Imagem de leitura — Dennis Nolan

22 04 2015

 

 

Bedtime.jpgDennis Nolan,Hora de dormir

Dennis Nolan (EUA, 1945)





Ninho de ovos de dinossauros descobertos na Chechênia

13 04 2012

Cientistas da república islâmica da Chechênia, no Cáucaso, que faz parte da Federação Russa, descobriram um “esconderijo” de ovos fossilizados de dinossauros em uma área montanhosa no sul da república. Uma equipe de geógrafos fez a descoberta em uma expedição para estudar duas cachoeiras até então desconhecidas numa área intocada no Sharoyski , Distrito da Chechênia.

Existem pedras nas encostas da montanha e entre eles notamos uma espécie de globos lisos e macios“, afirmou Magomed Dzhabrailov, geógrafo da Universidade do Estado da Chechênia. “Chegamos perto e vimos que não eram pedras. Concluímos, então, que eram ovos de dinossauro, por causa das cascas, claras e gemas que eram bem nítidas. O diâmetro do ovo varia entre 63 centímetros e um metro“, contou.  “A visão transversal [de um dos ovos] mostra que a sua casca, gema e albúmen são muito bem-circunscritos. Tiramos várias amostras para verificar a composição física e química dos fósseis.”

Um grupo de paleontologistas foi enviado a Moscou para estudar as amostras e conduzir testes de radiocarbono nas mesmas.  Os cientistas acreditam que os ovos – cerca de quarenta  — foram colocados por um dinossauro herbívoro que viveu cerca de 60 milhões de anos atrás, época de extinção dos dinossauros no planeta.

Fontes: RIA NOVOSTI e Terra





Um gigante chileno: Atacamaticán, um dinossauro herbíforo

19 03 2011

 

Criação artística de como deveria ser o Atacamaticán.

Um gigante chileno: esta é a melhor descrição do Atacamaticán, um dinossauro herbívoro que habitou o norte do Chile há cerca de 100 milhões de anos.  Seu nome deriva do  deserto do Atacama localizado na região norte do país, um dos desertos mais áridos do mundo.  A notícia foi divulgada na revista científica Anais da Academia Brasileira de Ciências.

O Atacamatitán chilensis é o primeiro dinossauro a ser batizado no Chile“, afirmou  o paleontólogo David Rubilar, integrante da equipe que realizou a descoberta.

Esta nova espécie fóssil permitirá ampliar o conhecimento dos dinossauros na América do Sul e representa uma grande contribuição para a paleontologia nacional“, acrescentou o pesquisador.

Trata-se de uma nova espécie de dinossauro gigante, o titanossauro, herbívoro, com pescoço e cauda muito longos.  Ele teria cerca de oito metros de comprimento e pesaria próximo a  cinco toneladas. A particularidade desse dinossauro são suas pernas mais magras, reflexo da geografia do local onde esses animais viveram no passado e de sua alimentação, segundo o cientista.

Sua particularidade foi diagnosticada a partir das vértebras do dorso e da cauda e pelo formato do fêmur, mais fino do que em que qualquer titanossauro já descoberto“, explicou Rubilar.  “Não é nem o maior nem o menor, sua principal característica distintiva está no fêmur“, acrescentou o especialista.

Os restos desse dinossauro foram encontrados em 2000 onde fica hoje o deserto do Atacama, o mais árido do mundo, localizado no extremo norte do Chile com uma extensão de mais de 100.000 km2 e com períodos de até 300 anos sem chuvas.

O Atacamaticán se alimentava dos frutos das araucárias, o que indica que, naquela época, o deserto do Atacama não era um lugar tão árido como agora“, explicou Rubilar, paleontólogo do Museu de História Natural do Chile.

FONTE: AFP





No Maranhão: Espinossaurídeo Oxalaia quilombensis

17 03 2011

Espinossaurídeo Oxalaia quilombensis, ilustração de reconstrução.

 Cientistas brasileiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro, (UFRJ), anunciaram ontem,  [16/03], no lançamento da publicação Anais da Academia Brasileira de Ciências, a descoberta de um dinossauro gigante, a que se deu o nome de Espinossaurídeo Oxalaia quilombensis.  Este é o maior dinossauro carnívoro já encontrado no Brasil. Viveu no nordeste brasileiro, mais especificamente, no Ilha de Cajual (MA), onde foi encontrado.

O Oxalaia quilombensis  — cujo nome homenageia Oxalá,  divindade masculina mais respeitada na religião africana e  também os quilombos, povoações que construídas por escravos fugidos que existiam na ilha — media de 12 a 14 metros de comprimento, pesava entre 5 e 7 toneladas e viveu há cerca de 95 milhões de anos.  

