O cavalo na arte brasileira

8 04 2019

 

 

 

 

Cândido Portinari, Cabeça de Cavalo, lápis de cera, sd, 10x8,5Cabeça de cavalo

Cândido Portinari (Brasil, 1903 – 1962)

lápis de cera, 10 x 8 cm

 

 

Plinio Afonso Frantz, Disparada,2009,ast, 80 x 70Disparada, 2009

Plinio Afonso Frantz (Brasil, 1943)

acrílica sobre tela, 80 x 70 cm

 

Lucilio de Albuquerque - (1877 - 1939) - Cena do interior com cavalos - OST - Assinado CID - Med. 85 x 107 cmCena do interior com cavalos

Lucilio de Albuquerque ( Brasil, 1877 – 1939)

óleo sobre tela,  85 x 107 cm

 

ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)Cavalo,1990, ast 60x81Cavalo, 1990

Aldemir Martins (Brasil, 1922 – 2006)

acrílica sobre tela, 60 x 81 cm

 

 

BIANCO, Enrico,Carregando Cana, 1973,óleo s chapamad. ind., 35 x 25 cmCarregando Cana, 1973

Enrico Bianco (Itália/Brasil, 1908 – 2013)

óleo sobre chapa de madeira industrializada, 35 x 25 cm

 

 

 

CARYBÉ, HECTOR(ARGENTINA-BRASIL, 1911-1997)Marinha com Cavalos,Têmpera e vinil,1958, 25 x 35 cmMarinha com Cavalos,1958

Hector Carybé (Argentina/Brasil, 1911-1997)

Têmpera e vinil, 25 x 35 cm

 

alberto massuda 40 x 60 cmOST 40 x 60 cmSem título

Alberto Massuda (Egito/Brasil, 1925 – 2000)

óleo sobre tela, 40 x 60 cm

 

 

GEORGINA DE ALBUQUERQUE (Taubaté, São Paulo, 1885 - Rio de Janeiro, 1962) Cena Rural com Cavalos. Óleo stela. Ass. cie. 60 x 88 cm. Cena Rural com Cavalos

Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885 -1962)

Óleo sobre tela, 60 x 88 cm

 

 

Mario Zanini (1907-1971) Cavalos,1963,ost,34x57Cavalos, 1963

Mario Zanini (Brasil, 1907-1971)

óleo sobre tela, 34 x 57 cm

 

 

BANDEIRA DE MELLO - Cavalos tempera e óleo sobre aglomerado, 46X72cm. Assinado 1967. Medida da moldura 48X74.5cm.Cavalos, 1967

Lydio Bandeira de Mello (Brasil, 1929)

tempera e óleo sobre aglomerado, 46 X 72cm.

 

 

Nelson Jungbluth (Brasil,)Querência,2007,ácrilicasduratex,100 x 100 cmQuerência, 2007

Nelson Jungbluth (Brasil, 1921 – 2008)

ácrilica sobre duratex, 100 x 100 cm

 

 

JORDÃO DE OLIVEIRA (1900 -1980). Cavalos no Campo, óleo s tela, 60 x 92. Assinado e datado (1935) no c.i.d.Cavalos no campo, 1935

Jordão de Oliveira ( Brasil, 1900 -1980)

óleo sobre tela, 60 x 92 cm

 

 

TERUZ, Orlando (1902 - 1984), Cavalo, 1940, ost, 65x80Cavalo, 1940

Orlando Teruz (Brasil, 1902 – 1984)

óleo sobre tela,  65 x 80 cm

 

 

 





Resenha: “Cavalos Roubados” de Per Petterson

2 07 2016

 

 

carol-kossak, cavalos, ost, 90x120Cavalos

Carol Kossak (Polônia/Brasil, 1895-1968)

óleo sobre tela, 90 x 120 cm

 

 

Raramente gosto de romances de formação.  Cansei deles.  Há enorme inflação do estilo e poucas obras seduzem um leitor mais experiente. Portanto, já é grande cumprimento não só eu ter gostado dessa obra como ter-lhe dado a pontuação máxima. A forte voz narrativa de Per Petterson é em grande parte responsável pelo encantamento.  Senti-la mesmo através da tradução de Kristin Lie Garrubo, que me pareceu impecável ainda que eu não conheça nada, absolutamente nada de norueguês, mostra a força de suas imagens.

Cavalos Roubados tem magia própria.  Às vezes percebida no relacionamento do autor com a natureza. Não se trata de descrições hiperbólicas sobre a beleza do céu, a grandeza das árvores ou a mão de Deus que nos afaga nas árvores ou pássaros.  Não.  Tampouco me refiro ao sentimento de veneração e temor evocados pelo movimento romântico do início do século XIX.  Esse é um livro de quem passou muito tempo junto às árvores, aos cheiros e perfumes, que os ama e os respeita,  sem exagero, ainda que profundamente. A narrativa contida traz consigo a força dos sentimentos guardados e profundos.  São observações singelas que comovem.

