“A foca” poesia infantil de Vinícius de Moraes

4 11 2019

 

StacyCurtis19_7aslf4Ilustração Stacy Curtis.

 

 

A foca

 

Vinícius de Moraes

 

Quer ver a foca

Ficar feliz?

É por uma bola

No seu nariz.

 

Quer ver a foca

Bater palminha?

É dar a ela

Uma sardinha.

 

Quer ver a foca

Fazer uma briga?

É espetar ela

Bem na barriga!

 

 

Em: A arca de Noé, Vinícius de Moraes, Livraria José Olympio Editora: 1984; Rio de Janeiro; 14ª edição, página 67-69.





Rio de Janeiro, à beira da Guanabara!

25 10 2019

 

 

 

TAKAOKA, YASHIYA (1909-1978). Paisagem da Glória com Mosteiro, aquarela, 31 X 42. Assinado e datado (1938)Outeiro da Glória visto da Praça Paris, 1938

Yoshiya Takaoka (Japão/Brasil, 1909-1978)

aquarela, 31 X 42 cm





Esmerado: coroa de ouro, dinastia Tang

30 09 2019

 

 

2019_NYR_18338_0573_000(a_very_rare_gold_headdress_7th-9th_century)Raro adorno para a cabeça (grinalda)

Dinastia Tang, séculos VII-IX Era Comum,

ouro, 31 cm

China

 

Este é um exemplo da confluência de duas culturas em um único objeto, produzido na China, entre os séculos VII e IX. Além disso, esta coroa mostra alto grau de artesanato.

O cavalo galopante, que faz parte do design em cada ponta deste adorno de cabeça, mostra a influência de uma cultura nômade, de uma tribo, das estepes da Asia Central. As patas deste bravo animal praticamente não tocam o chão.  Parecem cavalos elevados a um status mítico, com chifres e ancas em chamas. Por outro lado, os desenhos de flores remetem à dinastia Tang, das linhas entrelaçadas que as sustentam.

É aí que encontramos o casamento de duas culturas em um único objeto.

 

 





Rio de Janeiro, à beira da Guanabara!

6 09 2019

 

 

 

Sergio Piancó, (Brasil, contemporâneo)4.monumento aos pracinhas

Monumento aos pracinhas, 2014

[Monumento Nacional aos Mortos na Segunda Guerra Mundial]

Sérgio Piancó (Brasil, contemporâneo)

acrílica





Caravaggio, nas palavras de Murilo Mendes

2 09 2019

 

 

 

Crucifixion_of_Saint_Peter-Caravaggio_(c.1600).jpgCrucificação de São Pedro, c. 1600

Michelangelo Merisi da Caravaggio (Itália, 1571 – 1610)

óleo sobre tela,  230 x 175 cm

Igreja de Santa Maria do Povo, Roma

 

 

♦ “Michelangelo Merisi dito il  Caravaggio porque nascido em Caravaggio, aldeia da região Bergamasca: aos 16 anos já com a pintura no sangue transfere-se para Roma onde executará obras capitais,  a vocação de Mateus na Igreja de San Luigi de Francesi, Paulo a caminho de Damasco e Pedro crucificado, em Santa Maria del Popolo.

♦  De natureza selvagem irreverente anticonformista, prestigiam-no altos senhores, altas putas, eclesiásticos. Divide-se em rixas discussões de rua taverna bordel. Desafia inimigos a duelo, fere, é ferido.

♦  Ataca a rude matéria da vida. Ajudado pela técnica do claro-escuro inventa a pintura objetiva. O povo participa da ação.  Cresce o gênio do detalhe. O realismo transpõe os esquemas herdados, adianta-se em concisão e intensidade: Caravaggio fixa as coisas na sua consistência corpórea, torna polêmica a luz, que passa do elemento secundário a protagonista.

♦  É um deus, o deus Caravaggio. Entre seus numerosos descendentes, Velásquez e Rembrandt. Qual dos três o maior? Nenhum; os três são maiores.

♦  Caravaggio durante uma rixa mata à força de espada um certo Ranuncio Tommaso, que só por isto é inaugurado. Temendo a fúria pontificia foge para Malta onde o grão-mestre da ordem, Alof de Wignacourt, recebe-o em fasto e lhe empresta dois escravos para segui-lo. Futuramente aparentado a Rimbaud, apesar da glória Caravaggio permanece inadaptável, feroz, surdo ao diálogo. Tateando no claro-escuro, bêbado seminu sem flores vagueia pela Itália.

♦  Praia de Porto Ercole (Toscana). Contrai malária. Perde os papéis de identidade, a bagagem e as telas que trouxera de Malta. Tendo litigado com o grão-mestre, os esbirros deste desencadeiam a vingança. Ferido, golpeado no rosto, grita em vão por socorro. Apostrofa os cães e suas fezes. Michelangelo Merisi dito il  Caravaggio, outrora chama, desespera-se de não poder pintar — escuro demais — o abismo do nada que já desvenda; e — claro de mais — o espaço da própria morte.

 

Em: Transístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980, pp. 214-215.





Nossas cidades: Milho Verde, MG

25 06 2019

 

 

 

OLYMPUS DIGITAL CAMERAMilho Verde, MG, 2007

Baptista Gariglio (Brasil, 1961)

Óleo Sobre Tela, 50 x 65cm





Domingo, um passeio no campo!

23 06 2019

 

 

 

KOSAK, CAROL (POLONIA, 1895-1968)Cavalos,o.s.t. - datado 1962,79x139cmCavalos, 1968

Carol Kossak (Polônia/Brasil, 1895 – 1968)

óleo sobre cartão,  79 x 130 cm








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