Novas espécies de rãs, víboras, e mais descobertas no Nepal

10 08 2009

O escorpião Heterometrus nepalensis, catalogado em 2004 no Nepal, pode alcançar 8 cm de comprimento

O escorpião Heterometrus nepalensis, catalogado em 2004 no Nepal, pode alcançar 8 cm de comprimento.  Foto: WWF-Nepal

 

Mais de 350 novas espécies de animais e vegetais foram descobertas na região do Himalaia oriental na última década apesar das ameaças causadas pelo aquecimento global, anunciou nesta segunda-feira a ONG WWF (World Wide Fund for Nature). O catálogo, com dados coletados entre 1998 e 2008, apresenta 244 raridades de plantas, 16 anfíbios, 14 peixes, duas aves, dois mamíferos e pelo menos 60 invertebrados.

 

A pequena rã voadora Rhacophorus suffry, registrada em 2007, utiliza as membranas das longas patas avermelhadas para deslizar pelo ar

A pequena rã voadora Rhacophorus suffry, registrada em 2007, utiliza as membranas das longas patas avermelhadas para deslizar pelo ar.  Foto: WWF-Nepal

 

Entre as novas espécies, encontram-se rãs voadoras, o menor cervo do mundo, o fóssil de uma espécie de lagarto com mais de 100 milhões de anos e a perigosa víbora venenosa Trimeresurus gumprechti. Os achados foram realizados por um grupo internacional de cientistas em uma região da cadeia montanhosa que compreende desde o Butão e o noroeste da Índia até o norte da Birmânia, do Nepal e o sul do Tibete (China).  A pequena rã voadora Rhacophorus suffry, registrada em 2007, utiliza as membranas das longas patas avermelhadas para deslizar pelo ar. O Muntiacus putaoensis, considerado a menor espécie de cervo do mundo, foi descrito em 1999 e não ultrapassa os 80 cm de altura e 11 kg.

 

Identificada em 1999 no Estado indiano de Assam, a rã gigante Leptobrachium smithi possui um olho dourado que impressiona os cientistas

Identificada em 1999 no Estado indiano de Assam, a rã gigante Leptobrachium smithi possui um olho dourado que impressiona os cientistas.  Foto: WWF-Nepal

 

Em 2002, os cientistas observaram pela primeira vez a Trimeresurus gumprechti, uma víbora venenosa perigosa que é capaz de atingir 1,3 m de comprimento. No entanto, os especialistas acreditam que existam exemplares maiores. Do ponto de vista científico, conforme a WWF, um dos descobrimentos mais importantes foi o fóssil da espécie de lagarto pré-histórico Cretacegekko burmae, com mais de 100 milhões de anos. O resto fossilizado do réptil foi encontrado em uma mina de âmbar no vale de Hukawng, norte da Birmânia.

 

Trimeresurus grumprechti, vibora veneneosa

A Trimeresurus gumprechti, uma víbora venenosa perigosa, foi vista pela primeira vez em 2002.  Foto: WWF-Nepal

 

O Himalaia oriental abriga uma diversidade biológica que inclui 10 mil espécies de flora, 300 mamíferos, 977 aves, 176 répteis, 105 anfíbios e 269 tipos de peixes de água doce. Além disso, a região concentra a maior população de tigres de Bengala do planeta e a última com a ocorrência do rinoceronte indio.

 

Fontes:  TERRA

WWF-NEPAL





Brasileiros caem para 2º em ranking de consumo ambiental

14 05 2009

borboletas na paisagem

Ilustração:  Maurício de Sousa.

 

Os brasileiros estão em segundo lugar em um ranking que avaliou a consciência ambiental e os hábitos de consumidores em 17 países. Em 2008, os brasileiros lideravam a lista, mas na nova edição do ranking o Brasil caiu uma posição e foi superado pela Índia.

