Paleontologia:descobertas as mais antigas pegadas de animal de 4 patas

8 01 2010
Foto: BBC

A prova mais antiga de um animal de quatro patas caminhando no solo foi descoberta na Polônia. Rochas de uma mina desativada nas montanhas da Santa Cruz, na Polônia, trazem “pegadas” de uma criatura desconhecida que viveu há 397 milhões de anos.   Diversos “caminhos” foram identificados nas Minas Zachelmie. Eles representam o movimento de diversos animais quando se movimentavam pela região que nessa época era um lamaçal tropical de ribeirinho, no Periodo Devoniano  da Terra.  

 

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O artigo com a descoberta é o destaque de capa da revista científica Nature. Segundo os cientistas, é possível inclusive perceber os “dedos” do animal. A equipe de cientistas afirma que com a descoberta é um indício de que os primeiros vertebrados terrestres podem ter aparecido milhões de anos antes do que se acreditava.

Este lugar revelou o que eu considero alguns dos fósseis mais incríveis que já achei na minha carreira como paleontólogo“, disse Per Ahlberg, da Universidade de Uppsala, na Suécia, que trabalhou na pesquisa. “As pegadas nos dão o registro mais antigo de como nossos ancestrais distantes saíram da água, se moveram pelo solo e deram seus primeiros passos.” 

Foto: BBC

Os animais eram provavelmente semelhantes a crocodilos e teriam tido um estilo de vida semelhante aos dos anfíbios (que só vieram a surgir milhões de anos depois).  O tamanho das pegadas indica que eles teriam mais de dois metros de tamanho. A equipe de cientistas da Polônia e da Suécia criou uma imagem hipotética do animal a partir da pegada.  Os pesquisadores reconstruíram pelos desenhos das pegadas como essas criaturas moviam suas “ancas”,  “cotovelos” e “joelhos”.

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Antes da descoberta na Polônia, o fóssil mais antigo com características semelhantes era de 375 milhões de anos atrás.   A teoria é que as primeiras criaturas na terra vieram dos peixes que tinham guelras em lóbulos.  A hora exata que dessa transição tem sido uma um dos campos mais ativos de pesquisa na área, nos últimos anos.  Paleontologistas acreditam que esta transição foi rápida, mas em etapas.  Talvez o mais conhecido fossil desta passage seja o organismo conhecido como Tikaalik roseae, um animal com características intermediárias entre peixe e quadrúpedes. 

Reconstrução período devoniano.  UERJ.

 

Fontes para o artigo:

Parte da tradução: Terra

Outra fonte: BBC





Uma mudança na localização do Pólo Norte!

4 01 2010

 

O polo norte magnético da Terra está avançando em direção à Rússia a quase 64 quilômetros por ano devido a mudanças magnéticas no núcleo do planeta, afirma nova pesquisa. O núcleo é profundo demais para que os cientistas detectem diretamente seu campo magnético. Mas os pesquisadores podem inferir os movimentos do campo acompanhando como o campo magnético terrestre muda na superfície e no espaço.

Agora, novos dados analisados sugerem que existe uma região de magnetismo em rápida transformação na superfície do núcleo, possivelmente sendo criada por uma misteriosa “pluma” de magnetismo proveniente do interior do núcleo.

E essa região pode estar deslocando o polo magnético de sua posição de longa data no norte do Canadá, disse Arnaud Chulliat, geofísico do Institut de Physique du Globe de Paris, na França.

O norte magnético, que é o lugar para onde as agulhas das bússolas realmente apontam, está próximo, mas não exatamente no mesmo lugar do Polo Norte geográfico. Neste momento, o norte magnético está próximo à ilha canadense Ellesmere.

Por séculos, navegadores usam o norte magnético para se orientar quando estão distantes de pontos de referência reconhecíveis. Embora os sistemas de posicionamento global tenham em grande parte substituído essas técnicas tradicionais, muitos ainda consideram as bússolas úteis para se orientar sob a água ou no subterrâneo, onde não há sinal dos satélites de GPS.

O polo norte magnético se deslocou muito pouco desde a época em que os cientistas o localizaram pela primeira vez em 1831. Depois, em 1904, o polo começou a avançar rumo ao nordeste num ritmo constante de 15 km por ano.

Em 1989, ele acelerou novamente, e em 2007 cientistas confirmaram que o polo está agora galopando em direção à Sibéria a um ritmo de 55 a 60 km por ano. Um deslocamento rápido do polo magnético significa que mapas do campo magnético devem ser atualizados com mais frequência para que usuários de bússola façam os ajustes cruciais do norte magnético para o verdadeiro Norte.

Geólogos acreditam que a Terra tem um campo magnético porque o núcleo é formado por um centro de ferro sólido cercado por metal líquido em rápida rotação. Isso cria um “dínamo” que comanda nosso campo magnético. Os cientistas suspeitam há muito tempo que, como o núcleo fundido está em constante movimento, mudanças em seu magnetismo podem estar afetando a localização na superfície do norte magnético.

