Os grupos de leitura selecionam os melhores do ano!

22 12 2019

 

 

 

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Camille Engel (EUA, contemporânea)

óleo sobre madeira

 

 

Dois grupos de leitura votaram nos livros lidos durante o ano.

 

Ao Pé da Letra

(grupo formado por 16 pessoas, leu 12 livros este ano):

 

1 —  Anna Karenina, Leon Tolstoy

2 —  Eu sei por que o pássaro canta na gaiola, Maya Angelou

3 —  Plataforma, Michel Houellebecq

4 —  Entre cabras e ovelhas, Joanna Cannon

5 —  O coração do tártaro, Rosa Montero

6 —  As fúrias invisíveis do coração, John Boyne

7 —  A senhora das savanas, Hilton Marques

8 —  Minha avó pede desculpas, Fredrik Backman

9 —  Dois irmãos, Milton Hatoum

10 —  Os diários de pedra, Carol Shields

11 — Quarto de despejo: diário de uma favelada, Carolina Maria de Jesus

12 —A uruguaia, Pedro Mairal

 

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Melhor livro do ano

Houve empate no 1º lugar

dois

 

1º lugar — Anna Karenina, Leo Tolstoy, diversas editoras, diversas datas

Leo Tolstoy escreveu Anna Kariênina entre 1873 e 1877, prestes a completar 45 anos. Depois de escrever o romance Guerra e paz , entre 1863 e 1869, dedicara-se aos afazeres agrícolas, além de fundar escolas, elaborar e difundir teorias e técnicas pedagógicas polêmicas e estudar o grego com afinco. Ao mesmo tempo, foi acumulando uma impressionante quantidade de informações sobre o tsar Pedro, o Grande. Seu intuito era escrever um romance sobre a época em que Pedro I foi o imperador da Rússia.

Após tentativas obstinadas, Tolstói desistiu do projeto. Por outro lado, nutria a ideia de fazer um relato sobre uma mulher adúltera, da alta sociedade. Durante um tempo, estes dois temas levaram vidas independentes em seu pensamento. Quando a imaginação os uniu, Anna Kariênina começou a nascer. Em janeiro de 1875, a revista Mensageiro russo publicou os primeiros catorze capítulos de Anna Kariênina.

Tolstói distribuiu ao longo do livro os temas que o inquietavam, discutidos pelos personagens – a guerra da Sérvia, a administração agrícola, o regime da propriedade da terra, a relação com os trabalhadores, a decadência da nobreza, a educação das crianças, o casamento, a religião, o serviço militar compulsório, as teorias de Spencer, Lasalle, Darwin e Schopenhauer. Estruturado em paralelismos, o livro se articula por meio de contrates – a cidade e o campo; as duas capitais da Rússia (Moscou e São Petersburgo); a alta sociedade e a vida dos mujiques; o intelectual e o homem prático, etc.

O tema é descentralizado a cada novo episódio. Os dois principais personagens, Liévin e Anna, só se encontram uma vez, em toda a longa narrativa. Mas nem por isso estão menos ligados, pois a situação de um permanece constantemente referida à situação do outro. Anna viaja a Moscou para tentar salvar o casamento em crise de seu irmão. Consegue ajudá-lo, mas acaba pondo a perder o seu próprio, apaixonando-se por um aristocrático militar por quem larga o marido e o filho pequeno. Liévin, um rico e jovem proprietário de terras rurais, vive às voltas com problemas de conflitos de classe de seus lavradores e questionamentos existenciais profundos.

 

1º lugar — Eu sei por que o pássaro canta na gaiola, Maya Angelou, São Paulo, Editora Astral Cultural: 2018

RACISMO. ABUSO. LIBERTAÇÃO. A vida de Marguerite Ann Johnson foi marcada por essas três palavras. A garota negra, criada no sul por sua avó paterna, carregou consigo um enorme fardo que foi aliviado apenas pela literatura e por tudo aquilo que ela pôde lhe trazer: conforto através das palavras.

Dessa forma, Maya, como era carinhosamente chamada, escreve para exibir sua voz e libertar-se das grades que foram colocadas em sua vida. As lembranças dolorosas e as descobertas de Angelou estão contidas e eternizadas nas páginas desta obra densa e necessária, dando voz aos jovens que um dia foram, assim como ela, fadados a uma vida dura e cheia de preconceitos. Com uma escrita poética e poderosa, a obra toca, emociona e transforma profundamente o espírito e o pensamento de quem a lê.