 

A pesquisa foi feita através de questionários pela internet com 17 mil pessoas em 17 países. As perguntas eram sobre comportamento dos consumidores em relação a uso de energia, escolhas de transporte, fontes de alimentos, uso de produtos verdes e orgânicos, atitudes em relação ao ambiente e consciência sobre problemas ambientais.

 

Especialistas em ambiente analisaram as respostas e elaboraram o “Greendex 2009” (ou “Índice Verde 2009”). A pesquisa foi feita pela National Geographic Society e pela empresa GlobalScan.

Greendex 2009

  1. Índia
  2. Brasil
  3. China
  4. Argentina
  5. Coréia do Sul
  6. México
  7. Hungria
  8. Rússia
  9. Espanha
  10. Alemanha
  11. Suécia
  12. Austrália
  13. França
  14. Grã-Bretanha
  15. Japão
  16. Canadá
  17. Estados Unidos

 

Consumidores dos países emergentes foram considerados mais conscientes do meio ambiente do que os cidadãos de países desenvolvidos. Índia, Brasil e China lideram o ranking. Japão, Canadá e Estados Unidos ocupam os últimos lugares.

 

O Brasil foi o único país entre os 17 analisados que caiu no ranking deste ano em comparação com 2008. O resultado ocorreu devido a piores hábitos dos brasileiros em relação a consumo de comida, compra de bens e escolhas de transporte.  O pior resultado dos brasileiros, segundo os especialistas, foi no item sobre consumo de alimentos. O país ficou em 14º entre os 17 países.

 

A pesquisa mostrou que os brasileiros são o segundo maior consumidor de carne bovina, atrás apenas da Argentina. Cinquenta e sete por cento dos brasileiros disseram comer bife mais de uma vez por semana. Esse indicador é considerado negativo pelos especialistas, que afirmam que a produção de carne requer um consumo intensivo de água, causando danos ao ambiente.

 

O Brasil também recebeu uma avaliação pior este ano nas respostas sobre aquisição de bens. Os brasileiros ainda estão entre os consumidores que mais evitam comprar produtos que são nocivos ao ambiente, mas a quantidade de pessoas no Brasil com essa preocupação caiu em 11%, segundo o levantamento.

 

A boa posição do país no ranking deve-se aos hábitos domiciliares dos brasileiros, considerados os melhores entre os 17 países avaliados. Oitenta e nove por cento das pessoas que responderam ao questionário no Brasil moram em residências com menos de cinco quartos. Os brasileiros também estão usando mais fontes limpas de eletricidade e, graças ao clima tropical, não utilizam sistemas de aquecimento nas suas casas com a mesma frequência que consumidores dos outros países.

 

Fonte: BBC





Colapso da ponte de gelo da plataforma Wilkins, na Antártica.

6 04 2009

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Plataforma Wilkins, Antártica.

Uma conhecida ponte de gelo – chamada plataforma Wilkins —  que ligava uma plataforma congelada—do tamanho da Jamaica —  a duas ilhas na Antártica partiu-se. O colapso desta estrutura nos dá uma idéia ainda mais precisa das mudanças regionais no continente. Situada no lado oeste da Península Antártica, a plataforma Wilkins vem diminuindo de tamanho desde a década de 1990.  Há anos, que esta ponte de gelo, era considerada um marco, uma barreira importante, pois ajudava a manter o resto da estrutura de gelo estável.

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O colapso e com ele a remoção desta ponte vai permitir que o gelo circule mais livremente – em mar aberto—entre as ilhas Charcot e Latady.  Esta ligação de gelo conhecida como “a ponte” quebrou-se no seu ponto mais fino e frágil.   Há uma semana já se acompanhava o progresso das rachaduras que Agência Espacial Européia havia indicado através de fotografias de satélite nesta grande “escultura” de gelo.  Alguns recém-formados Icebergs foram vistos no mar no lado ocidental da península, o ponto mais próximo do extremo sul da América do Sul.

