Esmerado: Globo Celeste, 1579

19 08 2019

 

 

 

17.190.636 #3 022Globo celestial com movimento , 1579

Gerhard Emmoser (Alemanha, ativo 1556 – 84)

Local de origem: Viena,  Áustria

Prata e latão dourados na caixa, e movimento em aço.

Dimensões: No todo 27 × 20 × 19 cm

Diâmetro do globo: 14 cm

Metropolitan Museum, Nova York

[Item não está na exposição permanente]

 

Há algum tempo atrás este globo rodava, mostrando as constelações. É um objeto único, extraordinariamente complexo como a tecnologia mecânica demonstra.  Tem também grande beleza estética.  Pertenceu ao Santo Imperador  Romano, Rodolfo II da Áustria, (reinou de 1576 a 1612) que o mantinha no seu Gabinete de Curiosidades.  Era considerado valioso tanto pela sua função como objeto científico, como por sua forma elegante. Pégaso segura o que aparenta ser um globo leve nas suas asas abertas.  A astronomia foi uma ciência que cresceu bastante nessa época graças aos conhecimentos de aritmética e geometria consideradas “as asas da mente humana”.

 

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Relógios astronômicos, um conhecimento da época medieval

6 10 2016

 

 

sapienceMiniatura do “Horologium Sapientiae” cerca 1450 de Henrich Seuse, Bibliothèque Royale Albert, Bruxelles MS. IV, f.  111

 

 

“De repente, próximo do final do século XIV, o relógio mecânico ocupou a imaginação de nossos ancestrais. Algo do orgulho cívico que havia anteriormente levado à construção de catedrais estava agora direcionado à construção de relógios astronômicos de surpreendente complexidade e elaboração. Nenhuma comunidade europeia se sentia capaz de levantar a cabeça com orgulho sem que em seu centro planetas girassem em ciclos e epiciclos, com anjos tocando trombetas, galos cantassem e apóstolos, reis e profetas em marcha e contramarcha aparecessem no marcar das horas.

Não era só pela diversidade, pela escala e grande difusão que essas máquinas eram diferentes das de outras eras. Embora muitos fossem parte de igrejas, eles careciam daquele engano piedoso encontrado nos templos gregos. Embora muitos fossem ornamentos nos prédios das prefeituras ou de palácios, sua intenção estava longe do uso político bizantino da máquina, como descrito no século X, por Liutprando de Cremona, para aumentar a veneração ao imperador. Esses novos relógios astronômicos eram apresentados claramente como maravilhas mecânicas e o público se deliciava com eles. Isso, por si só, indica uma mudança de valores na sociedade europeia.”

 

 

Em: Medieval Technology and Social Change, Lynn White Jr, Oxford, Oxford University Press: 1964, essa reimpressão de 1968,páginas 124-125. [tradução destes parágrafos, Ladyce West].

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Esmerado: Relógio francês, 1807

30 09 2016

 

 

kunsthandel_michael_nolte_artfinding_pendule_das_studium_der_astronomie_12247404797379O estudo da astronomia, 1807

França, Império, fabricante: Claude Galle

Relógio pêndulo, bronze dourado, mármore verde-mar

movimento de oito dias

Sino marca hora e meia hora.

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Esmerado: Globo celestial com relógio, 1579

3 06 2016

 

db5cbabf84d46435c29c45f143831c69Globo celestial com relógio, 1579

Fabricante: Gerhard Emmorser (trabalhando 1556-1584)

prata, banho de ouro sobre prata e latão

27 x 20 x 19 cm

Viena, Áustria





Shakespeare e Cervantes: efemérides combinadas

12 04 2016

 

 

8109413_origIlustração mostrando a diferença de dias entre os calendário juliano e gregoriano, no ano e mês de sua adoção.

 

O mundo comemora este ano os 400 anos de morte de duas das maiores figuras das letras na cultura ocidental. Cervantes e Shakespeare são autores que revolucionaram as convenções estabelecidas para criações literárias. Suas influências são sentidas até hoje.