Embora a nova pesquisa pareça sustentar essa idéia, Chulliat não pode afirmar que o pólo norte vai um dia mudar para a Rússia. “É muito difícil prever”, disse Chulliat.

Além disso, ninguém sabe quando e onde outra mudança no núcleo poderá se manifestar, fazendo o norte magnético se mover rumo a uma nova direção. Chulliat apresentou seu trabalho em um encontro da União Geofísica Americana, em São Francisco.

Tradução: Amy Traduções 

Fonte:  Terra

 





Um planeta semelhante à Terra

21 12 2009

 

Esta ilustração mostra como o planeta recém-descoberto pode estar orbitando sua estrela vizinha, que é menor do que o sol da Terra
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Um grupo de astrônomos descobriu um novo planeta muito parecido com a Terra, maior do que ela, e que poderia ter mais da metade de sua superfície coberta por água, mostra um estudo publicado na revista especializada Nature. A “Super-Terra”, como está sendo chamado o planeta (cujo nome oficial é GJ 1214b), está a 42 anos-luz de distância em outro sistema solar, e seu raio é 2,7 vezes maior que o da Terra.

Sua descoberta, relatada no estudo do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, representa “um grande passo à frente” na busca por mundos semelhantes à Terra, estimou Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia, que escreveu um comentário sobre a “Super-Terra” na revista  Nature. O que ainda falta descobrir é a composição gasosa de seu entorno, destacou.

O GJ 1214b tem uma órbita de 38 horas em torno de uma estrela pequena e fraca, que foi vista pela primeira vez por oito telescópios terrestres comuns – não muito maiores daqueles usados por observadores amadores, de acordo com o Centro Harvard-Smithsonian.

Sua relativa proximidade torna possível estudá-lo a ponto de determinar sua atmosfera. “Isso faria dele a primeira ‘Super-Terra’ com atmosfera confirmada – mesmo que esta atmosfera provavelmente não seja boa para a vida como a conhecemos“, explicou David Charbonneau, que coordenou a equipe de pesquisa.

A temperatura do novo planeta, no entanto, é muito alta para abrigar formas de vida como as terrestres, explicaram os cientistas do Centro Harvard-Smithsonian em uma nota. Sua densidade sugere que o planeta “é composto por cerca de três quartos de água e gelo, e um quarto é rocha.  Há também fortes indícios de que o planeta possua uma atmosfera gasosa“.

Os cientistas calcularam a temperatura do GJ 1214b entre 120 e 280 graus Celsius – apesar da estrela central de seu sistema solar ter cerca de um quinto do tamanho do Sol. “Apesar de sua temperatura alta, este parece ser um mundo de água“, disse Zachory Berta, estudante que primeiro identificou indicações da presença do planeta.

É muito menor, mais frio e mais parecido com a Terra do que qualquer outro exoplaneta“, indicou Berta em uma nota. Exoplaneta ou planeta extra-solar é qualquer um localizado fora do nosso Sistema Solar. Berta explicou que parte da água da “Super-Terra” provavelmente está em estado cristalino, que existe em ambientes com pressão atmosférica pelo menos 20 mil vezes superior à encontrada ao nível do mar em nosso planeta.

Entretanto, numa comparação com o CoRoT-7b – outro planeta descoberto pelos cientistas que apresenta semelhanças com a Terra -, o GJ 1214b é bem mais fresco, segundo os astrônomos. O CoRoT-7b, por outro lado, tem densidade próxima à da Terra (5,5 gramas por centímetro cúbico) e parece ser rochoso, enquanto o novo planeta aparenta ser bem menos denso, com 1,9 grama por centímetro cúbico.

Para manter a densidade do planeta tão baixa assim é preciso que contenha grandes quantidades de água“, afirmou Marcy. “Deve haver uma enorme quantidade de água, pelo menos 50% de sua massa“.

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Fonte: Portal Terra





Um dos menores dinossauros que se conhece!

18 12 2009
Foto: AP

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Há dois meses nos Estados |Unidos, o Instituto Dinossauro do Museu de História Natural de Los Angeles, colocou em exposição uma réplica de um dos menores dinossauros que se conhece no mundo.   Chamado de  haagarorum Fruitadens, este dinossauro apesar de pequenino, não parece ser muito simpático.  Ele foi descoberto na América do Norte, há aproximadamnete trinta anos atrás, mas só foi identificado recentemente.  Agora uma réplica de seu corpo foi feita e exposta ao público no museu.

Tudo indica que ele pesava menos de 900 gramas e tinha mais ou menos uns  10 centímetros de altura.  Da cabeça à pontinha da cauda, o haagarorum Fruitadens  deveria medir um pouco mais que 60 centímetros.

O diretor do Instituto Dinossauro, Luis Chiappe, apresenta o pequeno animal.