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Sabe-se que a plataforma Wilkins estava estável desde 1930 – e provavelmente também estivera estável por muitas décadas antes disso, lembrou o Professor David Vaugham, especialista em geleiras com o Centro Britânico de Pesquisas na Antártica, e que havia colocado um aparelho de GPS na ponte em janeiro deste ano.   Ele também disse que já se previa o rompimento da ponte há algumas semanas e que é provável que a prateleira de gelo por trás seguirá o mesmo caminho.  

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A quebra da ponte e o fato da camada de gelo estar recuando, e ter perdido neste momento a  conexão com uma das ilhas é  uma forte indicação forte de que o aquecimento sobre a Antártida tem um efeito significativo sobre o gelo.   Embora esta fratura na ponte não traga impacto direto sobre o nível do mar, porque o gelo estará flutuando, ela reforça todas as preocupações relacionadas ao impacto das alterações climáticas sobre esta parte da Antártida.   Nos últimos 50 anos, a península tem sido um dos lugares de mais rápido aquecimento do planeta.

 

 

 

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Muitas das prateleiras gelo têm recuado com o tempo.  Seis delas já desapareceram completamente : Prince Gustav Channel, Larsen Inlet, Larsen A, Larsen B, Wordie, Muller e a Jones.  Estudos independentes mostram que quando o gelo destas prateleiras é removido, tanto os glaciers quanto a camada de gelo sobre a terra, avançam para o oceano  mais rapidamente.  É esse gelo que pode elevar o nível do mar.    Os efeitos deste tipo de aceleração não foram incluídos nos registros do Painel Intergovernamental de Alterações Climáticas da ONU.  Em 2007, quando de sua publicação, esta dinâmica do gelo ainda era muito mal compreendida.





Medalhistas em Física!

24 03 2009

pronto-que-talIlustração: Maurício de Sousa

 

 

A Sociedade Brasileira de Física (SBF) irá realizar neste sábado, em São Paulo, a cerimônia de entrega de medalhas para os melhores classificados do Estado na Olimpíada Brasileira de Física 2008 (OBF). Serão premiados 229 alunos, sendo 30 medalhas de ouro, 54 de prata, 57 de bronze e 88 menções honrosas.

A cerimônia de São Paulo faz parte de uma série de eventos que acontecerão em vários estados com essa mesma finalidade. No total do País, serão premiados 831 estudantes que receberão 82 medalhas de ouro, 168 de prata e 248 de bronze, além de 333 menções honrosas. Os alunos melhor classificados também farão parte de um grupo do qual serão selecionadas as equipes para representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Física (IPhO-International Physics Olympiad) e na Olimpíada Ibero-americana de Física (OIbF).

Em 2008, a OBF teve a participação de 620 mil estudantes da 9ª série do ensino fundamental e da 1ª, 2ª e 3ª séries do ensino médio, de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. Nesta edição, o Estado de São Paulo foi representado por 72.266 estudantes.

Promovida pela Sociedade Brasileira de Física, a Olimpíada tem como objetivo despertar e estimular o interesse pela Física, melhorar seu ensino e incentivar os estudantes a seguirem carreiras científico-tecnológicas. O evento tem o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Olimpíada Brasileira de Física (OBF) é um programa permanente da Sociedade Brasileira de Física (SBF) destinado a todos os estudantes do ensino médio (antigo 2º grau) e aos estudantes da última série (atual último ano) do ensino fundamental.  Os alunos melhor classificados também fazem parte de um grupo do qual são selecionadas as equipes para representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Física (IPhO-International Physics Olympiad) e na Olimpíada Ibero-americana de Física (OIbF).

No ano passado, a equipe brasileira foi a campeã na 13ª Olimpíada Ibero-Americana de Física, realizada em Morélia, no México, de 28 de setembro a 3 de outubro.   Além de ganhar três medalhas de ouro e uma de prata, a equipe obteve a melhor nota nas provas experimental e teórica e a primeira posição na classificação geral.   Foi a primeira vez que o Brasil ganhou  três medalhas de ouro. Nesta Olimpíada Ibero-Americana, em 2008, a competição contou com a participação de 68 estudantes do ensino médio de 19 países.

