Palavras para lembrar — Robert Sabatier

17 05 2017

 

 

Dominique-Guillemard (França 1949- 2010)Na praia, ostNa praia

Dominique Guillemard (França, 1949-2010)

óleo sobre tela

 

 

“Um best-seller em geral é um não tão bom livro cuja venda permite ao editor outros livros que não são tão maus assim mas que não são vendáveis.”

 

Robert Sabatier

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Livros como amigos: Nina George

11 05 2017

 

 

Karel Simunek (Republica Checa. 1869-1942) bookplateLeitura, Karel Simunek (República Checa. 1869-1942) — Selo de livro

 

“Este era o único aspecto trágico dos livros: eles mudavam as pessoas. Mas não as realmente más. Essas não se tornavam pais melhores, maridos melhores, amigos melhores. Continuavam sendo tiranos, torturavam seus funcionários, filhos e cães, eram odiosos nas pequenas coisas e covardes nas grandes, e se rejubilavam com o constrangimento das vítimas.

— Os livros eram meus amigos — disse Catherine … — Acho que aprendi todos os meus sentimentos com os livros. Neles amei mais, sorri mais e aprendi mais do que em toda a minha vida sem leitura.”

 

Em: A livraria mágica de Paris, Nina George, Rio de Janeiro, Record: 2016, tradução de Petê Rissatti, página 63.





O clube de leitura de M. Perdu, Nina George

8 05 2017

 

 

Women in a Cafe 1924 oil painting by Pietro Marussig,Mulheres num café, 1924

Pietro Marussig (Itália, 1879 – 1937)

Óleo sobre  tela

Museo del Novecento. Milão

 

 

“Perdu havia organizado um clube de leitura para Madame Bomme e as viúvas da rue Montagnard, que quase nunca recebiam a visita de filhos e netos e já definhavam diante da televisão. Elas amavam livros, mas, além disso, a literatura era uma desculpa para a saírem de casa e se dedicarem à degustação de licores adocicados.

A maioria das senhoras escolhia obras eróticas. Perdu lhes entregava os livros disfarçados com sobrecapas de títulos mais discretos: Flora dos alpes, para A vida sexual de Catherine M., padrões de tricô provençal para O amante, de Duras, receitas de geleia de York para Delta de Vênus de Anaïs Nin. As degustadoras de licores eram gratas pelo disfarce — no fim das contas, as viúvas conheciam seus parentes, que viam a leitura como um hobby excêntrico de pessoas esnobes demais para ver televisão, e a literatura erótica como algo bizarro para senhoras com mais de sessenta.

No entanto, nenhum andador bloqueou seu caminho.”

 

Em: A livraria mágica de Paris, Nina George, Rio de Janeiro, Record: 2016, tradução de Petê Rissatti, página 45.





Palavras para lembrar — Ziraldo

7 05 2017

 

 

 

Glatz Oszkar, 1872-1958, Capuz azul, ou a lição, 1945, ost, 62 x 46 cmCapuz azul, ou a lição, 1945

Oszkar Glatz, (Hungria, 1872-1958)

óleo  sobre tela,  62 x 46 cm

 

 

“Ler é mais importante do que estudar.”

 

Ziraldo





Literatura e poder — Viet Thanh Nguyen

4 05 2017

 

 

(c) Lady Lever Art Gallery; Supplied by The Public Catalogue FoundationNapoleão Bonaparte lendo sua carta de abdicação

George Richmond (GB, 1809-1896)

óleo sobre tela

Lady Lever Art Gallery, National Museums Liverpool

 

 

“Literatura e poder não se separam.  A literatura americana é lida através do mundo não só por seu valor inerente, mas porque o resto do mundo sempre lê a literatura dos impérios.  A novidade é que a maneira americana de ensinar a escrever está começando a se espalhar globalmente. A oficina da escrita, com suas premissas não testadas, se espalhou para a Grã-Bretanha e Hong Kong, um modelo de pedagogia que também é uma lição prática de como o poder se propaga e se acoberta.”

 

Viet Thanh Nguyen

 

 

Em: “Viet Thanh Nguyen Reveals How Writers’ Workshops Can Be Hostile“, The New York Times, 26/04/2017

Para o artigo inteiro, aqui.





Sobre escrever: Malcolm Gladwell

3 05 2017

Elizabeth HeckEllen Heck, Elizabeth on her Laptop (2009) Woodcut, drypoint and aquatint.Elizabeth com seu laptop, 2009

Ellen Heck (EUA, contemporânea)

xilogravura, drypoint  e gravura em metal

 

 

“Como escritor, minha principal observação sobre porque outros escritores fracassam é que eles têm pressa demais.  Não acho que se possa escrever um bom livro em dois anos.  Você pode não concordar, ou ter feito isso, mas é uma anomalia. A maioria de nós não consegue escrever livros tão rapidamente, e precisamos ser um pouco mais tartaruga e menos lebre.”

 

Em:  “Malcolm Gladwell on Why We Shouldn’t Value Speed Over Power”, em entrevista a Adam Grant, Heleo.

 

Entrevista e vídeo, aqui.

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Sobre livros…

30 04 2017

 

 

Arkady Plastov (Rússia, 1893-1972), menina lendo, ostMenina lendo

Arkady Platov (Rússia, 1893-1972)

óleo sobre tela

 

 

“Obviamente livros são mais que médicos.Alguns romances são amorosos, companheiros de uma vida inteira;  alguns são um safanão; outros são amigos que o envolvem em toalhas aquecidas quando bate aquela melancolia outonal. E muitos… bem. Muitos são algodão doce rosado, cutucam o cérebro por três segundos e deixam para trás um nada agradável. Como um caso de amor rápido e ardente.”

 

Em: A livraria mágica de Paris, Nina George, Rio de Janeiro, Record: 2016, tradução de Petê Rissatti, páginas 30-31








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