Minutos de sabedoria: Wilhelm von Leibniz

23 03 2020

 

 

Conrad Felixmüller (Alemanha,1897-1977) BILDNIS - HANS CONON VON DER GABELENTZ, Woodcut, 1934, on wove paper, signed, dated, titled and inscribed Holzschnitt.397 x 495 mm.Retrato Hans Conon von der Gabelentz, 1934

Conrad Felixmüller (Alemanha,1897-1977)

Xilogravura sobre papel feito à mão 39 x 49 cm

 

 

“A educação pode tudo: ela faz dançar os ursos.”

 

Wilhelm von Leibniz





Minutos de sabedoria: Haruki Murakami

3 03 2020

 

 

 

Seikichi Izawa (Japão 1926-1997) 1

Jovem mulher lendo

Seikichi Izawa (Japão,  1926-1997)

 

 

“O luto vive dentro de nós, mas a vida é muito maior do que ele. Há muito espaço para todas as demais vivências.”

Haruki Murakami





Palavras para lembrar: Amor Towles

26 02 2020

 

 

 

Arthur_A_Drummond (1891-1977)_BOY_READING_IN_ARMCHAIR_BY_A_WINDOW, 1914, ost, 11x8insRapaz lendo em poltrona junto à janela, 1914

Arthur A Drummond (EUA, 1891-1977)

óleo sobre tela, 28 x 20cm

 

 

“Walden de Thoreau, o único livro em que a infinidade pode ser encontrada em cada página.”

 

Amor Towles





Treinando para ser escritor, texto de Paul Auster

21 01 2020

 

 

 

Merrie C. Ligon (EUA) O leitor, aquarela sobre papelO leitor

Merrie C. Ligon (EUA, contemporânea)

aquarela sobre papel

 

 

“Naqueles três anos como aluno do ensino médio nos subúrbios de Nova Jersey, Ferguson de dezesseis, dezessete e dezoito anos começou a escrever vinte e sete contos, terminou dezenove e passou não menos de uma hora por dia com o que chamava de seus cadernos de trabalho, que ia enchendo com diversos exercícios de escrita que inventava para si mesmo, a fim de manter a forma, afiar a pegada e tentar melhorar (como ele disse certa vez para Amy): descrições de objetos físicos, paisagens, céus no amanhecer, rostos humanos, animais, o efeito da luz na neve, o barulho da chuva no vidro, o cheiro de madeira queimada, a sensação de andar na neblina e ouvir o vento soprar entre os galhos das árvores; monólogos na voz de outras pessoas a fim de se transformar naquelas pessoas ou, pelo menos, tentar entendê-las melhor (o pai, a mãe, o padrasto, Amy, Noah, seus professores, seus colegas de colégio,o sr. e a sra Federman), mas também pessoas desconhecidas e mas distantes, como J. S. Bach, Franz Kafka, a garota do caixa do supermercado local, o cobrador da Companhia Ferroviária Erie Lackawanna, o mendigo barbado que lhe pediu um dólar na Grand Central Station; imitações de admirados, rigorosos, inimitáveis escritores do passado (pegue um paragrafo de Hawthorne, por exemplo, e componha algo baseado no seu modelo sintático, usando um verbo nos lugares onde ele usava um verbo, um substantivo nos lugares onde ele usava um substantivo, um adjetivo nos lugares onde ele usava um adjetivo — a fim de sentir o ritmo nos ossos, sentir como se forma a música); uma sequência curiosa de vinhetas geradas por trocadilhos, homonímias e deslocamento de uma letra: óleo/olho, luxo/luto, alma/lama; porto/morto e arroubos impetuosos de escrita automática, a fim de limpar o cérebro, toda vez que estiver se sentindo tolhido, como um jorro de escrita de quatro páginas inspirada pela palavra “nômade”, que começava assim: Não, eu não estou doido. Não estou nem zangado, mas me dê uma chance para desnortear você e num instante eu vou te deixar com os bolsos vazios. Também escreveu uma peça em um ato, que ele queimou de desgosto uma semana depois de terminar, e vinte e três poemas que estavam entre os mais nojentos que qualquer cidadão do Novo Mundo jamais viu e que ele rasgou depois de jurar para si mesmo que nunca mais ia escrever poemas. No geral, detestava o que escrevia.  No geral, achava que era burro e sem talento e que jamais conseguiria escrever nada, mesmo assim insistia, se esforçava a se dedicar àquilo todos os dias, apesar dos resultados muitas vezes decepcionantes, entendia que não haveria esperança para ele, a menos que persistisse, que para ser o escritor que almejava levaria anos, mais anos do que seu próprio corpo levaria para terminar de crescer, e toda vez que escrevia algo que parecia ligeiramente menos ruim do que o texto que tinha escrito antes, Ferguson achava que estava progredindo, ainda que o texto seguinte se revelasse uma abominação, pois a verdade era que ele não tinha opção, estava destinado a fazer aquilo ou então morrer, porque, apesar de seus esforços e de seu descontentamento com as coisas mortas que muitas vezes saíam dele, fazer aquilo lhe dava a sensação de estar vivo, mais do que qualquer outra coisa que já tinha feito na vida, e quando as palavras começavam a cantar em seus ouvidos e ele se sentava diante da escrivaninha e empunhava a caneta ou colocava os dedos nas teclas da máquina de escrever, sentia-se nu, nu e exposto ao vasto mundo que passava em disparada na sua frente, e nada dava uma sensação melhor do que isso, nada podia se equiparar à sensação de desaparecer de si mesmo e entrar no vasto mundo cantarolando, por dentro, as palavras que cantarolava, no interior de sua cabeça.”

 

Em: 4321, Paul Auster, tradução de Rubens Figueiredo, Cia das Letras: 2018, páginas 431-432

 

 





Palavras para lembrar: Imperador Juliano

18 01 2020

 

 

 

Agnolo Bronzino, Portrait of a Young Man with a Book. .Christie's Images Ltd 2012Retrato de jovem com livro

Agnolo Bronzino (Itália, 1503 – 1572)

[Il Bronzino]

óleo sobre madeira,  94 x 78 cm

 

 

“Uns gostam de cavalos, outros de animais selvagens: eu, desde a infância, fui tomado por um prodigioso desejo de comprar, de possuir livros.”

 

Imperador Juliano (330 – 363)





Minutos de sabedoria: Ovídio

12 01 2020

 

 

 

442px-Leighton,_Edmund_Blair_-_Off_-_1899Desmanche, 1899

Edmund Blair Leighton (GB, 1852-1922)

óleo sobre madeira, 32 x 24 cm

Manchester Art Gallery

 

 

“O amor é uma espécie de guerra.”

 

Ovídio (43 a.E.C. — 17 E.C.)





Palavras para lembrar: Hubert Aquin

7 01 2020

 

 

 

Raymond-Dendeville-Jeune-fille-lisantMenina lendo

Raymond Dendeville (França, 1901- 1968)

óleo sobre tela

 

 

“A literaturua existe em sua plenitude não quando a obra é escrita, mas quando um leitor refaz o caminho das frases e palavras para transformá-las, dessa maneira, em co-autor da obra.”

 

Hubert Aquin

 








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