Cervantes e Shakespeare morreram no mesmo ano e, curiosamente, estabeleceu-se que ambos morreram também no mesmo dia. Mas isso não passa de uma convenção, de uma combinação do mundo literário. Não há dúvida de que ambos morreram no dia 23 de abril de 1616. Mas o dia 23 de abril de 1616 era em época diferente entre a Espanha e a Inglaterra.  Como?

Simples: enquanto a Espanha já havia adotado o calendário gregoriano em 1616, a Inglaterra ainda usava o calendário juliano, que mostra o dia 23 de abril com 11 dias de atraso.

A Inglaterra só adotou o calendário gregoriano em 1752.





Ano bissexto, leva a pensar na astronomia…

29 02 2016

 

 

c8485ee478337513c93c826379a65f0aCriação do mundo, c. 1250

Iluminura

Bíblia moralisada (Codex Vindobonensis 2554), 344 x 260 mm

Österreichische Nationalbibliothek, Viena

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Às vezes é complicado explicar como cheguei a certos textos, nem vale a pena. Há uma palavra em inglês que é o meu motto: Serendipity. A tradução é inexata: ao acaso, por sorte, gosto de pensar que é por um flanar através de tópicos e ideias que chego ao que me importa. Taí, uma boa descrição. Aqui estão alguns dados interessantes sobre a evolução da astronomia.

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“Os astrônomos da Europa ocidental antes do final do século X estavam bastante incapacitados em seu trabalho por falta de instrumentos apropriados à observação dos astros. Até então seus principais instrumentos eram a esfera armilar e o relógio de sol. Para calcular as datas da Páscoa e de outras festas móveis e o tamanho dos anos, meses e dias eles dependiam dos ciclos orientais ou tabulas, que eram baseados em outros, feitos anteriormente pelos alexandrinos. Ainda que por bastante tempo antes do século X eles soubessem que seus cálculos não estavam corretos, eles eram incapazes de melhorar sua medições porque ainda não tinham recebido dos árabes melhores instrumentos e teorias astronômicas.

Só ao final do século X o conhecimento do astrolábio árabe começou a penetrar no ocidente latino.”

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[tradução minha]

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Em: Early Medieval Society, ed. Sylvia L. Thrupp, New York:1967, artigo, Lotharingia as a Center of Arabic and Scientific Influence in the 11th century, de Mary Catherine Welborn, p.237





Esmerado: Relógio de sol de bolso

27 04 2015

 

Bloud_Sundial_Closed_1200X785Relógio de Sol de bolso, c. 1670
Assinado: Charles Bloud
Marfim (provavelmente) 8,1 x 9,3 cm
Dieppe, França
Barnes & Co.

 

De um tamanho maior do que o costumeiro, este relógio de sol de bolso, feito por Charles Bloud mostra elaborada decoração floral. Esse compêndio tem um mostrador circular do equinócio, um braço apontador [volvelle] com a escala de latitude lateral, um mostrador com escala elíptica para o mostrador do azimute magnético, um compasso e finalmente um calendário perpétuo.

 

Bloud_Sundial_Open_1200X785





Uma Teoria do Big Bang já no século XIII

16 03 2014

dn25223-1_300Retrato de Roberto Grosseteste, século XIII

Iluminura em manuscrito na Biblioteca Britânica.

Um texto do século XIII produziu um modelo matemático do universo que antecipa problemas com a nossa melhor compreensão do Big Bang. Quando físicos traduziram o texto De luce do latim descobriram que em 1225, o teólogo Grosseteste,  enquanto estudava a luz,  havia esbarrado na idéia do multiverso.  Nessa época os texto de Aristóteles tinham acabado de ser redescobertos e Grosseteste propôs um universo de nove esferas concêntricas que teriam se iniciado com um relâmpago de luz, empurrando tudo para fora a partir de um ponto em uma grande esfera.

