Imagem de leitura — Dario Regoyos

23 06 2015

 

 

Retrato de Dolores Otaño, 1892, Dario Regoyos (Espanha, 1857-1913), ost, 55 x 35 cm, Museu da Rainha Sofia,Retrato de Dolores Otaño, 1892

Dario Regoyos (Espanha, 1857-1913)

óleo sobre tela, 55 x 35 cm

Museu da Rainha Sofia, Madri

 





Uma exposição para conhecer Kandinsky

31 01 2015

 

 

1370_kandinsky_onwhiteNo branco, 1920

Vasily Kandinsky (Rússia/França, 1866-1944)

óleo sobre tela, 95 x 138 cm

Museu do Estado Russo, São Petersburgo

 

 

Quem gosta de Kandinsky — um dos pais da pintura abstrata — ou quem não gosta de suas telas.  Quem é indiferente ou quem nunca ouviu falar desse pintor.  Ninguém deve perder a oportunidade de visitar a exposição Kandinsky: tudo começa num ponto, que abriu esta semana no CCBB [Centro Cultural do Banco do Brasil] do Rio de Janeiro. A exposição que veio de Brasília, sai do Rio de Janeiro no final de março, em direção a Belo Horizonte, para depois ir para São Paulo.

Dizer que essa exposição é extraordinária não é um exagero.  Se você tem interesse em saber mais sobre a arte moderna, sobre a evolução das correntes da arte moderna dê a si mesmo um presente: reserve de duas a três horas de um dia, e siga esta exposição de início ao fim. Vá com sapatos confortáveis.  Traga um xale ou um casaco leve.  Por contraste com a temperatura ambiente no Rio de Janeiro pode-se sentir frio no museu.  Não reclame da temperatura baixa, ela preserva as telas para futuras gerações. Em nome de seus descendentes, proteja-se do frio e se delicie com uma aula minuciosa,  interessante, compreensiva, cobrindo muitos aspectos das raízes do trabalho de Kandinsky e com isso das raízes da arte moderna do século XX.

Não perca!  Uma das mais importantes exposições que eu já vi não só no Rio de Janeiro, mas em outros lugares do mundo. São obras de Kandinsky e muitos de seus compatriotas que não estão facilmente acessíveis nem mesmo nos museus na Europa ocidental. Há muitas de artistas de grande calibre cujo trabalho nos é menos familiar.   A maioria delas veio da Rússia e outras de coleções europeias.  Obras que jamais foram vistas nas Américas. Há filmes, slides e interatividade. Há também a imersão na obra, uma exposição em 3D.  Visite esta parte por ultimo — na Rotunda — para melhor apreciar a obra. Mas há sobretudo nessa exposição um contexto para a obra do pintor que pode ser digerido em diversos níveis. É um privilégio ter a oportunidade de visitar essa exposição.

O Carnaval está chegando e com ele muitos dias de férias.  Esqueça por um momento a folia e encha os olhos e preencha as lacunas da sua educação artística com essa exposição.

O CCBB está de parabéns. Na minha opinião esta exposição supera a de M. C. Escher que também foi de primeira categoria.

 

SERVIÇO

Kandinsky: Tudo Começa Num Ponto
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro – Rua Primeiro de Março, 66, Centro – Rio de Janeiro/ RJ
(21) 3808.2100
De 28 de janeiro a 30 de março 2015

ENTRADA FRANCA

Como bem lembrou um de nossos leitores: O CCBB do Rio de Janeiro fecha às terças-feiras!

