Domingo, um passeio no campo!

23 06 2019

 

 

 

KOSAK, CAROL (POLONIA, 1895-1968)Cavalos,o.s.t. - datado 1962,79x139cmCavalos, 1968

Carol Kossak (Polônia/Brasil, 1895 – 1968)

óleo sobre cartão,  79 x 130 cm





Domingo, um passeio no campo!

1 10 2017

 

 

LUCILIOS DE ALBUQUERQUE - óleo s tela, datado 1923, 1,07 m x 85 cm.Cavalos no campo, 1923

Lucílio de Albuquerque (Brasil, 1887-1939)

óleo sobre tela, 107 x 85 cm





Divertimentos no Rio de Janeiro do século XIX, texto de Gastão Cruls

2 09 2013

???????????????????????????????Panorama da Praia de Botafogo e do Morro da Viúva, s/d (DETALHE)

Iluchar Desmons (França, c. 1803 — ??)

Litografia, 41 x 171 cm

Museu Imperial, Petrópolis

Festas Sacras e Profanas

Gastão Cruls

“Divertimento que caiu no gosto do público foram as corridas de cavalos. Já nos referimos à primeira iniciativa desse gênero, promovida por ingleses, na Praia de Botafogo, em 1825. Uns vinte anos mais tarde, em 1849, tendo à frente a figura prestigiosa de Caxias, tentou-se outra realização semelhante. Esta tinha sua pista em terrenos da hoje rua Paissandu, só aberta posteriormente, sob o nome de Santa Teresa do Catete, pista que devia ficar mais ou menos onde é hoje o estádio do Fluminenese. Mas apenas o Jockey Club, fundado em 1868, e depois o Derby Club, em 1885, atualmente reunidos numa só sociedade, lograram manter-se entre quantas dificuldades ainda lhes criava o meio e que  foram fatais para o Turf Club e um hipódromo em Vila Isabel.

São de 1849 as primeiras regatas em Botafogo. Competiram nessas provas, alguns rapazes ingleses, gente da nossa Marinha e funcionários públicos.

Em 1870, até um corso se fazia, à tarde, das 5 às 6, nessa mesma Praia de Botafogo, como aquele que, já no começo do século, graças ao prestígio de sua coluna elegante na Gazeta de Notícias, o cronista Figueiredo Pimentel conseguiu manter ali por certo prazo. Apenas, este era frequentado pelo set carioca, enquanto outro, conforme rezam os memorialistas do tempo, só rodavam, nas carruagens, bilontras, cômicas e “horizontais”. ”

Em: A aparência do Rio de Janeiro, Gastão Cruls, Rio de Janeiro, José Olympio: 1949 [Coleção Documentos Brasileiros], volume 2, p. 393.





Os cavalos Przewalski retornam à terra natal

4 12 2011

Cavalos Przewalski retornam à Mongólia.

Boas novas para os cavalos Przewalski dados como extintos desde 1969, quando o último desses equinos, naturais da Mongólia foi identificado.  Para a possibilidade de um final feliz dessa história muito se deve à iniciativa de zoológico de Praga na República Checa.  Ao todo há 1.800 cavalos Przewalski no mundo.  Dos quais 1600 estão em cativeiro.  Desses, aproximadamente 1/3 tem seus ancestrais ligados aos cavalos do zoológico de Praga.

Os cavalos Przewalski, foram descritos pela primeira vez em 1881 pelo zoólogo russo Poliakov, que os nomeou para homenagear o explorador e geógrafo russo Nikola Mikhalovitch Przewalski (1839-1888) que os havia descoberto nas montanhas, quando vinha através do deserto de Gobi em 1879.  Eles fazem parte da única espécie sobrevivente de cavalo selvagem.  Têm a silhueta atarracada, com aproximadamente 1,20 m de altura, peso variando entre 250 a 350 kg e a pelagem marrom.   São os parentes mais próximos dos cavalos pintados nas paredes das grutas do período pré-histórico e  já habitaram a vastas pradarias da Ásia Central.  No entanto, a partir do início de 1900, a pressão da caça, a concorrência por terras de pasto e água, e o cruzamento com pôneis Mongol contribuíram para a crescente escassez desses cavalos em seu estado natural.   A proteção legal que existe desde 1926 na Mongólia provou não ter qualquer efeito.  O cavalo Przewalski que retorna, hoje, às estepes mongólicas, sua terra de origem, foi salvo pelos esforços dos zoológicos.

O zoológico de Praga, encarregado da manutenção do livro genealógico mundial da espécie, desempenhou um papel de grande importância na proteção desse cavalo selvagem e sua reintrodução na Mongólia, principalmente porque todos os animais atuais descendem de um grupo de 12 reprodutores unicamente.  Assim, o cuidado com o cruzamento desses animais é de grande importância.

Com essa intenção a República Checa retornou quatro cavalos Przewalski à Mongólia.  São três fêmeas e um garanhão, todos criados em cativeiro, que começaram a viagem para Mongólia a partir Dolní Dobřejov.  Ao todos eles viajaram 17 horas, fazendo duas paradas para reabastecimento na Rússia.  Depois disso, as três éguas chamadas Kordula, Cassovia e Lima, e um garanhão chamado Matyááš,  enfrentaram uma viagem de 280 quilômetros de caminhão à reserva natural na Mongólia ocidental, onde passarão a fazer parte de um rebanho de mais de 20 outros cavalos já re-introduzidos por um grupo francês.  Os cavalos permanecerão na reserva Tal Khomiin, ocupando mais de 50.000 hectares.