 

índice

2º lugar — Dois irmãos, Milton Hatoum, mais de uma edição

Dois Irmãos é a história de como se constroem as relações de identidade e diferença numa família em crise. É a história de dois irmãos gêmeos – Yaqub e Omar – e suas relações com a mãe, o pai e a irmã. Moram na mesma casa Domingas, empregada da família, e seu filho. Esse menino – o filho da empregada – narra, trinta anos depois, os dramas que testemunhou calado. Buscando a identidade de seu pai entre os homens da casa, ele tenta reconstruir os cacos do passado, ora como testemunha, ora como quem ouviu e guardou, mudo, as histórias dos outros. Do seu canto, ele vê personagens que se entregam ao incesto, à vingança, à paixão desmesurada. O lugar da família se estende ao espaço de Manaus, o porto à margem do rio Negro: a cidade e o rio, metáforas das ruínas e da passagem do tempo, acompanham o andamento do drama familiar. Prêmio Jabuti 2001 de Melhor Romance.

 

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3º lugar — A uruguaia Pedro Mairal, Editora Todavia: 2018, 128 páginas

A uruguaia apresenta o argentino Pedro Mairal, um dos narradores mais destacados da nova literatura latino-americana. Este romance divertido e apaixonante sobre afetos, crise conjugal, autoengano e busca pela felicidade mostra, através das peripécias sentimentais de um escritor recém-chegado aos quarenta anos, como devemos enfrentar as promessas que fazemos e não cumprimos e as diferenças entre aquilo que somos e o que realmente gostaríamos de ser. Narrado com leveza e brilhantismo trata de temas como amor e culpa, responsabilidade e libertação pessoal, estabelece de uma vez por todas o talento de Pedro Mairal como um dos nomes de destaque de um novo “boom” da literatura latino-americana.

 

Papalivros

(grupo formado por 22 pessoas, leu 12 livros este ano):

 

1 – Kafka à beira-mar, Haruki Murakami

2 – Assombrações, Domenico Starnone

3 – A garota italiana, Lucinda Riley

4 – Uma família como a nossa, Chaia Zisman

5 – As fúrias invisíveis do coração, John Boyne

6 – As redes da ilusão, Amy Tan

7 – Limonov, Emmanuel Carrère

8 – Minha avó pede desculpas, Fredrick Backman

9 – Era no tempo do rei,   Ruy Castro

10 – O diário de Nisha, Veera Hiranandani

11 – O construtor de pontes,  Markus Zusak

12 – A uruguaia, Pedro Mairal

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Melhor livro do ano

 

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1º lugar — A garota italiana, Lucinda Riley,  Arqueiro: 2016, 464 páginas

Uma inesquecível história de amor, traição, paixão, obsessão e música.

Aos onze anos de idade, Rosanna Menici conhece o cantor Roberto Rossini, uma estrela em ascensão no mundo da ópera italiana – e o homem que mudaria sua vida para sempre. Incentivada – e apaixonada – por ele, Rosanna passa a se dedicar ao estudo do canto lírico, torna-se cantora profissional, e logo os dois se encontram nas salas de concerto mais famosas do mundo, dividindo não só o palco como também o mesmo destino.

Com seu talento incomum para descrever ambientes e evocar sensações e sentimentos universais, Lucinda Riley nos leva a acompanhar a trajetória de Rosanna, desde os bairros pobres de Nápoles até os teatros mais glamourosos do planeta, trazendo à tona, com sua prosa inconfundível, as alegrias, tristezas, frustrações, decepções e redenções do amor.

 

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2º lugar — Era no tempo do rei, Ruy Castro, Alfaguara: 2007,  248 páginas

O cenário é o Rio de 1810, dois anos depois da chegada da Família Real portuguesa, com as ruas vivendo uma agitação jamais vista em uma cidade das Américas. Os personagens são nobres e plebeus que existiram de verdade e outros saídos da mais delirante imaginação.

Em Era no tempo do rei, nem tudo o que se lê neste livro aconteceu – mas podia ter acontecido. Afinal, o autor é Ruy Castro. Os heróis de Era no tempo do rei são o príncipe D. Pedro e seu amigo Leonardo, um menino de rua, ambos com 12 anos. Os dois garotos endiabrados tomam a cidade de assalto, envolvendo-se nas mais empolgantes cabriolas.

Na pista deles, estão o temível major Vidigal, a prostituta Bárbara dos Prazeres, a vingativa princesa Carlota Joaquina, o pio padre Perereca, o sinistro inglês Jeremy Blood, granadeiros, ciganos e capoeiras. Como pano de fundo, a luta pelo poder no Brasil, em Portugal e nas colônias espanholas no Prata.

