Dia da árvore, uma homenagem: a árvore na pintura do Brasil

21 09 2015

 

Alexandre Reider - óleo sobre tela - 0,20x0,24 cmPaisagem

Alexandre Reider (Brasil, 1973)

óleo sobre tela,  20 x 24 cm

 

ALFREDO VOLPI - (1896 - 1988) Paisagem, osc, 34x26Paisagem

Alfredo Volpi (Itália/Brasil, 1896-1988)

óleo sobre cartão, 34 x 26 cm

 

 

BENEDITO, LUIZI (1933) - Paisagem Serrana com Estradinha,ost, 50 x 70.Paisagem serrana com estradinha

Benedito Luizi (Brasil, 1933)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm

 

Bruno Bronislaw Lechowski (1887–1941),Paisagem

Bruno Bronislaw Lechowski (Polônia/Brasil, 1887–1941)

óleo sobre tela

 

 

BustamenteSa,Flamboyant,osm,1944,25x20Flamboyant, 1944

Rubens Bustamante Sá (Brasil, 1907-1988)

óleo sobre madeira, 25 x 20 cm

 

COCULILO, FRANCISCO - óleo stela, datado 46, medindo, 44 cm x 38 cmIpê amarelo com Baía de Guanabara ao fundo, 1946

Francisco Coculilo (Brasil, 1895-1945)

óleo sobre tela, 44 x 38 cm

 

 

Edson Lima (1936-2000) - Cajueiro e lazer - Óleo sobre tela - 50 x 67 cm - 2000Cajueiro e lazer, 2000

Edson Lima (Brasil, 1936-2000)

óleo sobre tela, 50 x 67 cm

 

FANG (Fang Chen-Kong) (1931) Paisagem. o.s.t. - 40 x 50 cm. .AssinadoPaisagem

Fang  [Fang Chen-Kong] (China/Brasil, 1931)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm

 

Fulvio PENNACCHI (Brasil, 1905 - 1992)Árvore com pássaros,1986,técnica mista sobre placa de pedra, 44 x 28 cmÁrvore com pássaros, 1986

Fúlvio Pennacchi (Brasil, 1905-1992)

técnica mista sobre placa de pedra,  44 x 28 cm

 

 

GONÇALO IVO,Campo Cultivado,ost, outubro,1999Vargem Grande – Sítio S. João no verso35 x 24 cmCampo cultivado, 1999

Gonçalo Ivo (Brasil, 1924)

óleo sobre tela, 35 x 24 cm

 

 

Ricardo Schulz - óleo sobre tela - 35 x 24cmSem título

Ricardo Schulz (Brasil, 1946)

óleo sobre tela, 35 x 24 cm

 





Cântico das árvores, poesia de Olavo Bilac, no Dia da Árvore

21 09 2015

 

 

Plantar, Britta Barlow, GoodHousekeeping1927-05Ilustração de Britta Barlow, Revista Good Housekeeping, maio de 1927.

 

 

Cântico das árvores

 

Olavo Bilac

 

 

Quem planta uma árvore enriquece

A terra, mãe piedosa e boa:

E a terra aos homens agradece,

A mãe os filhos abençoa.

 

A árvore, alçando o colo, cheio

De seiva forte e de esplendor

Deixa cair do verde seio,

A flor e o fruto, a sombra e o amor.

 

Crescei, crescei na grande festa

Da luz, de aroma e da bondade,

Árvores, glória da floresta!

Árvores vida da cidade!

 

Crescei, crescei sobre os caminhos,

Árvores belas, maternais,

Dando morada aos passarinhos,

Dando alimento aos animais!

 

Outros verão os vossos pomos:

Se hoje sois fracas e crianças,

Nós, esperanças também somos

Plantamos outras esperanças!

 

Para o futuro trabalhamos:

Pois, no porvir, novos irmãos,

Hão de cantar sob estes ramos,

E bendizer as nossas mãos!

 

-x-

Este poema foi musicado pelo maestro Francisco Braga.

 

Em:  Apologia da árvore, Leonam de Azeredo Penna, Rio de Janeiro, IBDF: 1973, p. 137.

 





Dia da árvore, 21 de setembro!

