Rio de Janeiro à beira da Guanabara

22 02 2019

 

 

 

João Batista da Costa - Praias de Ipanema e Leblon - Oleo sobre tela - 1918.Praias de Ipanema e Leblon, c. 1880

João Batista da Costa (Brasil, 1865- 1926)

óleo sobre tela





Rio de Janeiro, minha cidade natal!

19 05 2017

 

 

Petrus Verdié (Firminy, França, em 1875 Rio de Janeiro em 1951.) óleo sobre tela Lagoa Rodrigo de Freitas, Dois Irmãos e Pedra da Gávea medindo 65 cm por 91 cm

Lagoa Rodrigo de Freitas, ao fundo Morro Dois Irmão e mais adiante a Pedra da Gávea

Paul Verdié (França/Brasil,  1875 -1951)

óleo sobre tela, 65 x 91 cm





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

4 12 2015

 

Wanda Pimentel Mntanhas do Rio,Gávea, Dois irmãos e Pedra Bonita N.10. Acrílica sobre tela. Assinado, datado 1987 e titulado no verso. 80 X 110 cmMontanhas do Rio: Gávea, Dois irmãos e Pedra Bonita N.10, 1987

Wanda Pimentel (Brasil, 1943)

Acrílica sobre tela,  80 X 110 cm





Dia 2: O céu de hoje, desafio da escrita, #PHpoemaday

2 06 2014

 

 

 

TúlioMugnaini (Brasil, 1895-1975), Ipanema, sd,Óleo sobre tela, 54x 72cmColeção ParticularIpanema, s.d.

Túlio Mugnaini (Brasil, 1895-1975)

Óleo sobre tela, 54x 72 cm

Coleção Particular

 

O céu de hoje

 

Leblon. Fim de madrugada. Manhã escura de outono. O sol às minhas costas acorda preguiçoso. De onde estou não distingo nem mar, nem céu. Só escuridão. Diversos tons de cinza me envolvem. O horizonte se apaga na distância. Resta a sombra assustadora, enegrecida e fria, soturna e altaneira do penhasco Dois Irmãos. Será um belo dia, céu limpo. E, no entanto, quando a luz se faz brilhar, não consigo esquecer a impávida presença da pedra fria, fatídica, nefasta, molhada, sinistra e escarpada, guardiã eterna do meu paraíso.

Nem tudo é festa no Rio de Janeiro.

 

©Ladyce West, Rio de Janeiro: 2014





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

9 05 2014

Ivan Freitas (1932-2006) Paisagem da Lagoa Rodrigo de Freitas, ose, 88x55Paisagem da Lagoa Rodrigo de Freitas, s.d.

Ivan Freitas (Brasil, 1932-2006)

óleo sobre eucatex, 88 x 55 cm





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

7 03 2014

???????????????????????????????Casa de Smither Perrin, à Rua São Clemente, 1860

Assinatura: A. P.

Aquarela, guache sobre papel,  36 x 55 cm

Museu Imperial, Petrópolis





Nélida Piñon e a Lagoa Rodrigo de Freitas

14 01 2013

corcovado e lagoa

Corcovado e lagoa Rodrigo de Freitas, vista de Ipanema.

“Da janela da sala, avalio a beleza da lagoa Rodrigo de Freitas, cuja estética depende da capacidade de cada qual misturar princípios, gostos, esquemas, de abrir-se para a voluptuosidade das ofertas que nos cercam. Assim, o espelho da água denuncia em que estágio estou. Se amadureci com lisura, elegância, para ser quem sou, se ainda há tempo pra me corrigir.

Mais adiante observo o morro Dois Irmãos, de aparência irreal ao se iluminar. À direita, no topo da montanha, o Cristo, de braços abertos, critica o ufanismo nacional.  Ele contempla os excessos e se cala. Da casa, em linha reta, quase no rés do chão os clubes náuticos e as pistas verdes do Jockey Clube.

Despertei cedo e pus-me a escrever com a esperança de ser tocada pela graça. Para o trabalho que ora desenvolvo, qualquer hora e local servem. Só as palavras, com seus símbolos, me pautam. A escrita brota, então, das máscaras que peço emprestadas a quem não sei, com o intuito de me apresentar em público. A escrita, contudo, à minha revelia, anota o inconfessável, a matéria da cama e dos salões. Mas como ludibriar sem a verdade da criação? Se a ficção apresenta, no seu nascedouro, uma verdade feita de falsa coerência?

Sigo para o mercado, atraída pelo supérfluo. Congratulo-me com o bairro e os seres que perambulam pelas ruas. Sei conquanto a vida não me perpetue, insisto em ser trânsfuga, andarilha, falar o português.  O que mais pedir ao Brasil?

Ao final da tarde, o crepúsculo da lagoa reafirma que a arte reconcilia os seres, aquece-os. O ano está prestes a acabar, há que prestar contas, fazer votos, pedir trégua aos desafetos, aos que se odeiam  tanto que só o assassinato lhes abrandaria o coração. Solicitar, sobretudo, mesa farta para os humilhados, febre para os indiferentes, clemência amorosa.

Jogo as cartas sobre a mesa aguardando que o ás de ouros me indique o porvir”.

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Em: Livro das Horas, Nélida Piñon, Rio de Janeiro, Record: 2012, pp 129-130








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