Foto: AP

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FONTE:  Portal Terra





Novo dinossauro, Tawa hallae

12 12 2009

Uma nova espécie de dinossauro foi encontrada no estado de Novo México, Estados Unidos da América.   Os fósseis revelaram que os dinossauros carnívoros habitavam o planeta há 230 milhões de anos.   O estudo agora publicado na revista «Science» vem também apoiar a hipótese de que os estes antigos senhores da Terra apareceram originalmente no território que hoje ocupa a América do Sul e que pouco depois se dispersaram pelo resto do mundo, que na época era um só continente, a Pangeia.
A  imagem acima mostra a reprodução de um novo dinossauro, chamado “Tawa hallae”, que viveu no período triásico.
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Sterling Nesbitt, investigador da Universidade do Texas, liderou a equipe que estudou o esqueleto praticamente completo deste dinossauro que media 70 centímetros de altura e dois metros de comprimento, do focinho à cauda.

A descoberta desta espécie, batizada como Tawa hallae (em homenagem aos indígenas sul-americanos Hopi que chamam Tawa ao seu deus do Sol) preenche uma lacuna de ligação entre o grupo de grandes carnívoros do período Jurássico, os terópodos Tiranossauro rex e o velociraptor, e os seus ancestrais, como o herrerassauro.

As duas espécies – o Tawa e o herrerassauro – compartilham muitos traços, especialmente em relação à morfologia da cintura. No entanto, o Tawa tem características dos terópodos que não existem no herrerassauro, como bolsas de ar localizadas ao longo da espinha dorsal.  Quando a espécie evoluiu para os neoterópodes do período Jurássico, foram mantidas algumas características comuns a todas as espécies, como as grandes mandíbulas, dentes de carnívoros e alguns traços pélvicos.

Os fósseis, encontrados em 2004 na zona de Ghost Ranch, oferecem também pistas de como estes animais se dispersaram pelo planeta.   Há mais de 200 milhões de anos, no período Triásico, os dinossauros viviam no supercontinente Pangeia que mais tarde se fragmentou para dar origem aos continentes tais como hoje são conhecidos.

Os investigadores acreditam que os grandes grupos dos primeiros dinossauros puderam passar para a parte da Pangeia, que se tornou a América do Norte, no fim do período Triásico. Por alguma razão, apenas os carnívoros se adaptaram ao clima norte-americano.

Artigo: A Complete Skeleton of a Late Triassic Saurischian and the Early Evolution of Dinosaurs

 FONTE:  CIÊNCIA HOJE, PORTUGAL





Achados na Escócia colares de ouro da Idade do Ferro

10 12 2009

Foto: Getty

 

 

Na Escócia, David Booth, um caçador de tesouros amador, empregado como chefe do departamento de caça de um safári local -Blair Drummond Safari Park- , encontrou jóias de ouro da antiguidade estimadas em 1 milhão de libras esterlinas.  Elas estavam enterradas em um campo perto da cidade de Stirling.  Ele as achou usando um detector de metais.   O grupo das jóias, mostrado ao público no início do mês passado, numa exposição no Museu Nacional da Escócia, foi classificado como a descoberta mais importante da Idade do Ferro, já encontrado no país. 

O achado é composto de quatro colares de ouro datando do período entre os séculos I e III a.C.  Três deles estão em condições quase perfeitas, enquanto que o quarto apresenta alguns desgastes.  Dois colares tem como modelo a chamado “ cordão torcido” que era uma maneira de fazer uma jóia com fios rígidos de ouro torcido; uma maneira já conhecida na época, neste local.   O terceiro colar foi feito de uma maneira associada ao artesanato da época do sul da França, e até hoje o único exemplar desse tipo encontrado na Escócia.  O quarto colar mostra técnicas de manufatura – como o trançado de fios de ouro – encontrado só nos países mediterrâneos ou de grande influencia mediterrânea.   Provavelmente esses colares pertenceram a uma pessoa influente,  um líder local, poderoso,  que ao se vestir com essas jóias mostraria sua importância e riqueza.  Além disso, elas mostrariam também a habilidade de seu dono de negociar ou de conquistar outros povos, outras gentes, particularmente os povos estabelecidos no continente europeu.

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Uma comissão de arqueólogos deve agora avaliar as jóia.  De acordo com a lei escocesa, quaisquer objetos arqueológicos encontrados na Escócia pertencem à Coroa britânica.  Mesmo assim David Booth deve receber uma boa quantia como prêmio pelo achado: a tradição leva a crer que a quantia corresponda ao valor do achado. 

Mapa da Escócia com a localização de Stirling onde as jóias foram encontradas.