Era no tempo do rei é um romance malandro e picaresco, com tudo que isso significa: erotismo, crítica, sátira, humor e muita ação. É também uma festa de cheiros, comidas, roupas, costumes, palavras e expressões da época.
Nunca a História do Brasil foi tão irresistível.

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3º lugar — A uruguaia, Pedro Mairal, Editora Todavia: 2018, 128 páginas

A uruguaia apresenta o argentino Pedro Mairal, um dos narradores mais destacados da nova literatura latino-americana. Este romance divertido e apaixonante sobre afetos, crise conjugal, autoengano e busca pela felicidade mostra, através das peripécias sentimentais de um escritor recém-chegado aos quarenta anos, como devemos enfrentar as promessas que fazemos e não cumprimos e as diferenças entre aquilo que somos e o que realmente gostaríamos de ser. Narrado com leveza e brilhantismo trata de temas como amor e culpa, responsabilidade e libertação pessoal, estabelece de uma vez por todas o talento de Pedro Mairal como um dos nomes de destaque de um novo “boom” da literatura latino-americana.

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A coincidência de ambos os grupos nomearem o mesmo livro como 3ª melhor leitura no ano, não passou despercebida. Realmente, um livro pequenino, cheio de alusões literárias, de um autor argentino, ainda desconhecido no Brasil, que lê como se fosse um filme daquele país.  Muito bom.

 

 





Rio de Janeiro à beira da Guanabara

22 02 2019

 

 

 

João Batista da Costa - Praias de Ipanema e Leblon - Oleo sobre tela - 1918.Praias de Ipanema e Leblon, c. 1880

João Batista da Costa (Brasil, 1865- 1926)

óleo sobre tela





Rio de Janeiro, minha cidade natal!

19 05 2017

 

 

Petrus Verdié (Firminy, França, em 1875 Rio de Janeiro em 1951.) óleo sobre tela Lagoa Rodrigo de Freitas, Dois Irmãos e Pedra da Gávea medindo 65 cm por 91 cm

Lagoa Rodrigo de Freitas, ao fundo Morro Dois Irmão e mais adiante a Pedra da Gávea

Paul Verdié (França/Brasil,  1875 -1951)

óleo sobre tela, 65 x 91 cm





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

4 12 2015

 

Wanda Pimentel Mntanhas do Rio,Gávea, Dois irmãos e Pedra Bonita N.10. Acrílica sobre tela. Assinado, datado 1987 e titulado no verso. 80 X 110 cmMontanhas do Rio: Gávea, Dois irmãos e Pedra Bonita N.10, 1987

Wanda Pimentel (Brasil, 1943)

Acrílica sobre tela,  80 X 110 cm





Dia 2: O céu de hoje, desafio da escrita, #PHpoemaday

2 06 2014

 

 

 

TúlioMugnaini (Brasil, 1895-1975), Ipanema, sd,Óleo sobre tela, 54x 72cmColeção ParticularIpanema, s.d.

Túlio Mugnaini (Brasil, 1895-1975)

Óleo sobre tela, 54x 72 cm

Coleção Particular

 

O céu de hoje

 

Leblon. Fim de madrugada. Manhã escura de outono. O sol às minhas costas acorda preguiçoso. De onde estou não distingo nem mar, nem céu. Só escuridão. Diversos tons de cinza me envolvem. O horizonte se apaga na distância. Resta a sombra assustadora, enegrecida e fria, soturna e altaneira do penhasco Dois Irmãos. Será um belo dia, céu limpo. E, no entanto, quando a luz se faz brilhar, não consigo esquecer a impávida presença da pedra fria, fatídica, nefasta, molhada, sinistra e escarpada, guardiã eterna do meu paraíso.

Nem tudo é festa no Rio de Janeiro.

 

©Ladyce West, Rio de Janeiro: 2014





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

9 05 2014

Ivan Freitas (1932-2006) Paisagem da Lagoa Rodrigo de Freitas, ose, 88x55Paisagem da Lagoa Rodrigo de Freitas, s.d.

Ivan Freitas (Brasil, 1932-2006)

óleo sobre eucatex, 88 x 55 cm





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

7 03 2014

???????????????????????????????Casa de Smither Perrin, à Rua São Clemente, 1860

Assinatura: A. P.

Aquarela, guache sobre papel,  36 x 55 cm

Museu Imperial, Petrópolis








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