Flores para um sábado perfeito!

18 05 2019

 

 

 

ISRAEL SODRÉ, Arranjo com Rosas brancas, o.s.t., 60 x 80cm, assinado

Arranjo com rosas brancas

Israel Sodré (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm





Rio de Janeiro, à beira da Guanabara!

3 05 2019

 

 

 

Dall'ara, TiradentesPraça Tiradentes, com o restaurante Stadt München

Gustavo Dall’ara (Itália/Brasil, 1865 -1923)

óleo sobre tela,  62 x 46 cm

Museu Imperial, Petrópolis





Imagem de leitura — Stanhope Alexander Forbes

6 05 2012

Por entre os pinheiros, 1915

Stanhope Alexander Forbes (Irlanda 1857-1947)

óleo sobre tela

Stanhope Alexander Forbes  nasceu em 1857 em Dublin na Irlanda. Estudou arte na Escola de Arte Lambeth e mais tarde completou sua educação em Paris, no ateliê de Léon Bonnat.  Na França ele desenvolveu a técnica de pintura “ao ar livre”.  Retornou à Irlanda em 1884 e imediatamente se tornou um líder no movimento artístico do país sendo um dos membros fundadores da  chamada Escola de Newlyn, fundada em 1899 com sua esposa, a também pintora, Elizabeth Forbes.   Faleceu em 1947.





O carnaval carioca, texto de Gilberto Amado

19 02 2012

Baile de Carnaval, c. 1930

Bigio Gerardenghi (Itália, 1876 -Brasil, 1957)

óleo sobre tela, 54 x 75 cm

Carnaval

Gilberto Amado

…………

É que os jornais e o povo estavam preocupados com uma questão grave; não a falta de água, que esta há de por fim jorrar da discussão dos competentes; não do famigerado caso do Conselho, não de outros casos mais ou menos contundentes, mas de uma questão em que se empenha o carioca com todas as forças de sua alma — o carnaval.

De fato, o carioca não podia pensar em outra coisa, ter entusiasmos ou entregar-se mesmo ao curso normal de suas impressões no momento angustioso em que lhe ameaçam extinguir a tradição  mais profunda da cidade, a mais original e querida de todas.

O carioca é um ser resignado que vive aos 36º de temperatura, que suporta a poeira da Light, que perde dez horas, pacientemente em qualquer repartição pública onde tem caído um requerimento, que vai ali ao correio da Avenida Central por uma carta e gasta três horas a esperar que Deus o ajude com um selo, que não há jeito de receber um telegrama com menos de doze horas de atraso; que de improviso pode ser bombardeado pelo João Cândido ou por outros, que é servido por criados, cocheiros, choferes que vêm diretamente da Galiza, que agüenta todas as carestias do regime protecionista, que vai ao Lírico neste verão, que não tem água suficiente enquanto as montanhas túmidas a ofertam, que vive contente com todos os governos, que não é anarquista, que respeita a sistematização das classes, que não tem “reivindicações” a fazer; o carioca é, enfim, o ser mais paciente, mais tolerante, mais resignado do mundo.

Carnaval, 2003

Juarez Machado (Brasil, 1941)

pastel sobre papel, 70 x 100 cm

Tudo ele sofre com a serenidade bíblica que Deus lhe deu; mas o carioca tem um ponto fraco, um Nogli me Tangere muito sensível. É o carnaval.  São estes três dias vadios, em que ele pode despicar-se das angústias do ano inteiro; em que pode embebedar-se sem que o aviltem de ébrio; e que pode desprumar-se da sua elegância postiça sem que Figueiredo Pimentel o reprimenda; em que pode saltar, gritar, gesticular, sem que o achem desgracioso e ridículo; em que pode amar a descoberta e dissimular no eufemismo nas bisnagas apalpadelas gostosas sem conseqüências policiais ou outras, e ainda é nesses dias que ele pode dizer, posto de que leve, com a valentia efêmera dos fracos, algumas verdades que todos sentem durante o ano, mas que ninguém tem a coragem de dizer.  Só no intervalo vadio desses dias ele pode manifestar a sua alma folgazã, e todo o seu fogo  meridional, que se concentra durante o ano, parece só nessas horas fugazes expandir-se.

O carnaval entre nós deixa de ser assim a festa pagã que o cristianismo não estragou de todo – em que resta alguma vivacidade e algumas alegrias dionisíacas – para ser mais do que tudo isto: uma tradição venerável, uma festividade adorada, um hábito da sociedade que yem a significação de um desafogo na existência árida do brasileiro, que vive sem comodidade, sem dinheiro, sem orgulho, sem heroísmo, sem coisa nenhuma.

Eu, de mim, sou insuspeito, porque não morro de amores por Colombina, tanto que uso fugir discretamente da cidade para a ver de longe ou para a não ver.

Mas a multidão pensa de outro modo, e ela tem mais direitos do que qualquer um de nós, pois que ela é que sofre mais e é ela que durante os meses do ano, penando, ansiando, fazendo sacrifícios, vai acumulando economias para o carnaval, para o fazer brilhante, como uma noiva que reúne com esforço todo cabedal para a festa do casamento. Pode até dizer-se que o carnaval é a festa nupcial da população do Rio, o período em que ela se casa com a Alegria, de que anda sempre divorciada com a sua fisionomia sorumbática, com a sua gravidade, oh! a hedionda mazorrice de povo cansado, que não tem capacidade nervosa para o prazer.

Porta-bandeira, s/d

Menase Vaidegorn ( 1927)

óleo sobre tela

E foram esses boatos de que iam proibir o carnaval – que a tanto importava o catolizá-lo – que deu preocupação e tão graves nuvens carregou no sobrolho do carioca.

Felizmente, esses boatos são mentirosos.  Nem o Presidente da República quis negar a subvenção anual do estado, que é uma norma e um dever até porque corresponde a um hábito da população que vive empobrecendo para enriquecer o estado, nem o Sr. Chefe de Polícia pretende, como tão levianamente se propalou, converter Pierrô à igreja e o constranger a trocar as suas vestes frívolas pelo balandrau respeitável e obrigá-lo ao uso de óculos pretos, barbas negras, e a andar pela rua lento, conselheiral, com o passo de um senador antigo.

O Sr. Chefe de Polícia, como bom católico, não gosta de malandrices, mas também não deseja mal a esse pobre Pierrô, coitadito, que é quase um anjo do Céu, um ingênuo com a sua face branca e a sua jovialidade infantil…

Felizmente, os desmentidos são claros, positivos.  Desfizeram-se os boatos.  O carnaval continuará pagão; aparecerão os préstitos fulgurantes e o carioca, rejubilado desde ontem e de hoje à noite no regozijo da certeza de que o deixarão em paz, aí estará pela rua a zabumbar, a zaragalhar, a pintar o diabo.

E tu, Pierrô, desanuvia a fronte, trincoleja os seus guizos, sarabandeia, que dessa vez ainda serás rei.


Em: A chave de Salomão e outros escritos, Gilberto Amado, Rio de Janeiro, José Olympio:1971, [Coleção Sagarana] – texto originalmente publicado em 1910 chamado de A aviação e o carnaval.  Esta é asegunda parte do ensaio mencionado.





Imagem de leitura — Chen Shuzhong

6 10 2011

Mulher sentada com livro

Chen Shuzhong ( China, 1960)

óleo sobre tela

www.zmzart.com

Chen Shuzhong nasceu  na Província de Liaoning em 1960.   Formou-se pela academia de Luxun Academyde Belas Artes em Shenyang.  Ela se especializa em cenas da vida rural.  Ocupa no momento o cargo de vice-professora e diretora do estúdio de pintura a óleo da Academia de Belas Artes de Sichuan.

 

 

 





Imagem de leitura — Robert Sarsony

31 01 2011

Moda de verão, s/d

Robert Sarsony ( EUA, 1938)

óleo sobre tela,  75cm x 60 cm

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Robert Sarsony (EUA, 1938) é um pintor autodidata, que começou a expor em galerias de Nova Jersey, nos Estados Unidos, em 1963.  De 1969 a 1974 ele fez uma série de quadros baseados em ilustrações de livros e revistas dos anos 20 aos anos 40; deu o nome a essa série de Pop-Antiques.  Atualmente ele se dedica mais à pintura de gênero com muita atenção aos efeitos de luz.





Veja o trabalho gráfico de FOLON

15 01 2011

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Jean-Michel Folon (Uccle, Bélgica, 1 de março de 1934 – Mônaco, 20 de outubro de 2005) foi um artista belga, ilustrador, pintor e escultor.








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