 

Ainda não se sabe ao certo quando essas jóias estarão à mostra para o público.   A data será estabelecida pelo Comitê de Apoio às Descobertas Arqueológicas da Escócia [Scottish Archaeological Finds Advisory Panel] que no momento auxília os arqueólogos locais a melhor explorarem o sítio arqueológico descoberto por David Booth.  As jóias foram encontradas a apenas 15 cm de profundidade.  Disse o descobridor que só se lembrava que a área — terras particulares para as quais tinha permissão de vasculhar com sua máquina detectora de metais — era conhecida por sítios arqueológicos da Idade do Ferro, mas que não lhe passava pela cabeça que pudesse encontrar algo de tanta grandiosidade.

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Foram encontradas cinco peças todas datando do mesmo período [ 300 -100 a.C. ]:  duas são fragmentos de um único colar, que foi feito no estilo desenvolvido no Sudoeste da França: caraterístico pelo círculo duro, fechado com uma dobradiça e um fecho.  No entanto, a peça que tornou os arqueólogos mais excitados foi o colar que apresenta decorações em cada ponta, feito por 8 arames de ouro alçados juntos, e embelezados por finíssimos fios e correntes.  Essa técnica aparece definitivamente só as áreas do Mediterrâneo.  Assim, esses colares, só por terem sido descobertos, já estão re-escrevendo a história local.  Eles mostram que havia mais conexões entre as tribos escocesas – tradicionalmente vistas como muito isoladas – e outras tribos da Idade do Ferro no coração da Europa.





Estudando a população dos pássaros por seus cantos

9 12 2009

 

Ilustração Milo Winter, década de 1930.

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Como qualquer observador de pássaros poderia dizer, na floresta, ouvir o canto das aves é mais fácil do que avistá-las. Agora, dois cientistas desenvolveram um sistema para estimar a densidade das populações de pássaros ao gravar suas canções com um conjunto de microfones.

O método oferece uma alternativa à forma mais comum de estimar as densidades populacionais de pássaros: o ouvido humano. Ouvintes humanos são empregados com frequência em estudos sobre pássaros, mas o trabalho deles fica bem aquém da perfeição, diz Murray Efford, da Universidade de Otago, em Dunedin, Nova Zelândia. Um problema especial, segundo ele, é que “não somos muito bons em estimar a que distância está a origem de um som“.

Efford e Deanna Dawson, do Serviço de Levantamento Geológico dos Estados Unidos (USGS), em Laurel, Maryland, desenvolveram um método que envolve o uso de múltiplos microfones espalhados pela mata. Ao gravar os pássaros em diversos lugares simultaneamente, os pesquisadores podem estimar a “impressão acústica” deixada por cada pássaro – ou seja, a área em torno dele na qual seu canto pode ser ouvido.

A dimensão dessa impressão acústica depende de parâmetros como o barulho dos pássaros e as propriedades acústicas da floresta. Assim, Efford e Dawson precisam tentar diferentes valores para esses parâmetros até que encontrem uma boa comparação com os dados registrados pelos microfones. Ao final do processo, os pesquisadores se tornam capazes de estimar a densidade da presença de pássaros sem que seja necessário determinar a localização dos pássaros ou conhecer a extensão da floresta.

Os cientistas experimentaram esse método com um pássaro conhecido como mariquita-de-coroa-ruiva (Seiurus aurocapilla), que vive no Refúgio de Pesquisa de Patuxent, perto de Laurel, Maryland. Apenas as mariquitas macho cantam, e a técnica permitiu estimar sua densidade em cerca de um pássaro macho a cada cinco hectares.

As constatações parecem confirmar estimativas computadas com base na captura de filhotes de pássaros por meio de redes. Além disso, os pesquisadores descobriram que a nova técnica oferecia mais precisão do que o método de captura com redes. O trabalho deles foi publicado na versão online da revista Journal of Applied Ecology.

Efford e Dawson afirmam que o método poderia ser usado para estimar as densidades de outros animais difíceis de localizar visualmente, entre os quais baleias e golfinhos. Len Thomas, um especialista em estatísticas ecológicas da Universidade St. Andrews, na Escócia, por exemplo, já está empregando método semelhante como parte de um esforço para monitorar as baleias minke (Balaenoptera acutorostrata) por meio dos sons que elas produzem.

Ilustração Maurício de Sousa.

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O número de baleias dessa espécie avistadas no Pacífico é muito baixo, mas os machos da espécie produzem um som grave e muito característico que poderia ser capturado por hidrofones e possibilitaria determinar sua impressão acústica, como acontece com os pássaros.

No entanto, Thomas afirma que o método desenvolvido por Efford e Dawson só permite contemplar parte do quadro para as populações de baleias minke. O método estima apenas a densidade de sons, não de animais, e no caso das baleias a incerteza quanto à porcentagem de machos que emitem sons e quanto à frequência com que o fazem torna difícil extrapolar desses registros uma estimativa para a densidade populacional.

