O último poema, Manuel Bandeira

4 09 2017

 

 

1927 Jane Rogers Interior SceneInterior, 1927

Jane Rogers (EUA, 1896 – ?)

óleo sobre tela

 

 

O último poema

 

Manuel Bandeira

 

Assim eu quereria meu último poema

Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais

Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas

Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume

A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos

A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

 

Em: Estrela da Vida Inteira- poesias reunidas, Manuel Bandeira, Rio de Janeiro, José Olympio: 1979, p. 119

 





Cuidado, quebra! Prato com brasão de Florença!

20 07 2017

 

 

louvre-bassin

Prato fundo com o brasão da cidade de Florença, início do século XV

Faiança. 64 cm de diâmetro e 8 cm de altura

Louvre

 

 

Este prato é uma das relíquias de cerâmica mais impressionantes do início do século XV (1400-1425) em Florença.  O desenho de um leão num campo de lírios e segurando uma bandeira com o lírio florentino, símbolo da cidade. O prato mostra influência espanhola e do oriente, mas também anuncia a nova faiança italiana.  Como o catálogo do Museu do Louvre explica, esse prato deve ser visto no contexto de desenvolvimento de um novo estilo, original.

 





Fim do outono, poesia infantil de Zinda Maria Vasconcellos

1 05 2017

 

 

outono, g highamOUTONO, ilustração de G. Higham

 

 

Fim de outono

 

Zinda Maria Vaconcellos

 

Árvores cheias de frutos,

com as folhas avermelhadas,

estão quietinhas, parada,

parecem ter muito sono…

que bom, estamos no outono…

 

Já mudou a paisagem,

o vento com sua aragem,

põe nuazinhas as árvores.

Folhas caídas, bailando,

vão o chão todo enfeitando.

É o inverno que vem chegando.

 

 

Em: O mundo da criança, vol. 1: poemas e rimas,  Rio de Janeiro, Editora Delta: 1971, p. 146





Rio de Janeiro, minha cidade natal!

21 04 2017

 

 

 

 

VIRGÍLIO DIAS - Bar Amarelinho - Óleo sobre tela - 70 x 100VIRGÍLIO DIAS - Bar Amarelinho - Óleo sobre tela - 70 x 100Bar Amarelinho

Virgílio Dias (Brasil, 1956)

óleo sobre tela, 70 x 100 cm

 





Os maravilhosos companheiros de Alfred Richardson Barber

16 04 2017

 

 

Alfred Richardson Barber (British, fl.1873-1893) A Rabbit Family withFamília de coelhos com cenouras e repolhos, 1886

Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)

óleo sobre tela

 

Alfred Richardson Barber (British, fl.1873-1893) RabbitsUma família de coelhos, 1881

Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)

óleo sobre tela, 45 x 63 cm

 

Barber-Alfred-R-Escaped-dois coelhos e um porquinho da indiaDois coelhos e um porquinho da Índia, 1880

Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)

óleo sobre tela

 

Barber, uma famíliaUma família entre repolhos

Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)

óleo sobre tela,  45 x 60 cm

 

barber, repastoHora do repasto

Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)

óleo sobre tela,  45 x 61 cm

 

Barber, coelhos comendoCoelhos comendo, c. 1890

Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)

óleo sobre tela,  25 x 17 cm

 

Barber, uma família felizUma família feliz

Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)

óleo sobre tela,  45 x 65 cm

 

barberm alfred r. coelhos comendo alfaceCoelhos comendo alface

Atribuído a Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)

óleo sobre tela,  52 x 42 cm

 

alfred-richardson-barber-afternoon-reposeRepouso da tarde

Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)

óleo sobre tela,  49 x 61 cm

 

alfred-richardson-barber-portrait-of-an-english-springer-spanielRetrato de um Springer Spaniel, 1883

Alfred Richardson Barber (GB, 1841-1924)

óleo sobre madeira,  23 x 23 cm





Dois tipos de escritores, José Eduardo Agualusa

11 04 2017

 

 

Metro Darren ThompsonO Metro

Darren Thompson (EUA, contemporâneo)

óleo sobre tela colada em placa, 30 x 40 cm

Coleção Particular

 

 

“Os escritores podem dividir-se entre aqueles que dizem sofrer enquanto escrevem e os que afirmam divertir-se. Podem também dividir-se entre os que escrevem para saber como termina a história que começaram, e os que só se sentam para escrever depois que desenharam, dentro da cabeça, a estrutura inteira do romance e definiram o enredo, ao mínimo pormenor.”

 

 

Em: “A melancolia do criador depois do fim”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 03/04/2017, 2º caderno, página 2.

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Na tradição clássica: Teseu e o Minotauro

6 04 2017

 

 

b1e2b62db38cc97fbe8d0660c97d85f7Teseu e o minotauro, Séculos II-III

Mosaico romano

Província Récia, Império Romano

Bibliothek der Universität Fribourg, Suíça

 

 

Teseu foi um grande herói grego, filho de Egeu.  Governou Atenas por 30 anos, de 1234 a 1204 a. E. C. É um herói porque entre outros feitos, conseguiu matar o Minotauro, que se encontrava no centro de um labirinto.  O Minotauro, um ser fantástico, metade touro, metade homem, era filho do rei Minos.

Um acordo de guerra depois que Minos derrotou Egeu, pai de Teseu, fez com que Minos cobrasse uma recompensa: de nove em nove anos, sete rapazes e sete moças de Atenas iriam a Creta.  Lá, entrariam no labirinto onde seriam devorados pelo Minotauro, um ser monstruoso.

Na terceira vez que a seleção de jovens para o sacrifício foi feita, Teseu decidiu que isso era demais. Substituiu um dos jovens rapazes indicados para morrer no labirinto e rumou para Creta. Teve, no entanto, ajuda de Ariadne, filha do rei Minos, que enamorada por Teseu, sugeriu ao jovem que entrasse no labirinto segurando um novelo de lã, cuja ponta ela estaria segurando na porta de entrada.   Teseu desenrolaria o fio de Ariadne até chegar ao centro do Labirinto onde, encontraria o Minotauro.  Depois de enfrentá-lo, e matá-lo, bastava enrolar o fio de onde estava, seguindo o caminho de volta até a porta de entrada onde ela o esperava.  E assim foi feito, Teseu matou o Minotauro e voltou vitorioso para o lado de Ariadne.

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