É claro que ele não percebeu que poderia haver muitos multiversos”, disse Tom McLeish, um físico na Universidade de Durham, na Grã-Bretranha.  “Mas o que as pessoas daqui a 800 anos irão pensar também das nossas teorias?  É com um pouco de humildade que se nota que estamos limitados pelo que podemos e o que não podemos ver.

Para mais informações veja o artigo no NEW SCIENTIST.





Inspirações certeiras de Jonathan Swift e Voltaire?

3 10 2013

523px-J._VERMEER_-_El_astrónomo_(Museo_del_Louvre,_1688)

O astrônomo, 1668

Johannes Vermeer (Holanda,1632-1675)

Óleo sobre tela, 50 x 45 cm

Museu do Louvre, Paris

Jonathan Swift  em 1726 publicou o livro Viagens de Gulliver, hoje considerado uma das obras precursoras da ficção científica. Nesse romance picaresco  no capítulo III, intitulado Viagem a Laputa, astrônomos, personagens de Swift, descrevem duas luas em Marte, mencionando seu tamanho e órbita. A descrição foi bastante próxima da realidade encontrada 150 anos mais tarde, quando  Asaph Hall em 1877 descobriu as luas Phobos e Deimos circulando em volta de Marte.

Mas Swifft não foi o único a escrever sobre as duas luas de Marte.  Voltaire, 24 anos depois de Swift, em 1750, publicou o conto Micromégas, onde também descrevia essas duas luas de Marte.  Teria ele sido influenciado por Swift?  Teriam ambos tido uma ajuda externa?  De algum visitante extra-terrestre?

Hoje há duas crateras em Deimos chamadas de Swift e Voltaire em homenagem a esses dois escritores.





E lá vai Vênus, passando em frente ao sol…

5 06 2012

Nesta terça e na quarta poderá ser visto o raríssimo trânsito de Vênus:  o trânsito de Vênus ocorre quando o planeta passa em frente ao Sol. A próxima vez que ele ocorrer vai ser em 2117. O evento é um dos mais aguardados no calendário astronômico.No Brasil, apenas o extremo noroeste (Acre, Roraima e oeste da Amazônia) poderá ver, hoje ao por do sol.

Sobre essa ocasião, o astrônomo Gustavo Rojas, encarregado do observatório da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) disse:  “Ele tem uma frequência que é meio estranha. A última vez que aconteceu foi oito anos atrás, em 2004, e a próxima será em 2117. O ciclo todo demora 243 anos. Acontece uma vez, acontece oito anos depois, daí se passam 121 anos e meio, aí acontece mais dois com oito anos de diferença e depois mais uma pausa de 105 anos e meio; é um  fenômeno periódico, mas não de uma periodicidade do tipo a que estamos acostumados.”

Podemos ver apenas os trânsitos de Vênus e de Mercúrio. O motivo é muito simples: só vemos passar na frente do Sol corpos que estão entre nós e a nossa estrela. O trânsito do primeiro planeta do Sistema Solar é bem mais frequente, tivemos um em 2006 e depois teremos em 2016, 2019 e 2032, afirma Rojas.

O trânsito de Vênus já foi usado para medir a distância média da Terra ao Sol – a famosa unidade astronômica (UA), uma das unidades de distância usadas pelos cientistas. Além disso, o tamanho desse planeta já foi calculado com um desses eventos e até foi descoberto que ele tem atmosfera. Contudo, hoje temos métodos mais precisos para descobrir esses dados. “Não tem mais relevância científica (…) mas você continua investigando, porque, de repente, pode ocorrer um evento que você não está prevendo“, diz o pesquisador.

Contudo, os trânsitos de planetas fora do Sistema Solar hoje são utilizados exatamente para descobri-los. A passagem desses corpos em frente as suas estrelas causa mudanças no brilho, o que permite aos astrônomos registrá-los. A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) vai observar o evento de terça-feira para tentar melhorar ainda mais essa técnica.

Fonte: TERRA








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