Essa descoberta foi a estrela da apresentação, onde os pesquisadores do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro mostraram que ao encontrarem os vestígios do pré-maxilar, com sete dentes, e da narina do dinossauro, constataram que o réptil tinha mais semelhanças com outros dinossauros encontrados na costa da África do que com os descobertos até hoje em terras brasileiras, tais como os répteis da Bacia do Araripe.  Verificaram também que o Oxalaia quilombensis, quando comparado a dinossauros da mesma espécie, mas encontrados na costa africana, tem dimensões significativamente maiores do que seus pares da África.   A familiaridade entre esse dinossauro e os encontrados na África nos lembra que há 115 milhões de anos as terras da América do Sul e da África ainda eram unidas, permitindo a livre migração de um lado ao outro de fauna e de flora (atrvés de sementes), pois o Oceano Atlântico ainda não separava os dois modernos continentes. 

Uma das características dos Espinossaurídeos são dentes mais finos e mais fracos  do que os encontrados em outros dinossauros carnívoros.  Essas características levou cientistas a pensarem, por muito tempo, que esses dinossauros se alimentassem de peixes.   Mas há pouco tempo foi descoberta uma mordida de um Espinossaurídeo na vértebra do pescoço de um pterossauro.  Isso mudou tudo e hoje então sabemos que eles tinham uma dieta mais variada, pois podia se alimentar de répteis.   Os Espinossaurídeos reinavam absolutos como maiores carnívoros do país.  Fora eles, não há qualquer outra espécie que ostente mais de 8 metros de comprimento no Brasil.

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A pesquisadora Elaine Machado mostra as partes achadas e o desenho de reconstrução.

O Espinossaurídeo Oxalaia quilombensis tinha espinhos neurais muito alongados que formavam a vela – uma estrutura nas costas como um leque.  Seu crânio lembrava o dos crocodilos porque também era longo. 

Fonte: O GLOBO, versão impressa.





Impressionando as dinossauras com cristas e velas!

30 06 2010
Pterossauro, ilustração.

O objetivo das cristas exageradas e “velas” encontradas em muitos animais fósseis tem sido controverso. Alguns cientistas afirmam que as “velas” nas costas ajudavam a regular a temperatura corporal e que as cristas na cabeça auxiliavam a orientar os répteis alados durante o vôo.  Agora, um novo estudo diz que esses atributos se tornaram tão grandes por causa da competição sexual. Os resultados, descobertos por uma equipe internacional de pesquisadores, foi publicado na revista American Naturalist.

Uma das classes de animais pré-históricos analisados pelos pesquisadores foi a dos pterossauros – répteis voadores extintos na época dos dinossauros.  O estudo sugere que o tamanho da crista da cabeça em relação ao corpo do pterossauro era grande demais para ter sido dedicado ao controle da temperatura corporal ou da direção de voo.   Os pesquisadores também investigaram criaturas semelhantes a mamíferos, chamados eupelicossauros, que viveram antes dos dinossauros. Esse grupo, que incluía os animais dimetrodon e edaphossauro, carregava grandes e elaboradas “velas” ao longo das costas.

Por meio de relações conhecidas entre o tamanho corporal e a atividade metabólica nos organismos vivos – o processo por trás da geração de calor -, os cientistas concluíram que as “velas” eram muito exageradas para terem desempenhado um papel no controle da temperatura corporal.   “Uma das poucas coisas que não mudou ao longo dos últimos 300 milhões anos foi as leis da física“, disse o coautor do estudo, dr. Stuart Humphries, da Universidade de Hull. “Por isso, tem sido bom usar essas leis para compreender o que realmente poderia estar dirigindo a evolução dessas grandes cristas e velas.”

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Pelicossauro, ilustração.

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As velas do eupelicossauro estão entre os primeiros exemplos conhecidos de características sexuais secundárias exageradas na história da evolução dos vertebrados.  “De fato, a vela do dimetrodon é uma das maiores características sexuais secundárias de qualquer animal“, disse Tompkin um dos  coautores junto com  Dave Martill, da Universidade de Portsmouth, que acrescentou: “Pterossauros fizeram um esforço ainda maior para atrair um companheiro que os pavões, cujas grandes penas são consideradas a estrutura mais elaborada de seleção sexual nos dias de hoje. Pavões se desfazem de sua fantástica plumagem a cada ano, então é um fardo temporário, mas os pterossauros tinham que carregar sua crista o tempo todo”.

Tompkins acrescentou: “Nossa análise sugere que o pteranodonte masculino competiam uns com os outros em batalhas por domínio usando suas cristas – de forma semelhante aos animais com chifres ou galhos. As fêmeas possivelmente avaliavam os machos pelo tamanho de suas cristas, de forma semelhante ao que as fêmeas do pavão fazem hoje“.

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Fonte: Estadão on line





Um primo dos dinossauros? Certamente, da família!