Efford acrescenta que a nova técnica funcionará melhor no caso de animais que produzem sons repetitivos e em volume constante. Isso significa que ela deve ser especialmente útil para estimar as densidades populacionais de outras espécies de pássaros. “Muitos pássaros repetem o mesmo canto vezes sem conta, de forma persistente e monótona“, ele disse.

A monotonia parece ter incomodado Efford, que teve de ouvir o cântico das mariquitas repetidamente para o estudo. “É um chamado especialmente insistente e irritante“, ele admite.

TEXTO: Emma Marris, para revista Nature.

Tradução: Paulo Migliacci ME

Fonte: Portal Terra





Antiga civilização européia, ao longo do Danúbio, em exposição em Nova York.

7 12 2009

 

Foto: Marius Amarie

 

Escultura de mulher em terracota, 4.050 a 3900 a.C.

Local:  Cucuteni, Drăguşeni

Museu do Condado de Botoşani

 

Antes da glória de Grécia e Roma, e até mesmo antes das primeiras cidades da Mesopotâmia ou dos templos ao longo do Nilo, havia no vale do Baixo Danúbio e ao pé das montanhas dos Bálcãs um povo à frente de seu tempo na arte, tecnologia e no comércio de longa distância.

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Foto: Marius Amarie

 

Vasilhame bi-cônico em terracota,  3700-3500 a.C.

Local: Cucuteni, Şipeniţ

Museu Nacional de História Romênia, Bucareste

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Por 1.500 anos, começando antes de 5.000 A.C., eles cultivaram e construíram cidades bastante grandes, algumas com até duas mil residências.  Esse povo dominava a fundição de cobre em larga escala que era a nova tecnologia da época. Em seus túmulos foram encontrados uma gama impressionante de adereços de cabeça e colares e, em um cemitério, uma grande e, a mais antiga, coleção de artefatos de ouro do mundo.

Foto: Marius Amarie

 

Bracelete em espiral em cobre, 4.500 a 3.900 a.C.

Local: Cucuteni, Ariuşd

Museu de História do Condado de Braşov 

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Os desenhos marcantes de sua cerâmica revelam o refinamento da linguagem visual da cultura. Até descobertas recentes, os artefatos mais intrigantes eram figuras onipresentes de “deusas” de terracota, originalmente interpretadas como evidência do poder espiritual e político das mulheres da sociedade.

Photo: Marius Amarie

 

Modelo arquitetônnico em terracota com sete estatuetas, 3700-3500 a.C.

Local: Piatra Neamţ

Complexo de Museus do Condado de Neamţ 

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Segundo arqueólogos e historiadores, a nova pesquisa ampliou a compreensão dessa cultura há muito tempo ignorada, e que parece ter se aproximado do limiar do status de “civilização”. A escrita ainda não havia sido inventada e ninguém sabe como o povo se chamava. Para alguns acadêmicos, o povo e a região são simplesmente a Velha Europa.

Foto: Rumyana Kostadinova Ivanova

 

Figuras zoomórficas em ouro, 4.400 a 4.200 a.C.

Local: Varna

Museu Regional de História de Varna

 

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A cultura pouco conhecida está sendo resgatada da obscuridade em uma exposição, “O Mundo Perdido da Velha Europa: o vale do Danúbio, 5.000-3.500 A.C.“, que foi inaugurada no mês passado no Instituto para o Estudo do Mundo Antigo da Universidade de Nova York. Mais de 250 artefatos de museus da Bulgária, Moldávia e Romênia estão expostos pela primeira vez nos Estados Unidos. A mostra fica aberta até 25 de abril.

Foto: Marius Amarie

 

Escultura de Mulher em terracota, 5.000 a 4.600 a.C.

Local:  Hamangia, Baïa

Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste

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Em seu auge, em torno de 4500 a.C., disse David W. Anthony, curador convidado da exposição, a Velha Europa estava entre os lugares mais sofisticados e tecnologicamente avançados do mundo e desenvolveu muitos sinais políticos, tecnológicos e ideológicos de civilização.

Foto: Jurie Foca and Valery Hembaruc

 

Três braceletes de cobre em espiral,  4.500 a 4.300 a.C.

Local: Suvorovo-Novodanilovka, Giurgiuleşti

Museu Nacional de História e Arqueologia de Moldova.

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Anthony é professor de antropologia da Hartwick College, em Oneonta, no estado de Nova York, e autor do livro The Horse, the Wheel, and Language: How Bronze-Age Riders from the Eurasian Steppes Shaped the Modern World; [ O cavalo, a roda e a linguagem: como os cavaleiros da era do bronze das estepes eurasianas moldaram o mundo moderno]. Historiadores sugerem que a chegada de povos das estepes ao sudeste da Europa pode ter contribuído para o colapso da cultura da Velha Europa por volta de 3500 a.C.

Foto: Marius Amarie

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Vasilhame esférico com tampa em terracota, 4.200 a 4050 a.C. 