 





Centros culturais, sua manutenção, responsabilidade e educação

31 01 2013

João Fahrion-bastidores,1951, ost

Bastidores, 1951

João Fahrion (Brasil, 1898-1970)

óleo sobre tela, 130 x 130cm

Raramente abordo neste blog assuntos do cotidiano. Tenho tentado ser uma ilha de referências  culturais sem ligações à política ou ao dia a dia no país. Mas há ocasiões em que se faz necessário um posicionamento. Tendo a tragédia do incêndio na Boate Kiss, de Santa Maria, RS, como pano de fundo,  descobrimos ao ler o  jornal O Globo desta manhã, que a cidade do Rio de Janeiro tem 49 espaços culturais funcionando que não exibem alvará – ou seja permissão de funcionarem para aqueles fins.  Fiquei pasma.  Esses centros culturais incluem estabelecimentos municipais e estaduais.  Para surpresa de todos são lugares conhecidíssimos e freqüentados por milhares de cariocas e turistas: teatros municipais  [Carlos Gomes, Gonzaguinha, Café Pequeno, Sérgio Porto, Ziembinski, Maria Clara Machado,Teatro do Jockey, Sala Baden Powell, Teatro de Marionetes Carlos Werneck]; teatros estaduais [Artur Azevedo, Mario Lago, Glaucio Gill, Armando Gonzaga]; museus, centros de referência e centros culturais da prefeitura [Memorial Getúlio Vargas, Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, Hélio Oiticica, Laurinda Santos Lobo, Oduvaldo Vianna Filho (Castelinho do Flamengo), Parque das Ruínas, Prof. Dyla Sylvia de Sá, Centro Calouste Gulbenkian]; museus estaduais [Museu do Ingá, Casa de Oliveira Viana, Carmen Miranda, Museu dos Teatros, Casa de Euclides da Cunha, Museu da Imagem e do Som, Escola de Artes Visuais, Casa França-Brasil]; bibliotecas Populares da Prefeitura [Botafogo-Machado de Assis. Campo Grande-Manuel Ignácio da Silva Alvarenga, Ilha do Governador—Euclides da Cunha, Maré – Jorge Amado, Irajá—João do Rio, Jacarepaguá—Cecília Meireles, Santa Teresa – José de Alencar, Tijuca – M. Marques Belo]; bibliotecas estaduais [Niterói]; lonas culturais [Gilberto Gil, Elza Osborne, Sandra de Sá, Renato Russo, Terra, Jacob do Bandolim, Herbert Vianna, João Bosco, Hermeto Pascoal e Carlos Zéfiro]; locais em funcionamento, sem alvará, sem permissão do Corpo de Bombeiros.

Lembrei-me então de uma postagem antiga nesse blog que gerou controvérsia, leva o título Museus nos Estados Unidos Passam por Mudanças, lá defendo que temos centros culturais em demasia no Rio de Janeiro, que não podemos continuar usando a cultura como guarda-chuva de proteção a prédios antigos.  Muitas associações de bairro, com medo de que um construtor compre casa e terreno em área nobre,  e com isso aumente o número de pessoas em bairros selecionados, pedem que casas antigas, algumas delas com valor arquitetônico questionável, sejam transformadas em centro cultural.  É praticamente só nessa hora que nos lembramos da cultura.  Ela serve de mãe generosa, ama de leite, justificativa única, contra empreendimentos imobilários na cidade. Não estou com isso defendendo o crescimento sem controle da área urbana da cidade, mas este deverá ser restringido de outra maneira.

NELITO CAVALCANTI( 1933 - 2008),MPB 538, ast,51 x 60cmMPB 538

Nelito  Cavalcanti (Brasil, 1933-2008)

