Nossas cidades: Belo Horizonte

11 02 2020

 

 

 

ROBERTO MELO (Brasil, 1970)- Parque Municipal, Belo Horizonte - Óleo sobre telaParque Municipal, Belo Horizonte

Roberto Melo (Brasil, 1970)

óleo sobre tela





Nossas cidades — Belo Horizonte

30 04 2019

 

 

 

alberto da Veiga Guignard, Parque Municipal de Belo Horizonte, sd,ost, 19x24Parque Municipal de Belo Horizonte, s.d.

Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896 – 1962)

óleo sobre tela, 19 x 24 cm





Nossas cidades: Belo Horizonte

17 10 2018

 

 

MAURO FERREIRA,Belo Horizonte – Av. Afonso Pena esquina Tamóios,40 x 60 cm – OSMDF – Ass. CID e Dat. 2013Av. Afonso Pena esquina Tamoios, BH, 2013

Mauro Ferreira (Brasil, 1958)

óleo sobre madeira, 40 x 60 cm





Nossas cidades: Paraty

11 07 2016

 

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPrimavera em Paraty, 2006

Baptista Gariglio (Brasil, 1961)

óleo sobre tela, 50 x 65 cm

www.gariglio.com.br





A volta, texto de Pedro Nava

22 07 2015

 

 

MANOEL SANTIAGO Paisagem com ferrovia Teresópolis O.S.T. 53 x 69 cm 1945 a.c.i.e.Paisagem com ferrovia, Teresópolis, 1945

Manoel Santiago (Brasil, 1897-1987)

óleo sobre tela, 53 x 69 cm

 

 

“COMO NO DIA DA MINHA CHEGADA, cinco anos antes, no meu embarque para Belo Horizonte, tive a assistência do Modesto. Levou-me à estação. Eu ia galgar o nosso Caminho Novo de noturno. Vi desfilarem os subúrbios, depois a baixada com seu ar de fogo, comecei a subir a Serra do Mar. Eu estava num momento de grande euforia. Vencera uma página da vida, flutuava dentro dum ar azul entre duas etapas. Pensava que tudo continuaria em Belo Horizonte e na Faculdade, fácil e doce como tinha sido naqueles anos de Pedro II entrecortados de férias paradisíacas.  Mal sabia eu o que ia sofrer na Rua da Bahia, no Bar-do-Ponto, na Praça da Liberdade, na Rua Guaicurus, na Rua Niquelina, na Lagoinha, Quartel e Serra: o martírio, paixão, morte e ressurreição do moço mineiro Pedro da Silva Nava ainda descuidado das lambadas, dos escárnios, das quedas e das sete chagas de sua Via Dolorosa. Eu ia aprender aos poucos, à minha custa, os búfalos nadantes e os crocodilos; as panteras e toda a casta de bestas-feras. O noturno subia para Minas Gerais. Passou estações. Parou muito tempo em Juiz de Fora e fiquei na janela do carro apreciando o Cristo Redentor todo iluminado. Foi quando dormi na madrugada mineira. Vi amanhecer no meu Estado cortado instante a instante pelas curvas do Paraopeba. A máquina puxava cada vez mais. De repente Brumadinho surgiu dentro de moitas cheias de gotas d’água dum sereno que o sol ainda não secara. Se o futuro iluminasse eu compreenderia que estava chegando ao campo de concentração e aos fornos crematórios dos meus sonhos de adolescente. As estações se sucediam. Fecho do Funil. Treblinka. Birkenau. Sarzedo. Ibirité. Ibirité. Bergen-Belsen. Auschwitz. Barreiros. Gameleira, Calafate, Belsen-Belo, Belo Belo Belo Belo. A máquina agora ia devagar, batendo sino, atravessando a cidade sob um céu rival do céu da Úmbria. Belo Horizonte, Belorizonte, Belorizonte. Desci na estação. Minha Mãe. Fomos juntos para a Serra. Pisei novamente minha Serra. Sua terra de ricos pardos começou a me penetrar. Dela respirei. Dela sujei meus sapatos. Seu colorido era tão polpa que enganava não parecia mineral, antes vegetal. Variava de cores. Tinha do castanheiro, do tojo, do ulmo, da nogueira, da tília clara e da tuia escura. Entretanto era ferro. Chão de Ferro.”

