Palavras para lembrar: Jules Renard

25 05 2021

Figura de mulher

Jurandir Ubirajara (Brasil, 1903 – 1972)

óleo sobre tela

“Poucos livros mudam uma vida. Quando eles mudam é para sempre.”

Jules Renard





Palavras para lembrar: Clarice Lispector

12 05 2021

Leitura no jardim

Béla Balla (Romênia, 1882 – 1965)

 

 
“Mas já que se há de escrever, que ao menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas…”

 

Clarice Lispector





Palavras para lembrar: Clément Marot

15 04 2021

Lendo, 2011

Paul Kelley (Canadá, 1955)

óleo sobre madeira, 24 x 40 cm

www.paulkelley.ca

 

“Um homem não pode bem escrever se não gostar um pouco de ler.”

 

Clément Marot





Saudades da terra natal, texto de Dirceu Borges

2 11 2020

Os aventureiros, 1933

DETALHE

O descobridor de turmalinas, 1933

Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1937)

óleo sobre tela, 154 x 240 cm

Museu Antônio Parreiras, Niterói RJ

 

“Tinha noite que depois da gente se ajeitar na cama ou na palha do paiol de algum sítio, ou se encarapitar no galho de árvore para o pernoite livre de bichos, ele me falava do país dele. Cantava trovas monótonas, que ia traduzindo. Histórias de uma terra formosa, de cedros-castelos, rios-cantores e de um povo triste porque até a própria linguagem era emprestada. Seus olhos luziam, ele punha-se a tossir voltando o rosto.”

 

Em: O ídolo de cedro, Dirceu Borges, São Paulo, Columbus Cultural Editora: 1989, 4ª edição, p. 89





Preferências, por Anne Fadiman

30 10 2020

Lendo na sombra móvel

Michael de Bono (GB, contemporâneo)

óleo sobre tela

 

 

 

“…Os americanos apreciam o sucesso. Os ingleses admiram o fracasso heroico. Se me for dado escolher – ao menos em minhas leituras – sou antiamericana o bastante para dar precedência ao quixotismo sobre a eficiência a qualquer momento. Sempre considerei o aspecto de crepúsculo-de-um-império da era vitoriana pungente ao extremo, e ninguém conseguiria ser mais vitoriano do que aqueles homens corajosos, sérios, otimistas, abnegados, patriotas, honrados, magnânimos e completamente incompetentes, que deixaram que deixaram seus nomes em todos os mapas do Ártico e da Antártica, embora fracassassem ao navegar a Passagem Noroeste e perdessem a corrida para ambos os Pólos.”

 

Em: Ex-libris: confissões de uma leitora comum, Anne Fadiman, tradução de Ricardo Quintana, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor: 2002, p. 30





Machado de Assis, sobre proteção aos animais

14 09 2020

Ilustração de Kay Rose.

“O primeiro homem que se lembrou de criar uma sociedade protetora dos animais lavrou um grande tento em favor da humanidade.”

Machado de Assis





O que escrevo, texto de Binnie Kirshenbaum

23 08 2020

Ilustração de David Galchutt (EUA, contemporâneo)

 

 

“O grande estardalhaço sobre mim é que eu escrevo obedecendo rigorosamente, alguns podiam dizer anacronicamente, à forma. Sonetos, vilancetes, caçonetas, sextinas, essas coisas, que não têm nada de novo, para dizer o mínimo.  É que, aderindo à forma, a minha linguagem é a da rua. Com gíria, coloquial e desbocada. Escrevo pornografia e sujeira em terza rima. Meus poemas são muitas vezes áridos, feios e fermentados com um humor negro. Escrevo sobre a experiência individual, na crença de que uma vida reflete todas as vidas. Dizem, aqueles que gostam dessas coisas, que sou um tanto poeta intimista quanto formal. Acho que é verdade, embora muitos episódios que conto não sejam meus necessariamente. Isto acontece com todos os escritores. Eles roubam fatos de nossas vidas e fazem o que querem.”