Local: Cucuteni, Scânteia

Complexo do Museu Nacional de Moldova

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Na pré-abertura da exposição, Roger S. Bagnall, diretor do instituto, confessou que até agora muitos arqueólogos não haviam ouvido falar dessas culturas da Velha Europa. Admirando a cerâmica colorida, Bagnall, especialista em arqueologia egípcia, comentou que na época os egípcios com certeza não faziam cerâmica assim

Foto: Rumyana Kostadinova Ivanova

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Cetro em ouro com 9 elementos, 4.400 a 4.200 a.C.

Local: Varna

Museu de História Regional de Varna

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O catálogo da mostra, publicado pela Princeton University Press, é o primeiro compêndio em inglês da pesquisa sobre as descobertas da Velha Europa. O livro, editado por Anthony, com Jennifer Y. Chi, diretora-associada para exposições, inclui ensaios de especialistas da Grã-Bretanha, França, Alemanha, Estados Unidos e dos países onde a cultura existiu.

Foto: Marius Amarie

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Duas estatuetas em terracota, 5.000 a 4.600 a.C.

Local: Hamangia, Cernavodă

Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste

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Chi disse que a exposição reflete o interesse do instituto em estudar as relações entre as culturas conhecidas e ainda não apreciadas com deveriam ser.

Foto: Marius Amarie

 

Aplique antropomórfico em ouro, 4.000 a 3.500 a.C.

Local: Bodrogkeresztúr, Moigrad

Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste.  

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Embora escavações ao longo do último século tenham descoberto vestígios de antigos assentamentos e estátuas de deusas, foi apenas em 1972, quando arqueólogos locais descobriram um grande cemitério do quinto milênio a.C. em Varna, Bulgária, que eles começaram a suspeitar que aquelas não eram pessoas pobres vivendo em sociedades igualitárias não estruturadas. Mesmo então, isolados pela Guerra Fria com a Cortina de Ferro, os búlgaros e romenos foram incapazes de transmitir seu conhecimento ao Ocidente.

Foto: Elena-Roxana Munteanu

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Grupo de 21 estatuetas e 13 cadeiras em terracota, 4.900 a 4.759 a.C.

Local: Cucuteni, Poduri-Dealul Ghindaru

Complexo de Museus do Condado de Neamţ Piatra Neamţ

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A história que agora surge é que agricultores pioneiros após aproximadamente 6200 a.C. se mudaram para o norte em direção à Velha Europa, vindos da Grécia e da Macedônia e levando trigo, sementes de cevada e sua criação de gado e ovelhas. Eles estabeleceram colônias ao longo do Mar Negro e nas planícies e colinas do rio, que evoluíram em culturas relacionadas, mas um tanto distintas, descobriram os arqueólogos. Os assentamentos mantinham contato próximo através de redes de comércio de cobre e ouro e também compartilhavam padrões de cerâmica.

Foto: Marius Amarie

 

Vasilha antropomórfica, em terracota, 5.550 a 5.000 a.C.

Local:Vădastra, Vădastra

Museum Nacional de História da Romênia, Bucareste

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A concha Spondylus do Mar Egeu era um item especial de comércio. Talvez as conchas, usadas em pingentes e pulseiras, fossem símbolos de seus ancestrais egeus. Outros acadêmicos veem essas aquisições de longa distância como motivadas em parte pela ideologia de que os produtos não eram bens no sentido moderno, mas sim “valores”, símbolos de status e reconhecimento.

Foto: Jurie Foca e Valery Hembaruc

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Colar (35 conchas e 26 contas), 4.500-4.300 a.C.

Material: Conchas (Cardium edule, Mactra carolina)

Local: Suvorovo-Novodanilovka, Giurgiuleşti

Museu Nacional de Arqueologia e História de Moldova, Chişinău

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Notando a difusão dessas conchas naquela época, Michel Louis Seferiades, antropólogo do Centro Nacional para Pesquisa Científica, na França, suspeita “que os objetos eram parte de um círculo de mistérios, um conjunto de crenças e mitos“.

Foto: Marius Amarie

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Vasilha antropomórfica em terracota, 4.600 a 3.900 a.C.

Local: Gumelniţa, Sultana

Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste

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De qualquer forma, Seferiades escreveu no catálogo da exposição que a predominância das conchas sugere que a cultura possuía ligações com “uma rede de rotas de acesso e elaborados sistemas sociais de trocas – incluindo o escambo, a troca de presentes e a reciprocidade“.

Foto: Marius Amarie

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Machado de cobre,  3.700 a 3.500 a.C.

Local: Cucuteni, Bogdăneşti

Complexo Nacional de Museus de Moldova

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Ao longo de uma ampla área que hoje é a Bulgária e a Romênia, o povo se assentou em vilarejos de casas de um ou múltiplos recintos, comprimidas dentro de fortificações. As casas, algumas com dois pisos, tinham suportes de madeira, paredes rebocadas com barro e chão de terra batida. Por alguma razão, as pessoas gostavam de fazer modelos de barro de residências com múltiplos pisos, exemplos dos quais estão em exposição.