“…Em vez disso, levamos os cavalos ao longo de outra trilha que logo virava para o leste, estreitando-se gradualmente em pouco mais de uma sinuosa vereda entre as bétulas antigas e altas, cujas enormes copas sussurravam se você inclinasse a cabeça para trás e olhasse por entre a folhagem, e fiz isso até ficar com torcicolo e lágrimas nos olhos, e cruzamos um riacho fundo onde a água parecia gelada. E estava gelada quando respingou entre as patas do cavalo e atingiu minhas pernas, encharcando as calças de imediato, e algumas gotas até atingiram meu rosto quando seguimos a trote, e os cavalos gostavam daquilo, das variações do terreno a caminho de Furufjell. Nas encostas íngremes, a floresta de abetos era densa e intocada por lenhadores, e seguimos a vereda até o cume da colina e paramos por um momento no ponto mais alto, onde viramos os cavalos para olhar para trás, e entre os campos recém-ceifados o rio desenhava  seus meandros em prata fosca sob a copa das árvores, e os bancos de nuvens pairavam sob a colina do outro lado do vale.“ [221]

 

CAVALOS_ROUBADOS_1297118469B

O livro, narrado em dois tempos é situado durante a década de 1940 na Noruega e no final do século XX, com o personagem central, aos sessenta e sete anos, imprevisivelmente levado a relembrar acontecimentos passados na infância.

Uma característica do texto que me intriga e fascina é a omissão do óbvio. Per Petterson não nos ajuda; ele não nos dá descrições de sentimentos. Apesar dos sentimentos fortes, entre eles mais de uma forma de traição, estes não são denominados.  São as ações que nos contam o que acontece e o que aconteceu.  E assim de maneira oblíqua, nas entrelinhas. Talvez seja exatamente por isso que seu texto tem tanto poder sobre o leitor, que vai descobrindo assim como o jovem Trond, os caminhos tortuosos do mundo dos adultos.

 

per-petterson2Per Petterson

 

A traição é um dos temas mais comuns na literatura.  No entanto aqui ela é tratada de diversas maneiras e sem drama.  Há a traição entre amigos, companheiros de trabalho, fraternal, conjugal, paternal, política, além daquela de si mesmo, todas essas formas tratadas unicamente pelo relato de eventos, de maneira contida, ponderada, realista. Com maestria.

Não há como não recomendar esse livro. Pena que tenha sido lançado no Brasil em 2010 e, portanto, não tão fácil de encontrar nas livrarias. Valerá o esforço de adquiri-lo.

Salvar





O cavalo sertanejo, texto de Gustavo Barroso

29 09 2015

 

 

ANTONIO PARREIRAS - (1860 - 1937) - Cavalo - osm - 50 x 70 - cidCavalo

Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1937)

óleo sobre madeira, 50 x 60 cm

 

 

O cavalo sertanejo

 

Gustavo Barroso

 

O cavalo sertanejo é esguio, sóbrio, pequeno, rabo compridíssimo, crinas grandes, capaz de resistir a todas as privações, a todos os serviços e a todos os esforços. É o melhor auxiliar do vaqueiro e ele o estima e trata com o maior carinho. O cavalo do sertão é feioso como um corcel quirguiz. Lá uma vez aparece um exemplar bonito, esbelto, alto. Não tem saracoteios, nem saltos, nem corcovos, salvo quando espantadiço. O olhar só brilha quando se apresenta ocasião de correr; depois as pálpebras murcham numa sonolência lassa. É ativo e parece ronceiro; forte e parece fraco; ágil e parece pesado. É pasmosa a sua agilidade. Nos imprevistos das furibundas carreiras pelos matos em fora, salta galhos baixos, mergulha sob os altos, alonga-se, encurta-se, pula de lado, faz prodígios.  É necessariamente baixo para essas ligeirezas; a aridez do clima não produz outro. É raridade um animal de sete palmos do casco à cernelha. O meio torna-o sóbrio e magro. Passa dias sem comer, quase sem beber. Num dia faz quinze léguas, puxando um pouco; dez faz normalmente. É manso; quando o cavaleiro cai, para ao lado.

 

[Exemplo de descrição de animal]

 

Em: Flor do Lácio, [antologia]  Cleófano Lopes de Oliveira, São Paulo, Saraiva: 1964; 7ª edição. (Explicação de textos e Guia de Composição Literária para uso dos cursos normais e secundário) p. 85.





A estrada e o cavalinho, poesia infantil de Sérgio Caparelli

11 09 2015

 

cavalinho 2Chico Bento viaja de cavalinho, ilustração Maurício de Sousa.

 

 

A estrada e o cavalinho

 

Sérgio Caparelli

 

 

O cavalinho na estrada

pacatá, pacatá,

com sua sombra mais atrás

pacatá, pacatá.

 

Para ao lado de um riacho,

pacatá, pacatá,

e se vê no espelho d’água,

pacatá, pacatá.

 

Que água limpa e fresca,

pacatá, pacatá,

corre aqui, corre acolá,

pacatá, pacatá,

e uma sombra tão boa

pacatá, pacatá,

não vi noutro lugar,

pacatá, pacatá,

mas a estrada já me chama

pacatá, pacatá,

sempre está a me chamar,

pacatá, pacatá.

 

O cavalinho volta à estrada

pacatá, pacatá,

com sua sombra mais atrás,

pacatá, pacatá.

 

 

Em: Boi da cara preta, Sérgio Caparelli, Porto Alegre,  LPM: 2000, 27ª edição, p. 30.

 

 





Domingo, um passeio no campo!

29 03 2015

 

ANDERSON CONDE (Brasil, MG, 1967) Cavalinho, aquarela, 1989,26x15wwwandersoncondecombrCavalinho, 1989

Anderson Conde (Brasil, 1967)

aquarela, 26 x 15 cm

www.andersonconde.com.br





Domingo, um passeio no campo!

21 12 2014

 

 

 

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPingo sedento, 2008

Plínio Afonso Franz (Brasil, 1943)

acrílica sobre tela, 80 x 60 cm





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

21 06 2014

???????????????????????????????Chico Bento volta para casa, ilustração de Maurício de Sousa.

“A cavalo roedor, cabresto curto”.








%d blogueiros gostam disto: