Imagem de leitura — Clarence K. Chatterton

24 02 2017

 

 

 

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Num jardim em Ogunquit, 1930

Clarence K. Chatterton ( EUA, 1880-1973)

óleos sobre tela,  28 x 36 cm





Resenha: “Kafka e a boneca viajante”de Jordi Sierra i Fabra

11 02 2017

 

 

 

1939-524_wFooting no Central Park, 1905

William Glackens (EUA, 1870- 1938)

óleo sobre tela, 64 x 81 cm

Cleveland Art Museum

 

 

Em 2007 o Ministério da Cultura da Espanha deu a esse livro, Kafka e a boneca viajante, o Prêmio Nacional de Literatura Infantil e Juvenil. Desde então a publicação tem recebido atenção não só do público infanto-juvenil, mas sobretudo do leitor maduro, aquele que também sonha com um lado suave do escritor checo Franz Kafka, conhecido por obras angustiantes, de cunho surrealista como A metamorfose e O processo. A razão é simples não conhecemos toda a obra de Kafka, mesmo ele tendo morrido aos 40 anos em 1924.

Há ainda manuscritos de Kafka que não foram destruídos após sua morte, como o escritor havia instruído seu testamenteiro Max Brod. A ordem foi, na verdade, prontamente desobedecida. E alguns livros publicados. Mas nem todos. Estima-se que haja centenas de obras acabadas ou não, sem publicação. Hoje, são fruto de uma interminável batalha entre as atuais herdeiras e o estado de Israel. Além disso, Kafka, que era conhecido por muitos casos românticos, deixou em poder de sua última amante uma série de cadernos e cartas que foram confiscados pela Gestapo. Tudo isso suscitou através de décadas muitas teorias fantasiosas sobre o que restou. Entre elas estariam algumas cartas que Kafka escreveu de consolo a uma menina que ele encontrou chorando, num parque de Berlim. Ela estava triste com a perda de sua boneca. Essas cartas, que nunca foram encontradas, fazem parte das lendas do remanescente legado do escritor. Baseando-se neste causo romântico Jordi Sierra i Fabra escreveu a deliciosa e lírica narrativa de Kafka e a boneca viajante.

 

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Firmemente apoiado nos relatos de Dora Diamant, última companheira de Kafka, que mencionou a existência das cartas, o autor tece uma história comovente, criativa e delicada de um “carteiro de bonecas” que recebe e lê as cartas que Brígida, a boneca fujona escreve para Elsi, a menina inconformada, de diversos lugares do mundo.

Jordi Sierra i Fabra entrelaça dados conhecidos da vida de Franz Kafka com o romance das cartas e o resultado é uma obra fina, sutil, sensível e agradável. Um relato em que o jovem leitor aprende um tantinho sobre o autor checo e pode se encantar com a história de Brígida.

A obra ganha muito com as ricas ilustrações de Pep Monserrat.

 

jordi-sierra-i-fabraJordi Sierra i Fabra

 





Imagem de leitura — Thomas Baker

23 11 2016

 

 

thomas-bakereua-contemporaneo-leitura-enfadonha-ost60-x-75-cmLeitura enfadonha

Thomas Baker (EUA, contemporâneo)

óleo sobre tela, 60 x 75 cm

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Palavras para lembrar — George R. R. Martin

21 11 2016

 

 

christopher-cart-eua-contemporaneolivro-de-arte-aquarela-e-pincel-secoLivro de Arte

Christopher Cart (EUA, contemporâneo)

aquarela e pincel seco

 

 

 

“Um leitor vive mil vidas antes de morrer. O homem que não lê vive só uma.”

 

George R. R. Martin





Imagem de leitura — Louis Guarnaccia

7 11 2016

 

 

guarnaccia-louis-eua1958um-bom-livro-90-x-60-cmUm bom livro

Louis Guarnaccia (EUA, 1958)

óleo sobre tela, 90 x 60 cm

www.louisguarnaccia.com





Imagem de leitura — Karl Albert Buehr

4 11 2016

 

 

karl-albert-buehr-news-from-homeNotícias de casa, 1912

Karl Albert Buehr (Alemanha/EUA, 1866-1952)

óleo sobre tela colada em placa, 100 x 82 cm

Coleção Particular

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Biblioterapia: terapia através da leitura

4 11 2016

 

 

marie-fox-lendo-na-praia-1-30-x-30-cmLendo na praia # 1, 2016

Marie Fox (EUA contemporânea)

acrílica sobre tela,  30 x 30 cm

 

 

 

Sempre aprendo na internet. É só ter curiosidade. Tudo está na rede.

Hoje dei com um artigo sobre terapia através de livros. Não falo de livros escritos com o objetivo de autoajuda. Não é disso que se trata. É a leitura de literatura, tanto antiga quanto contemporânea, auxiliando no entendimento de emoções, de prazer, da felicidade. Biblioterapia parece estar em alta. É esse o campo, que meus amigos bibliotecários certamente devem conhecer, mas eu ignorava.

O artigo na revista online The Millions, titulado Books Should Send Us Into Therapy: On The Paradox of Bibliotherapy, de James McWilliams expandiu meu conhecimento sobre o uso pragmático da leitura e levantou perguntas relacionadas ao Brasil:  Nós temos biblioterapia?  Há livros de ficção literária brasileira que possam ser usados na terapia?

No mundo de língua inglesa há, por exemplo, os livros de Jane Austen. Ninguém duvida do valor literário da autora inglesa. Mas eu não sabia que poderíamos usar seus livros no processo de psicoterapia como William Deresiewicz sugere em A Jane Austen Education. Ou que o mesmo resultado parece ter sido atingido pelo autor britânico Andy Miller no best-seller The Year of Reading Dangerously.

O autor do artigo cita Lendo Lolita no Teerã, de Azar Nafisi, o único mencionado com tradução brasileira, que li em 2004. Faz muito tempo. Mas  me recordo dele demonstrar o crescimento emocional dos personagens e o desenvolvimento da felicidade através da leitura.

Enfim, vou explorar essa nova visão da literatura. Uma consequência formal do hábito de ler que qualquer leitor assíduo já sabia, instintivamente.   Deve estar aí o sucesso de grupos de leitura onde o hábito de ler regularmente e discutir emoções, aventuras, consequências e associações dos personagens nas tramas literárias oferece uma variedade imensa de situações e paralelos com a vida real que podem contribuir para o desenvolvimento emocional dos leitores.

Uma coisa sei por experiência: ler e discutir uma leitura em comum num grupo de leitores, regularmente, promove amizades sinceras, em qualquer idade.  Nasce e se desenvolve um sentido de coesão, entendimento e aceitação do outro que supera meios tradicionais de se fazer amigos.

 

 

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