acrílica sobre tela, 51 x 60 cm

Não se trata só de descaso da prefeitura.  Muita dessa responsabilidade, eu diria até mais da metade, é nossa.  Não só porque continuamos a eleger pessoas que estão mais interessadas em seu próprio benefício do que na sociedade.  Não é isso, unicamente.  É que fechamos os olhos: ” não vou me meter, pra quê?  Está bem assim..” é uma resposta natural, porque reclamar e fazer alguma coisa dá trabalho.  Até escrever este texto dá trabalho, não é copiado, tenho que pensar e sentar aqui e reclamar. Mas a mentalidade de “Para quê arranjar sarna para me coçar?” é generalizada.  E se você reclama muitas vezes é vista como uma pessoa cri-cri, que não tem mais o que fazer, que quer impedir uma excelente causa, que quer colocar freios na cultura, nas ideias dos outros.  Temos uma história imoral com a manutenção nessa cidade.  Manutenção de qualquer bem, público ou privado.   Deixamos que tudo aconteça. O problema é sempre dos outros, de preferência do governo. Se esse não fosse o caso, como então explicar marquises desabando de edifícios em ruas movimentadas, como  aconteceu há cinco anos na  Nossa Sra de Copacabana no Rio?  Janelas despencam de edifícios na cidade.  Sabemos que o desastre do Edifício Liberdade no centro do Rio de Janeiro, poderia ter sido evitado, caso o síndico tivesse feito seu papel. Fato é que fazemos vista grossa.  Todos nós. A sociedade carioca é responsável por esses crimes.  Porque temos que exigir dos nossos síndicos, temos que contribuir com as taxas extras para manter fachadas, manter calçadas, manter as saídas de incêndio abertas, manter os extintores de incêndio com manutenção em dia.  É nosso interesse, não podemos simplesmente dizer que os bombeiros não vieram aqui, portanto não vou fazer nada.  Agora, me digam como pode o Teatro Sérgio Porto, no Humaitá, funcionar sem autorização dos bombeiros há cinco anos?  Como pode o dono de uma boate — uma das casas mais populares de Botafogo,  —  dizer que não tem alvará porque é quase impossível conseguí-lo, quando sua competição tem? De acordo com a prefeitura são 374 boates, casas de shows e casas de festas com alvará de funcionamento ativo na cidade. Como que ele não consegue? Ninguém quer assumir responsabilidade.

VIDAL,Sérgio,Café carioca,2008,ast,120 x 80

Café Carioca, 2008

Sérgio Vidal (Brasil, 1945)

acrílica sobre tela, 120 x 80 cm

A decisão de voltar a discutir o assunto de casas de cultura foi também em solidariedade com os empresários da Lapa que temem uma caça às bruxas.  Acredito que assim como o Patrimônio Histórico pode proteger as fachadas de bairros como a Lapa, poderia também apresentar soluções de como fazer com que essas construções possam ser utizadas para os fins que seus donos desejam.  Não adianta só proibir.  Tem que mostrar como solucionar o problema, que é de todos nós, é a nossa herança cultural.  Não queremos que os edifícios da Lapa se deteriorem, queremos que sejam protegidos mas usáveis.  Quando passeei pela Espanha — e vou usar a Espanha como exemplo, porque fiquei muito impressionada com o trabalho de preservação arquitetônica lá —  vi diversas soluções que poderiam muito bem ser aplicadas a conjuntos arquitetônicos como os da Lapa.  Há de haver vontade de todas as partes envolvidas.  O empresário não é só um monstro, como tende-se a pensar por aqui.  Sem ele muito do que nós consideramos “alma carioca” não existiria.  Não há mal algum em se ganhar dinheiro, em explorar um filão cultural.  Temos sim que ter responsabilidade.  E essa tem que ser de todos nós.  A coisa mais irritante na nossa cidade é pensar que cultura só pode ser fomentada pelo governo, pelo dinheiro público.  Cultura pode e deve ser mantida pelo dinheiro particular.  O dinheiro público deve ser colocado na educação.  Com educação, temos pessoas que consomem e gastam com a cultura.  Sem ela, não temos nada.





Boavista Sport Club: exemplo de gerenciamento para o futebol e para as artes

22 02 2011
Margarida e Donald vão a uma vernissage em Patópolis, ilustração Walt Disney.

