Imagem de leitura — François Martin-Kavel

28 02 2014

67333863_1291266382_01Jonge_vrouw_met_rozenFrancois Martin-Kavel (1861-1931)bJovem mulher com rosas, s.d.

François Martin-Kavel (França, 1861-1931)

Pintura utilizada na tampa da lata de biscoitos Biscuit Olibet





Aplausos para o anúncio de Natal do Banco Itaú!

23 12 2009

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De todos os anúncios que eu vi na televisão brasileira nesta época do Natal, o de que mais gostei, e que mais me emocionou pela riqueza das imagens mas, sobretudo, pelo abraço dado a todos os povos de diversas religiões, foi o anúncio do Banco Itaú. Coincidentemente, este anúncio, como tantos outros este ano, não tem palavras a não ser no final, no que chamamos de assinatura do comercial. O anúncio inteiro se baseia em sons, únicos, de sinos.  Baseia-se na música dos sinos, na magia universal que os sons tirados dos sinos nos reservam.   As imagens abraçam dezenas de grupos culturais do mundo inteiro todos com representação no Brasil:  dos padres franciscanos aos rabinos dançando em círculo, aos muçulmanos, chineses, indianos, e no Brasil, dos gaúchos, mineiros, nordestinos e demais.   Este é um anúncio que me toca por sua inclusão social, pelo traço de união que os sinos demonstram ter em comum com todos os povos.  E acima de tudo é um anúncio especial pelo fechamento ou assinatura  lembrando a universalidade do tema de paz, perdão, renovação, fé.  Temas que fazem o verdadeiro espírito do Natal.  Belíssimo!  Parabéns ao Banco Itaú e seu departamento de marketing pelo presente visual e acústico que nos deu.

NOTA:  No ano em que os sons dos sinos das igrejas mineiras foram considerados bem imaterial a ser preservado pelo Patrimônio Histórico Nacional, este anúncio, mostra como o som de sinos tem, de fato, um apelo universal na chamada ao lado espiritual de cada um de nós.





O comercial de O Boticário no Natal: um desrespeito com o consumidor brasileiro

30 11 2009

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Fiquei bastante surpresa ao assistir ao comercial da cadeia O Boticário na televisão brasileira. Com o vídeo acima, belíssimo com certeza, o consumidor brasileiro, normal, que não tem qualquer obrigação de saber uma outra língua, e muito menos exclusivamente a língua inglesa, é submetido a um comercial totalmente em inglês.

Este é um comportamento que além de arrogante, manifesta total descaso com a nossa cultura. O que foi que aconteceu?

Não temos bons compositores? — Nossa música em geral não cativa o público? Por isso recorremos a uma canção protestante, um gospel americano, produzido por Harry Dixon Loes (1895-1965) nos anos 20?

Não temos letristas ou poetas? — As letras de nossas músicas são muito herméticas? Por isso recorremos a um poema numa outra língua, porque hermético por hermético… ficamos com o inglês…

Não temos agências de propaganda capazes? O encantamento natalino só pode ser entendido com um toque de hemisfério norte?  Com um ar de EUA?

Ou será que este anúncio é um ato de segregação social?  Só os inciados são dignos de serem nossos clientes? O dinheiro de quem não entende inglês não interessa?

Esta é mais uma forma de se mostrar a mentalidade do complexo de subdesenvolvido. 

Será que nos EUA um anúncio em alemão iria ser mostrado em cadeia nacional com esperanças de venda?  Ou será que na França as cadeias televisivas mostrariam um comercial em sueco com esperanças de atingirem a grande população do país?

Pode até ser uma medida de economia.  Já que é uma companhia internacional, eles fizeram um anúncio para o mundo inteiro.  E por que, então, não o fizeram em português ( afinal é uma companhia brasileira) e com legendas para cada país em que estão representados?  Será porque esses outros povos não responderiam a um anúncio em língua estrangeira?

De quem foi a infeliz idéia de desmoralizar a nossa cultura a esse ponto?

Neste Natal não comprarei presentes de O Boticário. 

E tem mais, vou falar com todos que conheço para fazerem o mesmo. 







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