 

Os contemplados com medalha de ouro em 2008 foram os cearenses Mariana Quezado Costa Lima e George Gondim Ribeiro e o paulista Leonardo Mendes Valerio Almeida. Já a prata ficou com Deric de Albuquerque Simão, também do Ceará.  Mariana foi a primeira mulher a ganhar ouro e a maior nota geral em todas as 13 edições do evento. George, por sua vez, se destacou na prova experimental. Os cearenses residem em Fortaleza e Almeida mora em Santos.

 

Já na 39ª Olimpíada Internacional de Física, que foi realizada em Hanói, capital do Vietnã, em 2008, pela primeira vez um estudante brasileiro conquistou uma medalha de prata no evento em que participaram cerca de 400 alunos do ensino médio, de 90 países.  O autor do feito foi Guilherme Victal Alves da Costa, de 16 anos, aluno,  em 2008, do terceiro ano do ensino médio em São Paulo (SP). Além da prata de Guilherme, o paranaense Alex Atsushi Takeda, de Londrina (PR), ganhou a medalha de bronze.  Enquanto André Gentil Guerra Agostinho, do Recife (PE), e Rafael Parpinel Carvina, de São Paulo (SP), foram reconhecidos com menções honrosas. Também representou o país o paulistano Vitor Mori.

 

E então?  Você não gostaria de participar?  Ou de ver a sua escola participando?  Clique aqui para mais informações:  CLIQUE.





Música para os ouvidos?

24 02 2009

mosquitinha

 

Você sabia que aquele cantar horripilante da fêmea do mosquito, aquele barulho semelhante a um violino desafinado, que não nos deixa dormir, é um verdadeiro poema de amor para os mosquitos machos que os ouvem? É um sinal de preparação para uma grande noite de amor!  Mas nem tudo está perdido em termos de música para os nossos ouvidos!

 

A esperança vem com os cientistas da Universidade de Cornell, nos EUA, que descobriram que, contrário ao que se pensava, os mosquitos Aedes Aegypti têm uma outra música, distinta, só deles.  E acreditam que é que isso venha a trazer os meios para que possam desenvolver cientificamente novas idéias de combate à reprodução desses mosquitos.  Na verdade, procuram também um novo estilo de combate à reprodução dos mosquitos Anopheles gambiae que transmitem a malária. 

 

 O que eles descobriram é que a fase do namoro, a chamada para a reprodução dos mosquitos que transmitem dengue é feita numa frequência de 1200 hertz que é um múltiplo simultâneo de 400 hertz – a freqüência das fêmeas e de 600 hertz a freqüência dos machos.   Este conhecimento talvez venha a servir de inspiração para novas maneiras de se controlar a população de mosquitos.   Tradicionalmente os mosquitos que transmitem a malária e a dengue são combatidos, sem grande sucesso, com inseticidas.

 

Nota baseada em notícia da BBC.





Âmbar, insetos e algas no Cretáceo

28 11 2008

 

 

Foi no início deste ano que cientistas franceses conseguiram identificar mais de 350 fósseis de minúsculos animais que viveram nos tempos dos dinossauros, utilizando uma técnica que permitiu observar com detalhes, pela primeira vez, pedaços de âmbar completamente opacos.

 

O âmbar como se sabe é uma resina fóssil das árvores (principalmente pinheiros).  Esta resina tem a função de proteção à planta.  É uma espécie de arma contra a ação de  microorganismos e insetos predatórios ao seu ciclo de vida.  A produção da resina acontece por qualquer lesão, mesmo um simples ataque de insetos é suficiente para sua formação. A resina protege a árvore atuando como cicatrizante.  Tem propriedades anti-sépticas que também ambar2407protegem a árvore de doenças. O âmbar é a resina fóssil de árvores que viveram há milhões de anos em regiões de clima temperado. E que com o tempo transformaram-se  nesta massa, frequentemente denominada de pedra semi-preciosa, porque é usado como uma pedra preciosa, para fazer jóias ou objetos ornamentais, por exemplo, mas não é um mineral. 