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Meu primeiro emprego fora da sala de aula — diretora de uma galeria de arte, num centro cultural, uma ONG, nos EUA —  foi uma marco positivo na  minha vida profissional.  Nos quase 4 anos que fiquei por lá, aprendi muito sobre gerenciamento de projetos artísticos, coisa que nenhum dos cursos de graduação ou de pós havia pensado em me ensinar, por anos e anos.  Adorei.  Só saí de lá, porque fui morar na Argélia.  Mas nesse período eu, a galeria e a ONG ganhamos com as nossas diferenças, eu mais do que eles…

O objetivo da galeria era fazer a primeira exposição SOLO de um artista plástico que estivesse em início de carreira, mas que já estivesse a caminho de uma vida auto-suficiente nas artes.   A galeria não era o foco principal desse centro cultural, que também tinha um auditório para 120 pessoas, shows nos fins de semana, de música, principalmente jazz em suas inúmeras variações; uma companhia de teatro, formada por alunos e professores de teatro nas nossas próprias salas de aula; um laboratório de fotografia e cursos de fotografia (antes das fotos digitais); cursos de pintura a óleo, aquarela, desenho; cursos de música: violão e piano;  curso de jóias em prata e ouro; curso de encadernação de livros; cursos para a 3ª idade, das mais variadas matérias; e uma série de conferências às terças à noite de tirar o fôlego.  É claro tínhamos um bom bar e uma lojinha-boutique de presentes, não seria EUA sem essa última.

Localizados numa cidade universitária de 400.000 pessoas contando com os alunos,  a meio caminho entre Nova York e Miami, o centro cultural era onde músicos se apresentavam de maneira íntima, quando em turnês.  Pequeno, liberal, criativo o centro cultural era estimado pelos artistas por sua concepção informal e por facilitar uma apresentação, além de um dinheirinho,  nas viagens entre o norte e o sul do país.  Funcionávamos quase 24 horas por dia, porque precisávamos pagar salários, fazer manutenção diária de limpeza das instalações à pintura de paredes, promover os eventos.   A manutenção estava entre os nossos maiores gastos, e além das pessoas pagas, todos nós ajudávamos.  Era essencial: ninguém gasta dinheiro num show ou numa peça de teatro, ninguém compra uma obra de arte ou passa horas-dias num curso  num lugar emporcalhado, sem trato.

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Pateta faz a limpeza do sótão de sua casa, ilustração Walt Disney.

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E precisávamos aumentar a renda sempre.  Isso porque queríamos expandir, melhorar a nossa programação, continuar vivos.   Um grupo criativo sempre aparece com novas idéias do que fazer.  O problema é: como? e com que dinheiro?   Tínhamos algumas fontes de renda essenciais vindas de organizações filantrópicas, e doação em dinheiro ou em materiais de companhias nacionais, locais e de indivíduos.  A importância de fontes de renda de organizações filantrópicas era tão grande que havia uma pessoa paga pela ONG o ano inteiro para competir — por 365 dias, 24 horas, 7 dias por semana – pelo apoio dessas instituições, preenchendo papelada para competição de bolsas governamentais ou daquelas oferecidas por fundações.  Tínhamos também um contador que – porque eu estava sempre do lado que gastava — me parecia um capataz de fazenda cafeeira, que com o chicote na mão: não deixava nada sair do controle, nem por um único mês.  Qualquer projeto que fizéssemos tinha que responder às perguntas iniciais: Quem? O quê? Quando?  Quanto se gasta?  Lucro estava sempre à vista.  Sim, tínhamos que ter lucro.  Éramos uma organização não-lucrativa, mas isso não quer dizer que não iríamos ter lucro para pagar pelos nossos gastos.  Só porque éramos uma ONG, não justificava que se tivesse a intenção de perpetuamente depender do dinheiro alheiro.  Na verdade, a maioria das instituições filantrópicas que nos sustentavam, requeriam que pudéssemos provar que tínhamos condições de nos sustentar.  Senão, não nos dariam apoio.

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Tio Patinhas toma um banho de dinheiro revigorante, ilustração Walt Disney.