 

Em: Poesia pura, Binnie Kirshenbaum, Rio de Janeiro, Record: 2002, tradução de Lourdes Menegale, página 20.





Minutos de sabedoria: Ernest Hemingway

13 08 2020

 

 

jurick-karin-48Leitora na grama

Karin Jurick (EUA, contemporânea)

 

 

“É uma estupidez não ter esperança.”

Ernest Hemingway





Lendo e lembrando do que leu

8 08 2020

 

 

Convent Lily, Marie Spartali Stillman, 1891Lírio do convento, 1891

Marie Spartali Stillman (GB, 1844 – 1927)

aquarela

Ashmolean Museum, Oxford

 

 

Leio por volta de quarenta e cinco livros de ficção por ano.  E muitos livros de não ficção. Livros de ficção recentes têm tido muito pontos em comum, temas que estão em pauta, aparecem com maior frequência.  Assim aos poucos, se não tomo nota dos personagens, daquilo que achei interessante, acho difícil voltar e me lembrar exatamente do que li em que livro.  Faço parte de três grupos de leitura e nem sempre o que leio é algo que eu teria escolhido.  Portanto nem sempre os autores são conhecidos meus, ou nem sempre trata-se de temas e minha preferência.  Não me importo com isso, porque quero que a leitura abra meus horizontes.  No entanto, à medida que o tempo passa, acho que meu sistema de anotações sobre o que estou lendo está se tornando obsoleto.

Com isso me mente procuro um sistema um pouco mais fácil.  No kindle, onde leio provavelmente metade dos livros, é mais fácil marcar e fazer notas e depois resgatá-las, separá-las.  Selecionar por temas é importante.  Uma coisa que sempre me dá dor de cabeça é guardar o nome dos personagens.  Conheço leitores que fazem isso com cuidado.  Não consigo.  Então saí pela internet à procura de sistemas de anotações de livros.  Hoje mostro o sistema de Bobbie Powers, que li no Medium.  Vou tentar e digo depois se funcionou.

 

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Ele usa três passos:  asterisco, sublinhar, e notas nas páginas finais do livro.

Com o asterisco, esse sinal gráfico em forma de estrela, é usado para passagens que ele considera importantes.  Se for muito importante, ele coloca um círculo ao redor do asterisco.  Esses asteriscos com círculo em geral são o que irá para as páginas em branco no final do livro.

Sublinhar é para citações ou ideias importantes que deveriam ser lembradas palavra por palavra. Sublinhar é uma coisa muito pessoal.  Às vezes marca-se uma passagem porque ela lembra outro livro, ou uma situação pela qual já passamos.  É muito pessoal.

Notas no final do livro, marcando a página onde são encontradas, elas são, de fato, a sua experiência ao ler, aquilo que você acho importante anotar, porque está certo de que faz parte do que o livro quis trazer à tona.

Bobbie Powers ainda anota no rodapé, o significado de palavras que encontrou no texto cujo significado procurou no dicionário..

Lista de personagens – Vou tentar essa maneira na minha próxima leitura.  Com uma adição: no avesso da capa detrás vou escrever o nome dos personagens, para que na hora da conversa sobre o livro eu não fique procurando: “aquela menina loura que era aborrecia muito porque chorava a toa…” esperando que alguém me ajude com o nome… .Teresa!”  Pois é, vamos ver se funciona.

 

Para você ler o artigo de Bobbie Powers na íntegra, clique aqui:  Use this Simple   Technique to Get More Out of Every Book You Read

 





Minutos de sabedoria: Zalkind Piatigorsky

27 07 2020

 

 

 

Alaux, Jean-Pierre 1925 - fille lisantJovem lendo

Jean-Pierre Alaux (França, 1925)

litografia, 50 x 67 cm

 

 

“Foi atravessando os rigores do inverno que o tempo chegou à primavera.”

 

Zalkind Piatigorsky

(Brasil, 1935-1979)

 

 








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