Como insetos, de modo geral, são indicadores precisos de variações climáticas e ambientais, grande atenção tem sido dada ao estudo de insetos no período Cretáceo para melhor entendermos a ecologia da era.  O Cretácio foi o período muito importante para a evolução das plantas que dão flores.  Foi nesta época que elas cresceram e se multiplicaram muito.  E aí também que elas passam a depender de insetos polinizadores: abelhas, vespas, borboletas, mariposas e moscas.   Na verdade, 2/3 de todas as plantas que dão flores dependem de insetos para sua polinização.  Vale lembrar que insetos formam o grupo de animais mais numeroso da Terra. 

A análise de dois quilos de material retirado da região de Charentes, no cretaceous-insectsudoeste da França, revelou a presença de insetos, ácaros, aranhas e crustáceos que viveram há cerca de 100 milhões de anos, no período Cretáceo, que vem depois do período Jurássico da era Mesozóica e conhecido como o fim da “Era dos Dinossauros“.  Os primeiros fósseis de grande parte de pássaros, insetos e mamíferos são encontrados no Cretáceo.  Pequenos animais, minúsculos como eram estes encontrados na França, foram as grandes vítimas do âmbar, porque uma vez presos na resina, não teriam forças para se libertarem daquela consistência pegajosa.  Insetos maiores também era capturados mas acredita-se que pudessem sair da pasta melosa da resina com mais facilidade.

A pesquisa na França envolveu cientistas do Museu de História Natural de Paris e da Instalação Européia de Radiação por Síncrotron (ESRF, sigla em inglês) e foi feita por raios-X intensos: a única maneira pela qual se pode visualizar e estudar insetos tão pequeninos no âmbar.  Considerada uma pesquisa particularmente importante, os achados parecem dar apoio a uma  nova teoria sobre a causa da extinção dos dinossauros.  Uma teoria que sugere que os insetos possam ter tido um papel importante na extinção dos grandes répteis pré-históricos.

 

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Inseto Cretáceo, Austrália

 

Inicialmente, essa mudança teria dificultado a vida dos dinossauros vegetarianos e posteriormente, dos seus predadores.  Os vegetarianos morrendo, seus predadores teriam o mesmo fim por fome.

 

George e Roberta Poinar, sugerem que os dinossauros não foram extintos de maneira abrupta, mas que o seu fim foi gradual e teria levado milhões de anos.  Não estamos dizendo que os insetos tenham sido a única causa da extinção dos dinossauros; acreditamos, no entanto, que eles tenham tido papel importante, explica George Poinar.

 

 Fazendo uma reconstrução do ambiente hostil pré-histórico habitado por enxames de insetos encontrados na resina fossilizada do período Cretáceo em depósitos no Líbano, Canadá e Mianmar estes cientistas encontraram vermes intestinais e protozoários em excrementos fossilizados de dinossauros.  Análises mostraram então como insetos infectados com doenças como a malária, (Leishmania ) e outros parasitas intestinais poderiam ter provocado uma devastação lenta dos dinossauros.   Além disso, os insetos poderiam ter destruído a vegetação em geral, espalhando doenças na flora.

 

Em julho deste ano, cientistas do Instituto Geológico e de Mineração  da Espanha descobriram um depósito de âmbar contendo insetos do período Cretáceo, até agora desconhecidos e em “excelente” estado de conservação.  Estes exemplos foram coletados  nos arredores da caverna de El Soplao, na região da cidade de Rábago na Espanha.   