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Lembrei-me dessa época, no sábado, 19 de fevereiro, quando li no jornal O GLOBO, caderno de Esportes, o artigo de Carlos Eduardo Mansur — Boavista, um produto em exposição. [não achei o artigo na internet, ainda que o jornal tenha uma versão virtual.] Mansur comenta que o Boavista – que disputará com o Flamengo o título pelo Campeonato Carioca de 2011 —   é um time pequeno que tem surpreendido a todos.  Mansur lembra que o time é diferente dos demais por ter como objetivo a venda de jogadores, por isso, fazer uma boa partida, mostrar a que vieram, está na pauta do projeto do clube.

O sucesso de qualquer empreendimento depende de se entender bem, seu principal objetivo. E depois, gerenciá-lo.  Isso feito, as forças do universo colaboram com você.  Por que a maioria dos empreendedores quando em palestras sobre abertura de negócios enfatiza que se escreva a META da empresa?   Porque ajuda seus donos a sempre se lembrarem do que é necessário ser feito, para não se perder o rumo.

O que o Boavista tem que parece diferente dos outros times cariocas?  É gerenciado como uma empresa que precisa ganhar dinheiro: a Big Ball.  Esta empresa, que controla o time desde 2004, é formada por 3 investidores.  A exemplo de muitos times europeus, a Big Ball gerencia os  profissionais do futebol,  paga seus salários em dia, e investe no bem estar de seu maior patrimônio: o jogador.

É impossível saber através do artigo se Carlos Eduardo Mansur aprova esse sistema.  Seus parágrafos iniciais deixam dúvida:

Quem lançar um olhar objetivo, prático, despido de romantismo, poderá concluir que a chegada do Boavista à semifinal da Taça Guanabara consagra um momento empresarial de fazer futebol.  Um olhar purista talvez reprove uma organização em que o resultado meramente esportivo não é o propósito final.  Seja qual for a corrente de pensamento, uma coisa é certa.  No Boavista, não há rodeios...”

Ora, ora, o futebol, assim como as artes plásticas, é um grande negócio.  O romantismo não cabe na gerência de qualquer um desses empreendimentos.   No futebol, deixemos o romantismo para os torcedores, nas artes ele fica com os compradores.  O erro está em pensar o contrário.

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Pateta joga uma pelada, ilustração Walt Disney.

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Vamos “dar uma espiadinha” nos nossos preconceitos.  Historicamente, em terras lusitanas, quem podia lucrar, fazer dinheiro, eram os nobres e o rei.  Por idiossincrasia, esses não podiam mostrar que se interessavam por ele; nem mesmo levavam uma moeda, que fosse,  consigo mesmos.  Fora eles, quem fazia dinheiro eram os que o emprestavam aos nobres e ao rei, com juros: os judeus, párias da sociedade, mas indispensáveis.  Essa premissa nos levou a considerar – entre outros parâmetros de origem religiosa – que o dinheiro não só era sujo como não deveria estar envolvido com aquilo que realmente amamos.  Puxa, que carma!

Assim, o futebol, por atrair as nossas paixões, não precisa ser levado a sério a ponto de pagar seus jogadores em dia, de requerer um comportamento socialmente responsável de seus ídolos.  Que não paga, não tem moral para exigir nada.  Exemplos abundam à nossa volta de times que são irresponsáveis com seus caixas.  Nas artes, vemos pretensos centros culturais – mantidos com dinheiro alheio — entregues às goteiras, às moscas, aos ratos, porque “denigre” as artes, a preocupação com o dinheiro.  Em ambos os casos a porta para a falcatrua, para o mal gerenciamento, para a pobreza de espírito, para as panelinhas  fica entreaberta, senão escancarada.

Teremos dado um grande passo para o desenvolvimento cultural no Brasil, quando considerarmos nossas organizações artísticas, a exemplo do Boavista Sport Club, um empreendimento que pelo menos seja auto-sustentável.

©Ladyce West, 2011








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