Cuidado, quebra!

18 01 2018

 

 

34016da5cd59349bbe46ab31ea946dbaJarra com aplique de bacante, anos 50 a 75 E. C.

Provavelmente, norte da Itália

Vidro, 19 x 10 cm

Corning Museum of Glass

 

Essa jarra mostra embaixo da alça um aplique de máscara de bacante, uma seguidora do deus Baco, deus do vinho. Dois métodos de formação e de adesão de apliques que eram usados na Europa durante e depois da Renascença também foram usados na era romana. No primeiro o vidreiro preenche acima do nível uma forma com vidro fundido,  pressiona a forma de encontro à jarra e esquenta de novo a jarra para retirar o excesso de vidro em volta da decoração.  No segundo método o vidreiro aplica uma bola de vidro fundido à jarra e imprime nela o molde (a forma) do desenho desejado, como se faria com uma estampa. Quanto maior o vidro fundido aplicado, maior a extensão da jarra que será “amaciada” no fogo, e isso muitas vezes conduz a distorções da forma.  Por isso mesmo, grandes apliques grandes aplique são em geral moldados e fundidos à vasilha (neste caso uma jarra) depois que a peça tenha esfriado um bocado.  Mas pequenos apliques são em geral colocados pelo método da estamparia, como descrito acima.





Em três dimensões: Anônimo

5 07 2016

 

 

Bronze statuette of a veiled and masked dancerDançarina, século III a. E. C.

[conhecida como The Baker Dancer]*

Bronze, 20 cm de altura

Metropolitan Museum, N.Y.

 

*  Pelo nome do colecionador que doou a escultura ao museu: Walter C. Baker





Em três dimensões: Anônimo, Grécia antiga

1 06 2016

 

 

WOA_IMAGE_1Jovens brincando, início do século III a. E. C.

Grécia Antiga, Corinto

barro pintado, 26 cm de altura

Hermitage, São Petersburgo

 





Nos mistérios de Gizé, texto de Francisco da Silveira Bueno

9 02 2016

 

 

PPOLITO CAFFI (Belluno 1809 - Lissa 1866) CARAVANRepouso da caravana no deserto, 1844

Ippolito Caffi (Itália, 1809-1866)

óleo sobre tela,  18 x 25 cm

 

 

Naquela tarde de verão egípcio, quando o sol se punha quase às nove horas da noite, devíamos visitar, no planalto de Gizé, as mais que célebres pirâmides de Queops, Quefrem e Miquerinos. Era o complemento da visita feita ao Museu do Cairo, onde já tínhamos visto a estátua de Queops, toda de marfim; o enorme colosso de Quefrem e o famoso grupo de Miquerinos ladeado pelas deusas de Jackal. Todos esses reis dormiam, há séculos, nas sombras das suas pirâmides, velada pela Esfinge, guardados pelas areias do deserto, mas agora expostos à curiosidade dos turistas. Podíamos ir a Gizé de automóvel: seria uma profanação! Imaginem o contraste de um “Chevrolet” americano junto à Esfinge de Gizé! Podíamos ir a cavalo: seria muito prosaico. Devíamos ir então a pé, como peregrinos, para prosternar-nos ante esses sarcófagos imortais? Não: ó o camelo é digna montaria de um hóspede do Egito. Só o dromedário, com sua giba em forma de pirâmide, completaria o quadro faraônico, daria a impressão da vida egípcia, sombra a mover-se nessa imobilidade do deserto. E descemos dos modernos automóveis do Cairo e tomamos os  nossos dromedários a caminho da cidade dos mortos. A perspectiva, porém, dessa alimária tão alta e tão exótica, verdadeiro arranha-céu ambulante, começou a inquientar-nos. Nenhum de nós era atleta e como encarapitar-nos lá em cima, naquela corcova? A um aceno de mão do cameleiro, o dócil animal prosternou-se ante nós como a oferecer-nos a comodidade do amplo dorso, ampla cadeira balouçante, verdadeiro tombadilho de navio naquele oceano de areia. Vencidas as dificuldades da escalada, lá nos fomos, a passo lento, com todas as precauções, entre o riso escarninho dos cameleiros, sob a vaia dos que nos achavam bisonhos demais, rumo das pirâmides.”

 

 

Em: Pelos caminhos do mundo, Francisco da Silveira Bueno, São Paulo, Saraiva: 1956, p. 121.





Em três dimensões: Anônimo

2 12 2015

 

busto_fonsecaBusto Fonseca, século II, E.C.

Mármore, 63 cm de altura

Museus Capitolinos, Roma





Biblioteca de Alexandria, texto de Márcio Tavares D’Amaral

26 09 2015

 

library-at-AlexandraInterior imaginado da Biblioteca de Alexandria, gravura de O.Von Corven.

 

“A biblioteca de Alexandria foi a maior da Antiguidade. Fundada no século III a. C., teve a missão de recolher ao menos um exemplar de todos os livros escritos no mundo. Setecentos mil rolos e papiros foram protegidos pelas suas paredes! Estava aberta a todas as áreas da poderosa inquietação que nos move a ser e saber mais do que temos sabido e sido. Uma fonte, uma torrente, uma gula de inundar desertos. A biblioteca de Alexandria existiu de verdade. E, tendo sido destruída, é também, até hoje, para quem gosta de livros, um mito. A mãe das bibliotecas. A casa dos sábios.”

 

Em: “Bibliotecas”, Márcio Tavares D’Amaral, O Globo, 05/09/2015, 2º caderno, página 2.





Em três dimensões: Yves Pires

15 09 2015

 

 

Yves Pires - French SculptorÉs, para mim, como o alimento para a vida

[Shakespeare, soneto: LXXV, So are you to my thoughts as food to life]

Yves Pires (França, 1958)

www.yvespires.com








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