Palavras para lembrar: Doris Lessing

14 09 2021

Este é o nosso canto, 1873

Sir Lawrence Alma Tadema (Holanda-Inglaterra, 1836-1912)

óleo sobre madeira, 56 x 47 cm

Museu Van Gogh, Amsterdam

 

 

“Pais deveriam deixar livros em todos os cantos rotulados ‘proibido’, se quisessem que seus filhos lessem.”

 

Doris Lessing





Sublinhando…

9 09 2021
Ilustração de Jean Emile Laboureur, 1912.

“O mundo, meu caro, é um imenso livro de maravilhas. A parte que o homem já leu chama-se passado; o presente é a página em que está aberto o livro, o futuro são as páginas ainda por cortar.”

Em: O presidente negro, Monteiro Lobato, Capítulo IV. Não posso dar a página, porque li em versão eletrônica. Em domínio público.





Sublinhando…

29 08 2021

Menina que lê, 1971

Cesare Peruzzi (Itália, 1894- 1995

óleo sobre tela

“Às vezes eu ficava com a impressão de que por conta das minhas leituras frequentes eu me chocava menos facilmente do que as pessoas ao meu redor, que eu sabia mais informações factuais — sobre sexo sim, mas também sobre furacões, danças folclóricas e Zoroastrismo. …”

Em: A esposa americana, Curtis Sittenfeld, tradução de Natalie Gerhardt, Rio de Janeiro, Editora Record: 2010, p. 341





Minha avó, de Curtis Sittenfeld

25 08 2021

Lendo no ateliê do artista

Barry Thomas (EUA, 1961)

óleo sobre tela, 76 x 101 cm

 

 

“Vovó nunca passava o aspirador ou varria e apenas em raras ocasiões — se meus pais não estivessem em casa ou se mamãe estivesse doente — ela cozinhava, preparando pratos notáveis pela total ausência de alimentos nutritivos. Um jantar poderia consistir de queijo frito e panquecas mal cozidas. O que vovó realmente fazia era ler; era desse modo que passava o tempo. Não raro, ela terminava um livro em um dia — preferia os romances, principalmente os dos mestres russos, mas também lia histórias, biografias e suspenses sangrentos. Passava horas e horas, durante toda a manhã e a tarde, sentada na sala de estar ou na cama (que estaria arrumada, e ela vestida), virando as páginas e fumando cigarros Pall Mall.  Desde cedo, compreendi que, do ponto de vista doméstico, que é o mesmo que dizer na opinião dos meus pais, vovó não era simplesmente inteligente e fútil; sua inteligência e futilidade estavam entrelaçadas.  Ela podia lhe contar tudo sobre a maldição do diamante Hope ou sobre o canibalismo praticado pelo grupo de emigrantes conhecido como Donner Party — não que ela devesse ter vergonha de saber sobre tudo isso, mas também não havia razão para ficar orgulhosa. As curiosidades e histórias que ela contava eram interessantes, mas nada tinham a ver com a vida real: pagar a hipoteca, lavar uma panela, manter a casa aquecida nos invernos rigorosos de Wisconsin.”

 

Em: A esposa americana, Curtis Sittenfeld , tradução de Natalie Gerhardt, Rio de Janeiro, Editora Record: 2010, pp. 20-21.





Sublinhando…

31 07 2021
Autoria desconhecida.

“Dava para perceber que Marco era um misógino porque, apesar de todas as modelos e vedetes de televisão presentes na sala, ele só prestava atenção em mim.  Não por bondade ou curiosidade, mas porque calhou de eu ter sido oferecida a ele como uma carta de um baralho em que todas as cartas são idênticas.”

Em: A redoma de vidro, Sylvia Plath, tradução de Chico Mattoso, Rio de Janeiro, Biblioteca Azul: 2019, p. 120





Taquigrafia?… texto de Sylvia Plath

25 07 2021

Black-eyed Susans

[Margaridas amarelas do campo]

David Hettinger (EUA, 1946)

óleo sobre tela

 

 

“…Minha mãe vivia dizendo que ninguém se interessaria por uma pessoa formada em inglês. Mas uma pessoa formada em inglês que soubesse taquigrafia era diferente. Todo mundo iria atrás. Ela seria disputada por todos os jovens promissores e faria transcrições de centenas de cartas arrebatadoras.

O problema é que eu odiava a ideia de ter que trabalhar para homens. Eu queria ditar minhas próprias cartas arrebatadoras…”

 

Em: A redoma de vidro, Sylvia Plath, tradução de Chico Mattoso, Rio de Janeiro, Biblioteca Azul: 2019, p. 87





Palavras para lembrar: Jules Renard

25 05 2021

Figura de mulher

Jurandir Ubirajara (Brasil, 1903 – 1972)

óleo sobre tela

“Poucos livros mudam uma vida. Quando eles mudam é para sempre.”

Jules Renard





Palavras para lembrar: Clarice Lispector

12 05 2021

Leitura no jardim

Béla Balla (Romênia, 1882 – 1965)

 

 
“Mas já que se há de escrever, que ao menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas…”

 

Clarice Lispector





Palavras para lembrar: Clément Marot

15 04 2021

Lendo, 2011

Paul Kelley (Canadá, 1955)

óleo sobre madeira, 24 x 40 cm

www.paulkelley.ca

 

“Um homem não pode bem escrever se não gostar um pouco de ler.”

 

Clément Marot





Saudades da terra natal, texto de Dirceu Borges

2 11 2020

Os aventureiros, 1933

DETALHE

O descobridor de turmalinas, 1933

Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1937)

óleo sobre tela, 154 x 240 cm

Museu Antônio Parreiras, Niterói RJ

 

“Tinha noite que depois da gente se ajeitar na cama ou na palha do paiol de algum sítio, ou se encarapitar no galho de árvore para o pernoite livre de bichos, ele me falava do país dele. Cantava trovas monótonas, que ia traduzindo. Histórias de uma terra formosa, de cedros-castelos, rios-cantores e de um povo triste porque até a própria linguagem era emprestada. Seus olhos luziam, ele punha-se a tossir voltando o rosto.”

 

Em: O ídolo de cedro, Dirceu Borges, São Paulo, Columbus Cultural Editora: 1989, 4ª edição, p. 89








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