A chegada de Praga, de quatro cavalos jovens e geneticamente diferentes é essencial para a continuação bem sucedida da população em Khomiin Tal, tanto do ponto de vista da quantidade e quanto da qualidade“, disse Byamba Munkhtuya o zoólogo encarregado, “cavalos completamente diferentes vão melhorar significativamente a variedade genética atual e contribuir para um aumento da taxa de natalidade. Esperamos que a chegada de nossos jovens animais dê um novo impulso à reprodução da manada de Khomiin Tal

A julgar pelas pinturas rupestres das grutas de Lascaux na França, esta espécie vivia na Europa há vinte milhões de anos, mas as mudanças climáticas levaram as manadas para a Ásia.  Esperemos agora que a reprodução da espécie possa se dar com maior regularidade, no seu habitat natural.

 –

Fontes:Horsetalk e Band





Os quatro ventos, poesia infantil de Henriqueta Lisboa

20 08 2011

Quatro Cavalos, ilustração de Maggie Anthony.

Os quatro ventos

Henriqueta Lisboa

Vento do Norte

vento do Sul

vento do Leste

vento do Oeste.

 

Quatro cavalos

em pêlo.

Quatro cavalos

de longas crinas,

de longas caudas,

narinas sôfregas

bufando no ar.

 

Quatro cavalos

que ninguém doma,

quatro cavalos

que vêm e vão,

que não descansam,

de asas e patas

varrendo os céus.

 

Cavalos sem dono,

cavalos sem pátria,

cavalos ciganos

sem lei nem rei.

 

Quatro cavalos em pêlo.





O cavalo branco, uma interferência na genética!

31 07 2008

 

Depois de postar este maravilhoso poema de Carlos Drummond de Andrade,  fui atrás de um artigo que havia lido recentemente sobre os cavalos brancos.  Lembrei-me dele quando usei a aquarela do pintor gaúcho José Lutz Seraph Lutzemberger para ilustrar a   postagem anterior.  Finalmente depois de uma hora, me lembrei que havia visto esta nota sobre a genética do cavalo branco no Sunday Times de Londres, do dia 20/7/08, no artigo intitulado: The Lone Ranger: white horses’ single ancestor [O ancestral do cavalo branco de Zorro, o cavaleiro solitário].

 

Foi desconcertante descobrir que os cavalos brancos – todos os cavalos brancos do mundo – são mutantes e que sofrem de um defeito de DNA que os faz envelhecer rapidamente.  Não estou falando aqui dos cavalos albinos.  Estes são diferentes, estes são brancos desde que nascem. Mas falo aqui dos cavalos que nascem com pelo castanho, passam a ter pelo cinza e mais ou menos aos 6 anos de idade, adquirem a cor branca que lhes dá um ar mágico, de criatura de outro mundo.  Tudo indica que cavalos brancos já teriam desaparecido há muito tempo, não fosse a mão do homem.   

 

Há dois problemas sérios com a cor branca: 1) o cavalo branco em estado selvagem seria muito mais fácil de ser caçado.  Sua complexão não o deixaria esconder-se por entre árvores ou vegetação sem atrair a atenção de predadores.  2) com o pelo branco, estes cavalos, quando expostos ao sol, têm uma probabilidade muito grande de adquirirem câncer de pele.  

 

Foi a fascinação do homem que “criou” este animal, que lhe deu meios de sobrevivência, como se intuitivamente soubesse das leis de Darwin.  Isto não quer dizer que o cavalo branco seja um novato na face da terra, sua existência é tão longa quanto a de seus companheiros.  Acredita-se, no entanto, que o ser humano tenha começado a domar cavalos selvagens há aproximadamente 10.000 anos atrás.  Mas é bastante revelador que todos os cavalos brancos em existência tenham tido um único ancestral.  

 

Isto está revelado, como mostrou a revista Nature Genetics, num estudo feito pela Universidade de Uppsala na Suécia. Todos estes cavalos têm um gene específico em comum. Isto significa que o cavalo original com este gene deve ter impressionado muito o homem antigo.  Quem sabe até poderia ter sido mais valioso pela raridade!  O que sabemos ao certo é que foi selecionado para reprodução.  E foi reproduzido, sistematicamente.  Até que nos dias de hoje, 1 em cada 10 cavalos ou seja, 10% do eqüinos no mundo têm este gene.  

 

Há esperanças de que estudando este gene, que no momento recebeu o nome de “grisalho por idade” venha-se a entender melhor o processo de envelhecimento em geral e dos seres humanos em particular.  Esta é uma das primeiras intervenções bem sucedidas que conhecemos do homem no meio ambiente.  O que fascinou o homem primitivo é o que ainda fascina o homem moderno: a alvura de seu pelo.





Carlos Drummond de Andrade poesia para crianças!

30 07 2008

 

PARÊMIA DE CAVALO

 

Cavalo ruano corre todo o ano

Cavalo baio mais veloz que o raio

Cavalo branco veja lá se é manco

Cavalo pedrês compro dois por mês

Cavalo rosilho quero com filho

Cavalo alazão a minha paixão

Cavalo inteiro amanse primeiro

Cavalo de sela mas não pra donzela

Cavalo preto chave de soneto

Cavalo de tiro não rincho, suspiro

Cavalo de circo não corre uma vírgula

Cavalo de raça rolo de fumaça

Cavalo de pobre é vintém de cobre

Cavalo baiano eu dou pra fulano

Cavalo paulista não abaixa a crista

Cavalo mineiro dizem que é matreiro

Cavalo do sul chispa até no azul

Cavalo inglês fica pra outra vez.

 

 

 

 

Carlos Drummond de Andrade

 

 

Carlos Drummond de Andrade (MG 1902 – RJ 1987) – Poeta, escritor, contista, cronista, jornalista, pensador brasileiro.

 

Ilustração:

CAVALOS, José Lutz Seraph Lutzemberger ( Brasil -1882-1951) aquarela.








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