Foto: Marius Amarie

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Modelo arquitetônico em terracota, 4.600 a 3.900 a.C.

Local:  Gumelniţa, Căscioarele

Museu nacional de História da Romênia, Bucareste

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Algumas cidades do povo cucuteni, uma cultura posterior e aparentemente robusta no norte da Velha Europa, cresceram ao longo de mais de 320 hectares, o que os arqueólogos consideram maior do que qualquer assentamento humano da época. Mas as escavações ainda precisam encontrar evidências definitivas de palácios, templos ou grandes edifícios cívicos. Os arqueólogos concluíram que os rituais religiosos pareciam ser praticados nos lares, onde artefatos de culto foram encontrados.

Foto: Marius Amarie

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Anfora em terracota, 3700 a 3.500 a.C.

Local: Cucuteni, Poduri-Dealul Ghindaru

Complexo de Museus do Condado de Neamţ

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A cerâmica caseira decorada em estilos diversos e complexos sugere a prática de refeições ritualísticas nas residências. Travessas enormes em prateleiras eram típicas da “apresentação socializante do alimento” da cultura, Chi disse.

Foto: Marius Amarie

Vasilha antropomórfica em terracota, 5.300 a 5.000 a.C.

Local: Banat, Parţa

Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste

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À primeira vista, a falta de uma arquitetura de elite levou os acadêmicos a presumir que a Velha Europa possuía pouca ou nenhuma estrutura hierárquica de poder. Isso foi descartado pelos túmulos do cemitério de Varna. Nas duas décadas seguintes a 1972, os arqueólogos encontraram 310 túmulos datados de aproximadamente 4500 a.C.. Anthony disse que isso foi “a melhor prova da existência de uma posição social e política superior claramente distinta“.

Vladimir Slavchev, curador do Museu Regional de História de Varna, disse que “a riqueza e variedade dos presentes nos túmulos de Varna foi uma surpresa“, mesmo para o arqueólogo búlgaro Ivan Ivanov, que liderou as descobertas. “Varna é o cemitério mais antigo já encontrado em que humanos foram enterrados com ornamentos de ouro“, Slavchev disse.

Mais de três mil peças de ouro foram encontradas em 62 túmulos, junto de armas e instrumentos de cobre, ornamentos, colares e pulseiras das apreciadas conchas do Egeu. “A concentração de objetos de prestígio importados em uma distinta minoria de túmulos sugere que posições superiores institucionalizadas existiam”, observam os curadores da exposição em um painel que acompanha o ouro de Varna.

Foto: Marius Amarie

Martelo-arma na forma de cabeça de cavalo, pedra, 4.000 a.C.

Cultura Indo-Européia

Local: Casimcea

Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste

 

Contudo, é intrigante que a elite não parecesse usufruir de uma vida privada de excessos. “As pessoas que quando vivas vestiam trajes de ouro para eventos públicos“, Anthony escreveu, “voltavam para casas bastante comuns“.

O cobre, não o ouro, pode ter sido a principal fonte do sucesso econômico da Velha Europa, afirma Anthony. Como a fundição do cobre foi desenvolvida por volta de 5400 a.C., as culturas da Velha Europa exploraram os minérios da Bulgária e do que hoje é a Sérvia e aprenderam a técnica de alto aquecimento para extrair cobre metálico puro.

Foto: Marius Amarie

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Figura antropomórfica em  ouro, 4.000 a 3.500 a.C.

Local: Bodrogkeresztúr Culture, Moigrad

Museu Nacional de História da Romênia, Bucareste

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O cobre fundido, usado em machados, lâminas de faca e em pulseiras, se tornou uma exportação valiosa. As peças de cobre da Velha Europa foram encontradas em túmulos ao longo do Rio Volga, 1,9 mil km a leste da Bulgária. Os arqueólogos recuperaram mais de cinco toneladas de peças de locais da Velha Europa.

Uma galeria inteira é dedicada às estatuetas, as mais familiares e provocantes peças dos tesouros da cultura. Elas foram encontradas em praticamente toda cultura da Velha Europa em vários contextos: em túmulos, santuários e outros prováveis “espaços religiosos”.

Uma das mais conhecidas é a figura em argila de um homem sentado, com os ombros curvados e as mãos no rosto em aparente contemplação. Chamada de “Pensador”, essa peça e outra figura feminina comparável foram encontradas em um cemitério da cultura hamangia, na Romênia. Será que eles estavam pensativos ou de luto?

Muitas das figuras representam mulheres em uma abstração estilizada, com corpos truncados ou alongados, de seios fartos e quadris largos. A sexualidade explícita dessas figuras convida interpretações relacionadas à fertilidade terrena e humana.