21 09 2014

 

 

 

antonio peticov, seven trees, 100 x 161cm ostSeven trees, 2002

Antônio Peticov (Brasil, 1946)

óleo sobre tela, 100 x 161 cm

www.art-bonomo.com

 

Nota: tenho a mesma imagem com duas descrições diferentes. Ambas levam o nome Seven Trees, mas aparecem com tamanhos diferentes e datas diferentes. A outra imagem vem de um casa de leilões.  Preferi esta por aparecer dentro do conjunto da obra do pintor e estar consistente com outras obras. Além do mais a galeria virtual está representando o artista.

Há é claro a possibilidade do pintor ter feito a mesma obra mais de uma vez. Isso não é raro. Muito pintores fizeram isso.





Canção da árvore, poesia de Correa Júnior

18 06 2013

arvore, mary blairIlustração Mary Blair.

Canção da árvore

Correa Júnior

    A árvore é flor, sombra na estrada,

    fruto que a sede nos mitiga.

    A árvore é dádiva sagrada:

    — dá-nos ao lar, multiplicada,

    o leito… a mesa… a porta… a viga!

    A árvore é paz, graça e doçura:

    simplicidade, amor, perdão!

    Mostra a esperança, na verdura

    de cada galho, e a dor obscura

    deixa escondida sob o chão.

    O ar purifica, ampara os ninhos:

    e sem vaidade, silenciosa,

    rica de bênçãos e carinhos,

    é, para nós e os passarinhos,

    a criatura mais piedosa.

    A árvore é flor, sombra na estrada,

    fruto que a sede nos mitiga.

    A árvore é dádiva sagrada:

    — dá-nos ao lar, multiplicada,

    o leito… a mesa… a porta… a viga!





Crianças amai as árvores — poema de Martins d’Alvarez

21 09 2011
Ilustração: Bolinha posa para fotografia subindo na árvore.

Crianças, amai as árvores!

Martins D’Alvarez

Meninos, amai as árvores!

Pois elas são como nós…

Têm coração nas raízes

E as folhas falam, têm voz.

Não devemos machucá-las;

Elas também sentem dor.

E são tão boas… Dão sombra,

E os seus frutos nos dão cor.

Elas morrem para dar

Conforto ao nosso viver…

Do leito, para sonhar,

Ao carvão para aquecer.

Sejamos irmãos das árvores!

Façamos-lhes festas mil!

A árvore é a fada da pátria…

Foi quem deu nome ao Brasil!

Feliz Dia da Árvore

para todos vocês!





Árvore, poema de Hélio Pellegrino, para o Dia da Árvore

17 09 2011

Paisagem, década de 1940

Joaquim Figueira (Brasil, 1904-1943)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

Árvore

Hélio Pellegrino

Quanto silêncio em tua raiz,

árvore, respiraste,

para chegar a ousar

a doçura que ousaste;

quanta nortada sacudiu,

na fúria rouca de águas bravas,

tua galharia, até que houvesse

esta flor calma em tua haste.

Em: Minérios domados- poesia reunida,  Hélio Pellegrino,  Rio de Janeiro, Rocco: 1993


Hélio Pellegrino nasceu em Belo-Horizonte em 1924 e morreu no Rio de Janeiro em 1988.  Cursou a faculdade de medicina em Belo Horizonte, mas terde vindo para o Rio de Janeiro com a família, inicia-se na psicanálise, que  praticou por décadas ao mesmo tempo que se dedicava ao jornalismo. Teve também a oportunidade de desenvolver sua carreira de  escritor e poeta.

Obras literária :

Poema do príncipe exilado, 1947

A burrice do demônio, 1988

Minérios Domados, 1993

Meditação de Natal, 2003

Lucidez embriagada, 2004





Contraste, poesia de Aristeu Bulhões pelo dia da árvore

12 09 2011

Pé de romã, 1990

Amadeu Luciano Lorenzatto (Brasil, 1900-1995)

óleo sobre eucatex, 60 x 40 cm

Contraste

                                               Aristeu Bulhões

No chão do meu quintal, que rústico era,

Eu, que de sonhos enfeitava a vida,

Numa linda manhã de primavera,

Plantei ramos de uma árvore caída…

E, cheio de ilusão e de quimera,

Abandonei a terra estremecida

Como o viajante que atingir espera

A rósea meta, a que o Ideal convida…

Anos depois voltei…  Na alma cansada

nem mais um sonho, uma ilusão trazia

Porque tudo eu perdera na jornada.

Mas, cada ramo que plantei a esmo,

Era uma árvore imensa que floria

Para arrimo e conforto de mim mesmo.

Em:  Apologia da árvore, Leonam de Azeredo Penna, Rio de Janeiro, IBDF: 1973








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