Rio de Janeiro, minha cidade natal!

30 06 2017

 

 

Mauro Ferreira,Bondinho do Corcovado,46 x 75 cm – OST,Ass. CIE e Dat. 2006Bondinho do Corcovado, 2006

Mauro Ferreira (Brasil, 1958)

óleo sobre tela,  46 x 75 cm





Rio de Janeiro, minha cidade natal!

3 03 2017

 

 

 

malagoli-ado-1906-1994-vista-para-o-corcovado-o-s-m-25-x-36-cm-assinadoVista para o Corcovado

Ado Malagoli (Brasil, 1906-1994)

óleo sobre madeira, 25 x 36 cm





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

16 10 2015

 

 

Felisberto Ranzini - Rio de Janeiro - Óleo sobre cartão - 11 x 16 cm ...Paisagem carioca com o Corcovado ao fundo

Felisberto Ranzini (Brasil, 1881-1976)

óleo sobre cartão, 11 x 16 cm





Rio de Janeiro comemorando 450 anos!

9 10 2015

 

EDY GOMES CAROLLO (1921-2000)Paisagem do Corcovado-Rio,ost, 50 x 60Paisagem com Corcovado

Edy Gomes Carollo (Brasil, 1921-2000)

óleo sobre tela, 50x 60 cm





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

15 08 2014

 

 

 

ORTHOF, Geraldo(1903)Rio de Janeiro,1985,ost,54 x73cmRio de Janeiro, 1985

Geraldo Orthof (Brasil, 1903-1993)

óleo sobre tela, 54 x 73 cm





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

20 06 2014

CLÓVIS PÉSCIO - Cena do Rio - Óleo sobre telaGlória, vista da baía de Guanabara

Clóvis Péscio (Brasil, 1951)

óleo sobre tela

www.clovispescio.com.br





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

6 06 2014

Augustus Earle, vista de botafogo, 1832Vista da planície de Botafogo, 1832

Augustus Earle (Inglaterra, 1793-1838)

aquarela

Acervo da Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

16 05 2014

Marcio Schiaz (Brasil 1965), Urca, 2008, osmUrca, 2008

Márcio Schiaz (Brasil, 1965)

óleo sobre madeira





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

14 03 2014

Antônio Orleans e Bragança, Jardim Botânico - RJ,2008,46 x 61 cm – AquarelaJardim Botânico, 2008

Antônio de Orléans e Bragança (Brasil, 1950)

Aquarela sobre papel, 46 x 61 cm





Nélida Piñon e a Lagoa Rodrigo de Freitas

14 01 2013

corcovado e lagoa

Corcovado e lagoa Rodrigo de Freitas, vista de Ipanema.

“Da janela da sala, avalio a beleza da lagoa Rodrigo de Freitas, cuja estética depende da capacidade de cada qual misturar princípios, gostos, esquemas, de abrir-se para a voluptuosidade das ofertas que nos cercam. Assim, o espelho da água denuncia em que estágio estou. Se amadureci com lisura, elegância, para ser quem sou, se ainda há tempo pra me corrigir.

Mais adiante observo o morro Dois Irmãos, de aparência irreal ao se iluminar. À direita, no topo da montanha, o Cristo, de braços abertos, critica o ufanismo nacional.  Ele contempla os excessos e se cala. Da casa, em linha reta, quase no rés do chão os clubes náuticos e as pistas verdes do Jockey Clube.

Despertei cedo e pus-me a escrever com a esperança de ser tocada pela graça. Para o trabalho que ora desenvolvo, qualquer hora e local servem. Só as palavras, com seus símbolos, me pautam. A escrita brota, então, das máscaras que peço emprestadas a quem não sei, com o intuito de me apresentar em público. A escrita, contudo, à minha revelia, anota o inconfessável, a matéria da cama e dos salões. Mas como ludibriar sem a verdade da criação? Se a ficção apresenta, no seu nascedouro, uma verdade feita de falsa coerência?

Sigo para o mercado, atraída pelo supérfluo. Congratulo-me com o bairro e os seres que perambulam pelas ruas. Sei conquanto a vida não me perpetue, insisto em ser trânsfuga, andarilha, falar o português.  O que mais pedir ao Brasil?

Ao final da tarde, o crepúsculo da lagoa reafirma que a arte reconcilia os seres, aquece-os. O ano está prestes a acabar, há que prestar contas, fazer votos, pedir trégua aos desafetos, aos que se odeiam  tanto que só o assassinato lhes abrandaria o coração. Solicitar, sobretudo, mesa farta para os humilhados, febre para os indiferentes, clemência amorosa.

Jogo as cartas sobre a mesa aguardando que o ás de ouros me indique o porvir”.

 –

Em: Livro das Horas, Nélida Piñon, Rio de Janeiro, Record: 2012, pp 129-130








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