 

Os insetos foram aprisionados no âmbar há 110 milhões de anos, quando a região espanhola de Cantábria, no norte do país, estava inundada pelo mar e era repleta de lagoas cercadas por florestas de pinheiros.  Estas coníferas produziram a resina que ios capturou.  Descrita como uma das reservas de âmbar mais importantes da Europa, ou talvez do mundo os  responsáveis pelo achado – María Najarro, Enrique Peñalver e Idoia Rosales, explicaram que o local reúne um acúmulo “excepcional” de massas de âmbar.

 

 Além de pequenas vespas, moscas, aranhas, baratas e mosquitos, o âmbar de El Soplao preserva ainda uma teia de aranha diferente da encontrada em outra peça de âmbar, descoberta em Teruel e que atraiu grande interesse científico.  

 

Tudo indicava este ano já teríamos tido todas as mais interessantes novidades sobre

Libelula, Cretáceo Inferior, Brasil

Libelula, Cretáceo Inferior, Brasil

o Cretáceo com os estudos mencionados acima tanto na França quanto na Espanha.  Deixa que este mês mais uma descoberta, do Cretáceo e de seus pequeníssimos animais presos no âmbar fossilizado, foi revelada de novo na França em Charente.  Uma descoberta que puxa para trás por 20 milhões de anos o período em que um organismo, uma alga formada por uma única célula, aparece no planeta.   Os cientistas estão surpresos de terem encontrado, presa no âmbar estes micro organismos marinhos.   Como que eles foram parar lá, no meio das árvores?  

 

 

 

 De acordo com uma publicação do Proceedings of the National Academy of Sciences, nos EUA, este achado indicaria, de acordo com um os autores do artigo, Jean-Paul Saint Martin, um cientista do Museu de História Natural de Paris,  não só que esta floresta deveria estar muito próxima do oceano, assim como fortes ventos ou por enchentes durante uma tempestade, deveriam ter levado estes microscópicos seres para terra firme.

 

Este artigo foi parcialmente baseado na revista COSMOS.





Dinossauros reconheciam companheiros pela voz

31 10 2008
Lambeossauro, foto The New York Times

Lambeossauro, foto The New York Times

 

Os lambeossauros – dinossauros com bicos semelhantes aos dos patos viveram entre 85 milhões e 65 milhões de anos atrás, no que chamamos de Período Cretáceo, tardio.  Conhecidos por terem uma crista, feita de ossos, e às vezes bastante complexas, bem em cima de suas cabeças como se fossem coroas, estes dinossauros sempre atraíram a curiosidade dos estudiosos, que já imaginaram todo tipo de função para tal apêndice.    A imaginação de paleontólogos parecia não ter limites quando ainda considerava que nestas cristas  haviam longas e tortuosas passagens nasais.  Inicialmente pensou-se que fizessem parte de um sistema de refrigeração do cérebro.  Ou talvez uma maneira dos dinossauros respirarem debaixo d’água.  Talvez eles tivessem a capacidade de melhorar o faro desses animais?  

 

Recentemente, no entanto, exames de tomografia computadorizada das passagens nasais desses dinossauros sugerem que os dinossauros tinham a capacidade de reconhecer indivíduos da espécie com base apenas em suas vozes.   Cientistas de três universidades canadenses e norte-americanas criaram reconstruções digitais dos fósseis de cérebros e das cavidades das cristas de quatro espécies diferentes de lamebossaurídeos.   Chegaram à conclusão de que estas cristas ósseas  faziam com que os dinossauros pudessem reconhecer outros dinossauros de sua espécie com base apenas em suas vozes.  As vozes desses animais provavelmente mudavam à medida que eles envelheciam, assim como mudavam os tamanhos de suas cristas.

 

O estudo revelou que uma porção, em forma de tubo, no ouvido interno dos dinossauros, a que se dá o nome de cóclea, era sensível o suficiente para detectar os sons em freqüências graves que as cristas produziam.  E como as cristas cresciam com a idade, as cócleas tomavam formas diferentes, mudando muito entre cada indivíduos. 