Um grupo notável de 21 figuras femininas, sentadas em um círculo, foi encontrado no local de um vilarejo anterior aos cucutenis no nordeste da Romênia. “Não é difícil imaginar“, disse Douglass W. Bailey da Universidade Estadual de São Francisco, o povo da Velha Europa “arrumando as figuras sentadas em um ou vários grupos de atividades em miniatura, talvez com figuras menores aos seus pés ou até mesmo no colo das figuras sentadas maiores“.

Outros imaginam as figuras como o “Conselho das Deusas”. Em seus influentes livros de três décadas atrás, Marija Gimbutas, antropóloga da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, ofereceu a hipótese de que essa e outras das chamadas figuras de Vênus eram representantes de divindades em cultos a uma Deusa Mãe que predominavam na Europa pré-histórica.

Embora a teoria de Gimbutas ainda tenha seguidores ardorosos, muitos acadêmicos se conformam com explicações mais conservadoras e não-divinas. O poder dos objetos, afirma Bailey, não estava em qualquer referência específica ao divino, mas em “um entendimento compartilhado de identidade de grupo“.

Foto: Marius Amarie

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Braceletes de conchas, 5.000 a 4.600 a.C.

Local: Hamangia, Cernavodă

Museu Nacional de Arqueologia e História da Romênia, Bucareste

 

Como Bailey escreveu no catálogo da exposição, as figuras talvez devessem ser definidas apenas em termos de sua aparência real: retratos representativos em miniatura da forma humana. Assim, “presumo (como é justificado por nosso conhecimento da evolução humana) que a habilidade de fazer, usar e entender objetos simbólicos como tais estatuetas é uma habilidade compartilhada por todos os humanos modernos e, portanto, uma capacidade que conecta você, eu, o homem, a mulher e a criança do Neolítico e os pintores paleolíticos das cavernas“.

Ou então o “Pensador”, por exemplo, é a imagem de você, de mim, dos arqueólogos e historiadores confrontados e perplexos por uma cultura “perdida” no sudeste da Europa que viveu de maneira intensa muito antes de uma palavra ser escrita ou da roda ser girada.

Texto de John Noble Wilford

Amy Traduções com algumas modificações minhas.

Fotos do portal do  The New York Times.

Fonte: Portal Terra





Iceberg gigante na Costa da Austrália

25 11 2009

Um leão marinho descansa na praia, com Iceberg ao fundo.  Foto: AP

 

Cientistas da Divisão Australiana da Antártida divulgaram na terça-feira, 24 de novembro, novas imagens da passagem de icebergs pela Ilha Macquarie, 1,5 km a sudeste da Tasmânia, na Austrália.

As imagens, registradas no dia 16 de novembro, mostram um iceberg próximo da praia de Sandy Bay, na costa leste da ilha. Segundo os cientistas, é muito raro observar icebergs na região. Outras imagens já haviam sido divulgadas no dia 12 de novembro, na ocasião, os cientistas anunciaram que o iceberg tinha 500m de comprimento e estava a cerca de 8km da ilha de Macquarie.

 

Foto: AP

 

O investigador da Divisão Australiana da Antártida, Neal Young, afirmou que outros icebergs foram levados em direção ao norte pelas correntes oceânicas. No entanto, nunca tinham se aproximado tanto da ilha, onde as águas são mais quentes. Segundo os cientistas, as massas de gelo dos icebergs devem se romper e derreter rapidamente em sua ascensão ao norte.





Um novo camaleão na Tanzânia

24 11 2009

Foto: BBC Brasil

 

Cientistas descobriram uma nova espécie de camaleão na Tanzânia.   Este é um camaleão diferente de dois outros camaleões semelhantes encontrados na mesma região.  Trata-se de uma espécie até então desconhecida. A confirmação veio após análise genética dos animais.  O novo animal recebeu o nome de Kynyongia magomberae, em homenagem à floresta de Magombera, onde foi encontrado.

 Espécies de camaleões tendem a se concentrar em áreas pequenas e, infelizmente, o habitat do qual este novo animal depende – a floresta de Magombera – está ameaçado, afirmou Andrew Marshall, do Departamento de Meio-Ambiente da Universidade de York e chefe da equipe de pesquisadores em campo. Esperamos que esta descoberta estimule os esforços para dar mais proteção a esta região e a outras próximas.

 A floresta Magombera da Tanzânia abriga ainda os macacos piliocolobus, que estão ameaçados de extinção. Por causa da tática de camuflagem do camaleão, muitas espécies passam despercebidas pelos cientistas. Ainda assim, cerca de duas novas espécies do réptil são descobertas a cada ano no mundo.

 É maravilhoso encontrar uma nova espécie desta maneira,  disse Marshall ao jornal britânico The Daily Telegraph. Trabalho na Tanzânia há 11 anos e identifiquei algumas novas espécies de árvores, mas encontrar um ser vertebrado é muito especial.

 

FONTE: Terra








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