 

 

 

Em: Chão de Ferro: memórias 3, Pedro Nava, Rio de Janeiro, José Olympio:1976, 2ª edição, p. 273-4





Nossas cidades: Belo Horizonte

12 01 2015

 

Baptista Gariglio,Passeando na Pampulha - BH, 2003 ost, 50x65cm.Passeando na Pampulha, 2003

Baptista Gariglio (Brasil, 1961)

óleo sobre tela, 50 x 65 cm

www.gariglio.com.br





Flores para um sábado perfeito!

27 09 2014

 

 

 

Haroldo Mattos, Flores, 1985, 60 x 80 cm – OSTFlores, 1985

Haroldo Mattos (Brasil, 1926)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm





Domingo, um passeio no campo!

24 08 2014

 

 

Renê Nascimento,Plantações,80 x 100 cm – AST,Ass. CID e Dat. 1999Plantações, 1999

Renê Nascimento (Brasil, contemporâneo)

acrílica sobre tela, 80 x 100 cm

www.renenascimento.com





Nossas cidades — Belo Horizonte

12 05 2014

– 

Inimá de Paula, (1918-1999) Casario em Salgado Filho, MG, ostcm, 1986, 54x65Casario em Salgado Filho, MG, 1986

Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)

óleo sobre tela colado em madeira, 54 x 65 cm





Coleção de arte doada: ganha a UEMG, ganhamos todos

6 03 2014

Noite de São Joãode Alberto da Veiga GuignardAcervo-Artístico-Priscila-FreireNoite de São João

Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)

óleo sobre tela

Coleção Priscila Freire

Um belo empurrão na preservação da cultura brasileira foi a recente doação de uma coleção de arte, com destaque para a arte popular do Vale do Jequitinhonha, por Priscila Freire ex-diretora do Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte. Priscila Freire cedeu todo o seu acervo à Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).  Não fosse isso bastante, cedeu também uma área na chácara onde mora, para que ali seja instalada uma escola de arte. Sem filhos. Sem herdeiros naturais, ela  nomeou a UEMG como consignatária de sua coleção onde se encontram obras de Guignard [só dele são dezessete obras], Tarsila do Amaral [desenhos de sua viagem a MG em 1924] e  Pancetti;  cerâmicas do Vale do Jequitinhonha, gravuras, esculturas e tapeçarias conhecidos artistas brasileiros.

Guignard, Retrato de Priscila freire,Retrato de Priscila Freire, 1959

Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)

óleo sobre tela, 55 x 46 cm

A Chácara Santa Eulália, localizada no bairro de São Bernardo, na região norte de Belo Horizonte foi comprada por seu pai na década de 30 e compreende 53 mil metros quadrados.  Essa área ficará aos cuidados da universidade que usará 2.000m² para um núcleo de pesquisa e criação artística da Escola Guignard, vinculada à UEMG, enquanto os restantes 50 000 m² –continuarão a constituir a reserva ecológica de que já são parte.

Dijon Moraes Júnior, reitor da universidade lembra que  o gesto de Priscila Freire é semelhante ao de  José Mindlin, advogado, empresário e bibliófilo que cedeu sua biblioteca  à Universidade de São Paulo,e  de Yolanda Penteado, que doou obras de arte e dinheiro a museus.  Todos mostram o reconhecimento da relevância das instituições recebedoras de tais presente e quem lucra, é claro, somos nós o público, o curador final da cultura brasileira.

FONTES: UAI, Veja BH








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