Isto indica que as cavidades nasais podem ter sido tão únicas quanto as impressões digitais humanas.

 

“Os jovens têm apenas o começo de uma crista e passagens de ar ligeiramente expandidas”, disse Lawrence Witner, paleontologista da Universidade do Ohio que participou do estudo. “À medida que envelhecem, começam a desenvolver passagens de ar muito mais tortuosas e cristas mais altas”.

 

Como resultado, os lambeossaurídeos podem ter tido maneiras únicas de se identificarem a ponto de permitir que seus chamados fossem distinguidos por outros animais.

 

Mais informações, aqui.





Novo dinossauro descoberto na China!

23 10 2008

Arqueólogos na China descobriram fosseis de um dinossauro do tamanho de um pombo que acreditam ser um ancestral não-direto dos pássaros.  O fóssil preservado numa rocha na Mongólia, no condado de Ningcheng no Norte da China, tem 90% de seu corpo preservado.  Deve ter habitado a Terra aproximadamente há 176 – 146  milhões de anos passados, no Médio ao Jurássico Tardio.   

 

O novo dinossauro, recebeu o nome de Epidexipteryx  hui – que em grego quer dizer: o que tem penas de exibição.   Pela data ele se mostra antecessor, ou seja, mais antigo do que os dinossauros Archaeopteryx, que viviam por volta de 155 to 150 milhões de anos atrás, e que são as primeiras aves, com aspecto de dinossauro. 

 

A aparência do Epidexipteryx é interessante.  Tinha penas, mas não voava.  Tinha uma arcada dentária projetada para fora, como a maioria dos carnívoros, mas pesava só aproximadamente 164 gramas.  Os cientistas ainda não sabem de que se alimentava.  Suas refeições seriam de insetos?  De outros répteis ou anfíbios?  Ou seria ele vegetariano, alimentado-se de plantas?   Tinha quatro longas e finas penas saindo de seu curto rabo.  Era bípede (um terópode) pequeno.  O que o faz singular são as quatro longas penas, que saíam da cauda e neste caso específico, para nossa felicidade, ficaram bem preservadas.  Os investigadores julgam que estas penas, que se parecem com uma fita poderiam não só serem ornamentais mas talvez até ajudado no seu movimento por entre ramos de árvores.  Como ornamentação elas deveriam cumprir uma função importante para a reprodução. Há muitas espécies de aves com penas grandes e de cores exóticas, que são importantes para o ritual de acasalamento. O mesmo poderia acontecer com o Epidexipteryx.  Já suas penas curtas, que cobrem o corpo todo do dinossauro provavelmente funcionariam com protetores da temperatura, insulando o corpo do animal das mudanças em temperatura.   Na época em que este dinossauro vivia erupções vulcânicas eram muito comuns.  Ele era parte de um ambiente cheio de lagos e árvores.  Junto a este dinossauro diversos insetos, plantas, salamandras, lagartos, pterossauros cabeludos e mamíferos primitivos voadores e nadadores foram encontrados.

 

Cientistas estão certos de que este dinossauro não pertence ao grupo Microraptor , que são dinossauros apresentando penas e que os acredita-se que voava além de planar.  Mas como o Microraptor – um dinossauro que viveu mais tarde entre 130 a 125 milhões de anos – também tinha dois grupos de asas semelhantes aos primeiros bi planos. Esta nova descoberta ajuda na evidência, muito importante, da relação entre dinossauros e pássaros.  O esqueleto tinha várias características parecidas com os das aves e os paleontólogos colocaram a espécie ao lado das primeiras linhas evolutivas dos dinossauros voadores.   Apesar de este dinossauro não poder ser considerado na linha direta dos ancestrais dos pássaros, é um dinossauro que tem a mais próxima relação filogenética aos pássaros.  Conseqüentemente, pode fornecer informações sobre a transição dos dinossauros a pássaros, incluindo as mudanças ocorridas nas penas e nos rabos.  A sua descoberta nos leva mais próximo do pássaro ancestral – o grande pai dos pássaros que conhecemos hoje.  Descobre-se também com este novo achado que a complexidade da evolução dos dinossauros para pássaros é maior do que até aqui imaginávamos.  