7 03 2010

Um grupo de paleontólogos americanos descobriu um ancestral dos dinossauros que habitou a Terra 10 milhões de anos antes que o mais antigo dos répteis gigantes. O Asilisaurus kongwe, uma criatura quadrúpede do tamanho de um cachorro, que é tão próxima do dinossauro quanto os chimpanzés são do homem, foi descoberto na Tanzânia, leste da África.

O resultado dos estudos a respeito desses antepassados dos dinossauros que datam de 245 milhões de anos atrás foi publicado na última edição da revista científica Nature.  “Essa nova evidência sugere que (os dinossauros) foram realmente apenas um dos diversos grandes e distintos grupos de animais que explodiram em diversidade durante o período Triássico“, disse Sterling Nesbitt, pesquisador da Universidade do Texas e líder do estudo.

Randall Irmis, membro do Museu de História Natural de Utah, nos Estados Unidos, que também participou da pesquisa, disse que essa criatura era “o parente mais próximo dos dinossauros. Eles estão para os dinossauros como os chimpanzés estão para os humanos – como primos”. O pesquisador revelou também que o animal não era o que os paleontólogos esperavam. “Era uma pequena e estranha criatura. Nós sempre pensamos que os mais antigos parentes (dos dinossauros) fossem animais pequenos, bípedes e carnívoros. Esses animais andavam sobre quatro patas e tinham bicos e dentes de herbívoros“.

Os paleontólogos encontraram fósseis de pelo menos 14 ossadas no sul da Tanzânia, o que possibilitou a reconstituição quase completa de um esqueleto do Asilisaurus kongwe. Esses animais tinham entre 45 e 90 centímetros de altura, de 0,9 a 3 metros de comprimento e pesavam de 10 a 30 quilos.    Os estudos sobre o espécime indicam que esses primos dos dinossauros entraram em extinção 45 milhões de anos depois do seu surgimento. Os dinossauros, porém, foram mais bem sucedidos, pois habitaram o planeta Terra por 165 milhões de anos.

O paleontologista do Museu de História Natural de Londres Paul Barrett explicou que essa criatura “foi como um experimento mal-sucedido de como criar um dinossauro“.  Segundo ele, a descoberta proporciona aos cientistas uma importante informação sobre a evolução dos dinossauros. “Essas criaturas compartilharam muitas características com os dinossauros”, disse. “Eles nos mostram um estágio intermediário entre os répteis mais primitivos e os dinossauros mais específicos“.

 FONTE: Terra





Novo dinossauro, Tawa hallae

12 12 2009

Uma nova espécie de dinossauro foi encontrada no estado de Novo México, Estados Unidos da América.   Os fósseis revelaram que os dinossauros carnívoros habitavam o planeta há 230 milhões de anos.   O estudo agora publicado na revista «Science» vem também apoiar a hipótese de que os estes antigos senhores da Terra apareceram originalmente no território que hoje ocupa a América do Sul e que pouco depois se dispersaram pelo resto do mundo, que na época era um só continente, a Pangeia.
A  imagem acima mostra a reprodução de um novo dinossauro, chamado “Tawa hallae”, que viveu no período triásico.
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Sterling Nesbitt, investigador da Universidade do Texas, liderou a equipe que estudou o esqueleto praticamente completo deste dinossauro que media 70 centímetros de altura e dois metros de comprimento, do focinho à cauda.

A descoberta desta espécie, batizada como Tawa hallae (em homenagem aos indígenas sul-americanos Hopi que chamam Tawa ao seu deus do Sol) preenche uma lacuna de ligação entre o grupo de grandes carnívoros do período Jurássico, os terópodos Tiranossauro rex e o velociraptor, e os seus ancestrais, como o herrerassauro.

As duas espécies – o Tawa e o herrerassauro – compartilham muitos traços, especialmente em relação à morfologia da cintura. No entanto, o Tawa tem características dos terópodos que não existem no herrerassauro, como bolsas de ar localizadas ao longo da espinha dorsal.  Quando a espécie evoluiu para os neoterópodes do período Jurássico, foram mantidas algumas características comuns a todas as espécies, como as grandes mandíbulas, dentes de carnívoros e alguns traços pélvicos.

Os fósseis, encontrados em 2004 na zona de Ghost Ranch, oferecem também pistas de como estes animais se dispersaram pelo planeta.   Há mais de 200 milhões de anos, no período Triásico, os dinossauros viviam no supercontinente Pangeia que mais tarde se fragmentou para dar origem aos continentes tais como hoje são conhecidos.

Os investigadores acreditam que os grandes grupos dos primeiros dinossauros puderam passar para a parte da Pangeia, que se tornou a América do Norte, no fim do período Triásico. Por alguma razão, apenas os carnívoros se adaptaram ao clima norte-americano.

Artigo: A Complete Skeleton of a Late Triassic Saurischian and the Early Evolution of Dinosaurs

 FONTE:  CIÊNCIA HOJE, PORTUGAL








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