Cia Editora Nacional: 1966, 14ª edição. Originalmente publicado em 1938.

Exercício para a sala de aula:

Esse texto do escritor  Viriato Corrêa foi publicado em 1938.   Por isso ele não lista outros grandes brasileiros que vieram depois dos anos 30 do século XX e  que contribuíram para que o Brasil se tornasse o grande país que é.  Liste outros grandes brasileiros que não estão nessa lista acima.

 Feliz Dia da Independência do Brasil!

Manuel Viriato Correia Baima do Lago Filho (Pirapemas, MA 1884 — Rio de Janeiro, RJ 1967) – Pseudônimos: Viriato Correia, Pequeno Polegar, Tibúrcio da Anunciação. Diplomado em direito, jornalista, contista, romancista, teatrólogo, autor de literatura infantil e crônicas históricas, professor de teatro, membro da ABL e político brasileiro.

Obras:

Minaretes, contos, 1903

Era uma vez…, infanto-juvenil, 1908

Contos do sertão, contos, 1912

Sertaneja, teatro, 1915

Manjerona, teatro, 1916

Morena, teatro, 1917

Sol do sertão, teatro, 1918

Juriti, teatro, 1919

O Mistério, teatro, 1920

Sapequinha, teatro, 1920

Novelas doidas, contos, 1921

Contos da história do Brasil, infanto-juvenil, 1921

Terra de Santa Cruz, crônica histórica, 1921

Histórias da nossa história,crônica histórica, 1921

Nossa gente, teatro, 1924

Zuzú, teatro, 1924

Uma noite de baile, infanto-juvenil,1926

Balaiada, romance, 1927

Brasil dos meus avós, crônica histórica, 1927

Baú velho, crônica histórica, 1927

Pequetita, teatro, 1927

Histórias ásperas, contos, 1928

Varinha de condão, infanto-juvenil, 1928

A Arca de Noé, infanto-juvenil, 1930

A descoberta do Brasil, infanto-juvenil,1930

A macacada, infanto-juvenil, 1931

Bombonzinho, teatro, 1931

Os meus bichinhos, infanto-juvenil, 1931

No reino da bicharada, infanto-juvenil, 1931

Quando Jesus nasceu, infanto-juvenil, 1931

Gaveta de sapateiro, crônica histórica, 1932

Sansão, teatro, 1932

Maria, teatro, 1933

Alcovas da história, crônica histórica, 1934

História do Brasil para crianças, infanto-juvenil, 1934

Mata galego, crônica histórica, 1934

Meu torrão, infanto-juvenil,1935

Bicho papão, teatro, 1936

Casa de Belchior, crônica histórica, 1936

O homem da cabeça de ouro, teatro, 1936

Bichos e bichinhos, infanto-juvenil, 1938

Carneiro de batalhão, teatro, 1938

Cazuza, infanto-juvenil, 1938

A Marquesa de Santos, teatro, 1938

No país da bicharada, infanto-juvenil, 1938

História de Caramuru, infanto-juvenil, 1939

O país do pau de tinta, crônica histórica, 1939

O caçador de esmeraldas, teatro, 1940

Rei de papelão, teatro, 1941

Pobre diabo, teatro, 1942

O príncipe encantador, teatro, 1943

O gato comeu, teatro, 1943

À sombra dos laranjais, teatro, 1944

A bandeira das esmeraldas, infanto-juvenil, 1945

Estão cantando as cigarras, teatro, 1945

Venha a nós, teatro, 1946

As belas histórias da História do Brasil, infanto-juvenil, 1948

Dinheiro é dinheiro, teatro, 1949

Curiosidades da história do Brasil, crônica histórica, 1955

O grande amor de Gonçalves Dias, teatro, 1959.

História da liberdade do Brasil, crônica histórica, 1962





Viva o dia da Independência! Viva o 7 de setembro!

7 09 2011

Esta é a 1ª bandeira do Brasil, depois da nossa independência!

Um bom feriado a todos!





Ipiranga, poesia para o Dia da Independência, Bastos Tigre

5 09 2011

Paisagem do Campo do Ipiranga, 1893

 Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1937)

Óleo sobre tela, 100 x 147 cm

Museu do Ipiranga, USP

Ipiranga

                        7 de setembro

                       Proclamação da Independência

Era arroio humilde e pequenino,

A deslizar, tranquilo e mansamente

Sem ideais e sem destino,

Sem ambições no coração de água corrente.

Boiadeiros, tangendo, nas estradas,

Cansadas reses, em jornadas lentas,

Buscavam-te por vezes.  E as boiadas

Bebiam, ávidas, sedentas,

Tuas águas barrentas.

Ipiranga, outro préstimo não tinhas.

Riacho, ribeiro, córrego, regato…

Jamais se soube de onde vinhas,

A serpentear dentro do agreste mato.

Jamais se soube aonde ias,

Rolando molemente nos calhaus,

A tua vida sempre igual, todos os dias,

Sem dias bons, sem dias maus.

No teu sono de rio preguiçoso

Não pensaste, jamais, que, num surto triunfal,

Chegarias a ter neste apogeu glorioso

Os fidalgos brasões de nobrreza fluvial.

E em radiosa manhã de setembro, eis que, ousado,

A tua timidez de córrego abandonas

E penetras na história audaz, transfigurado

Em possante caudal, desafiando o Amazonas.

E do teu curso, então, muda-se a trajetória;

E demarcas com ela, heril e sobranceiro,

Nos novos mapas da brasileira história.

A linha divisória

Entre Brasil-colônia e o Brasil brasileiro.

Ipiranga! Que importa, acaso, a procedência

A origem do teu nome?  Ipiranga, em verdade,

No idioma do Brasil traduz Independência,

Na língua nacional quer dizer: Liberdade!

Rio imenso, o Brasil cortas de sul a norte

E entram pelos sertões teus afluentes, aos mil.

Na voz d’água clamando.  Independência ou Morte.

Nas cachoeiras cantando o nome do Brasil.

Em: Antologia Poética, Bastos Tigre, 2 vols, Rio de Janeiro, Ed. Francisco Alves: 1982.

Manoel Bastos Tigre nasceu no Recife em 1882.  Formou-se em engenheiro pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro.  Mas dedicou-se às letras.  Estreou na imprensa carioca em 1902, no Correio da Manhã, onde manteve uma coluna humorística diária: Pingos e Respingos, até a sua morte em 1957.  Foi o primeiro bibliotecário brasileiro por concurso o que lhe valeu o título e Patrono dos Bibliotecários do Brasil.








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