 

Esta descoberta foi publicada na revista científica Nature, com edição desta semana,  por um grupo de investigadores da Academia de Ciências da China, encabeçada por Zhonghe Zhou do Instituto de Paleontologia de Vertebrados e  Paleo-antropologia da Academia de Ciências da China em Pequim.  

Para saber mais clique:

Aqui

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Descobertos: peixes a 7.700 metros de profundidade!

18 10 2008

Cientistas japoneses e ingleses publicaram fotos e um vídeo de peixes descobertos a profundidades nunca antes exploradas.  Um grupo de peixes, conhecidos como LIPARÍDEOS foram registrados em imagens a aproximadamente 7.700 m abaixo do nível do mar, no oceano Pacífico, no Trench japonês [cânion submerso no mar do Japão].     

 

Comumente chamados de peixes-girinos, caramujos marinhos ou lesmas-marinhas, os liparídeos apresentam muitas adaptações para poderem viver com uma pressão aquática tão grande e a escuridão do meio ambiente.

 

Estes peixes não têm espaço para ar no corpo.  Resultado: a pressão aquática não os afeta.  No entanto sabemos que nesta profundidade impulsos elétricos não podem ser transmitidos para as células nervosas ou músculos.  Estes peixes então devem ter adaptações de nível molecular e de ultra-estrutura que não são perceptíveis para nós.  A esperança é um dia podermos pescar estes espécimes. 

 

Apesar de não haver luz nesta profundidade, estes peixes têm olhos, que são localizados na parte frontal da cabeça, disse Monty Priede, diretor do Oceanlab da universidade de Aberdeen na Escócia, que dirige a pesquisa.  Eles devem usar os olhos para captar bioluminescência – que são relâmpagos de luz produzidos por animais nesta profundidade.  As luzes das nossas câmeras são tão fortes que eles não conseguem detectar.  Então podemos dizer que a concepção de ver que nós temos, eles não têm.  Para nós é como se fossem cegos. Eles são capazes de caçar e comer, por exemplo, camarões, mas eles o fazem percebendo vibrações na água.

National Public Radio, Washington DC, 11/10/2008

Para o vídeo destes peixes, clique AQUI.

 

Para o artigo inteiro da NPR, clique AQUI.

 

 

 

 

 

             Japan Trench





Plante uma árvore! Faça o seu bairro, um bairro verde!

21 09 2008

 

 

 

 

A Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro conscientiza sobre importância de plantar árvores nas ruas:

 

A Fundação Parques e Jardins vai lançar uma campanha para conscientizar a população sobre a importância da arborização urbana. O objetivo é oferecer informações sobre os benefícios produzidos pelas árvores para a qualidade de vida, como embelezamento paisagístico, diminuição da temperatura em áreas mais quentes e redução da poluição ambiental.

 

A iniciativa surgiu após a constatação do alto índice de rejeição ao plantio de árvores nas ruas, principalmente nas regiões Norte e Oeste. Por isso, o início da campanha será pelo bairro de Piedade, onde 15 agentes ambientais capacitados darão informações sobre as vantagens de ter as ruas arborizadas e vão incentivar os moradores a adotar a muda plantada na sua rua, se comprometendo a cuidar do seu desenvolvimento.

 

Está na hora de tomarmos todas estas iniciativas sob nossa próprias rédeas.  Afinal, somos nós, cidadãos, que nos beneficiamos com o plantio de árvores em todos os bairros.  A hora é agora!  Mova-se!

TORNE A SUA CIDADE MAIS VERDE!








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